ECOR3
Ecorodovias Infraestrutura E Logística S.A. · outros
acompanhando
Preço
R$ 6.89
+2.38% no dia
12 meses
-8.0%
mín R$ 6.59 · máx R$ 12.18
Dividend yield
8.9%
R$ 0.61/ação em 12m
Valor de mercado
R$ 4.8 bi
negocia R$ 48 mi/dia
conferido em fonte independente:
P VP · ROIC · DY · EV EBITDA
(o Fundamentus calcula por conta própria e os números batem)
leitura divergente:
P L
(Atalaia 5.4104 vs Fundamentus 6.58) · MARGEM LIQUIDA
(Atalaia 0.0769 vs Fundamentus 0.061) · ROE
(Atalaia 0.2032 vs Fundamentus 0.178)
— janelas e critérios diferem entre fontes; em divergência, a CVM prevalece.
Leituras integradas — os números conversando entre si
ROE vs Selic — vale o risco de ser sócio? ROE de 20,3% contra Selic de 14,2%: rende bem ACIMA do juro sem risco — o risco de ser sócio está sendo pago.
Contra o Ibovespa — ganhou da maré? Em 12 meses: ação -8,0% vs Ibovespa 22,9%. perdeu do Ibovespa — quem comprou o índice ganhou mais com menos risco. A tese precisa justificar a aposta específica.
DuPont — de onde vem o ROE ROE 20,3% = margem 7,7% × giro 0.31 × alavancagem 8.5×. ROE alto, mas com alavancagem de 8.5× — parte do retorno é fabricada com dívida; confira o ROIC antes de aplaudir.
Consistência do ROE — foto ou filme? ROE entre 9,8% e 24,6% no período. Leitura: oscilou mas se manteve decente — qualidade com ciclo.
Qualidade do lucro — o caixa confirma? Em 4 de 4 anos o caixa operacional cobriu o lucro. Em 2025: FCO R$ 4,8 bi vs lucro R$ 0,9 bi (5.4× o lucro em caixa). Leitura: o lucro contábil vira caixa de verdade — qualidade alta.
Crescimento — 5 anos Receita cresceu 25,4% ao ano de 2021 a 2025; o lucro, 53,3% ao ano — lucro crescendo MAIS que a receita: ganho de eficiência.
Preço vs lucro — o mercado concorda com o balanço? Em 12 meses a ação variou -8,0%; o último lucro anual variou -2,0%. preço acompanha a piora do lucro — coerente, resta julgar o ciclo.
Dividendos — a renda é real? Quem comprou hoje embolsa 8,9% ao ano em proventos (12 meses reais), distribuindo 24,2% do lucro (payout do fluxo de caixa CVM) — renda relevante, mas o grosso do retorno precisa vir do crescimento.
Payout implícito — para onde vai o lucro? Nos últimos 4 anos, ~21,5% do lucro saiu como provento (estimado pelo patrimônio que não cresceu). equilíbrio entre dividendo e reinvestimento.
Dívida líquida vs geração operacional Dívida líquida de R$ 21,6 bi = 5.0× o EBIT. pesada — a tese precisa explicar como essa dívida cai.
Liquidez corrente R$ 1.52 de ativo de curto prazo para cada R$ 1 de dívida de curto prazo: folga confortável no curto prazo.
A leitura do analista (Atalaia)
A EcoRodovias (ECOR3) demonstra uma rentabilidade sólida, evidenciada pelo ROE de 20,3% e por uma robusta margem EBITDA de 49,0%. A eficiência operacional é confirmada pela margem bruta de 38,8% e um ROIC de 10,9%, indicando retorno consistente sobre o capital investido. No entanto, a estrutura de capital revela uma fragilidade na alavancagem, com dívida líquida de R$ 21,58 bi e uma relação Dívida Líquida/EBITDA de 3,83×. A liquidez corrente de 1,52×, somada ao caixa de R$ 4,78 bi, oferece segurança para obrigações imediatas. A qualidade do lucro é um ponto de força excepcional, visto que o FCO de R$ 4,81 bi supera o lucro líquido em 5,43 vezes, sinalizando uma conversão de caixa saudável. O F-Score de 5 reflete uma situação financeira estável, enquanto o Altman Z2 de 4,69 indica que a empresa está fora de áreas de risco de insolvência. Em termos de valuation, o P/L de 5,41 e o P/VP de 1,10 sugerem preços descontados frente ao patrimônio e lucros. O Dividend Yield de 8,9% é atrativo, apesar de um payout moderado de 24,2%. Como ponto de atenção, a margem líquida de 7,7% é pressionada pelo custo do endividamento. Em suma, o negócio é operacionalmente forte e gerador de caixa, mas exige monitoramento rigoroso de sua elevada alavancagem financeira.
texto gerado por IA SOBRE os números validados acima — a IA nunca calcula nada.
Os fundamentos de 2025
(DFP oficial · toque no ícone de cada um)
P/L
5,41
5,41 → baixo — barato OU armadilha
· faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente
Pelo preço de hoje, você paga 5.4 anos do lucro atual da ECOR3 — o lucro 'rende' 18.5% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).
P/VP
1,10
1,10 → moderado
· faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium
Você paga R$ 1.10 por cada R$ 1 que a ECOR3 tem de patrimônio líquido no balanço.
Dividend Yield (12m)
8,9%
8,9% → gordo
· faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie
R$ 10.000 em ECOR3 ao preço de hoje pagaram R$ 887 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.
Payout
24,2%
24,2% → equilibrado
· faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro
De cada R$ 100 de lucro, a ECOR3 mandou R$ 24 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 76 para reinvestir.
ROE
20,3%
20,3% → elite
· faixas: fraco · mediano · qualidade · elite
Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na ECOR3, ela gerou R$ 20 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 20.3% ao ano dentro da empresa.
ROA
2,4%
2,4% → mediano
· faixas: fraco · mediano · bom · excepcional
A cada R$ 100 de TUDO que a ECOR3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 2.4 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.
ROIC
10,9%
10,9% → mediano
· faixas: abaixo do custo de capital · mediano · criador de valor · máquina de capital
Cada R$ 100 de capital TOTAL investido na operação da ECOR3 (dos sócios + dos credores) rendeu R$ 10.9 depois dos impostos.
Margem líquida
7,7%
7,7% → normal
· faixas: apertada · normal · saudável · gorda
De cada R$ 100 que entram de venda na ECOR3, sobram R$ 7.7 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.
Margem bruta
38,8%
38,8% → forte
· faixas: apertada · normal · forte · poder de preço
O produto da ECOR3 custa para ela R$ 61 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 39 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.
Lucro por ação
R$ 1,27
Cada ação da ECOR3 'carrega' R$ 1.27 do lucro do ano — 100 ações = R$ 127 do lucro são seus (parte vem como provento).
Patrimônio por ação
R$ 6,27
Cada ação da ECOR3 corresponde a R$ 6.27 de patrimônio contábil da empresa.
Lucro vira caixa?
5,43×
5,43× → lucro vira caixa
· faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa
Cada R$ 1 de lucro contábil da ECOR3 virou R$ 5.43 de dinheiro de verdade no caixa operacional.
Liquidez corrente
1,52×
1,52× → confortável
· faixas: aperto · no limite · confortável · folga grande
Para cada R$ 1 de conta a pagar nos próximos 12 meses, a ECOR3 tem R$ 1.52 disponíveis ou a receber no mesmo prazo.
Alavancagem
8,51×
8,51× → agressiva
· faixas: conservadora · moderada · alta · agressiva
A ECOR3 opera R$ 8.51 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.
Dívida líquida
R$ 21,58 bi
Dívida líq. / EBITDA
3,83×
3,83× → pesada
· faixas: leve · confortável · limite saudável · pesada
A ECOR3 levaria 3.8 anos de EBITDA para quitar a dívida líquida — mantendo tudo o mais constante.
EV/EBITDA
4,68×
4,68× → barato (ou problema)
· faixas: barato (ou problema) · razoável · exigente · muito caro
Comprar a ECOR3 inteira (mercado + dívidas) custa 4.7 anos da geração operacional de caixa atual.
Piotroski F-Score
5/9
5/9 → mediano
· faixas: alerta · mediano · saudável e melhorando
A ECOR3 passou em 5 das 9 perguntas de saúde do checklist de Piotroski.
Altman Z''
4,69
4,69 → zona segura
· faixas: zona de risco · zona cinzenta · zona segura
O termômetro de insolvência marca 4.69 — zona segura (acima de 2,6).
P/L (preço ÷ lucro)
fechar ✕
O que é:
essência Preço ÷ lucro por ação: quantos anos do lucro atual você paga pela ação.
P/L 10 = dez anos de lucro pelo preço de hoje.
como um analista vê Invertido, o P/L vira o earnings yield (1 ÷ P/L): o lucro como "juro"
sobre o preço, comparável direto com a Selic. P/L 10 = yield de 10%. Se a
renda fixa paga 14,5% garantido e a ação "rende" 10% com risco, o preço
precisa se justificar por crescimento. Cuidado: yield alto só vale se o
lucro for real, recorrente e crescente — earnings yield de 30% quase
sempre é o mercado dizendo "não acredito nesse lucro".
a fundo O P/L é cego à dívida (o EV/EBITDA corrige isso somando a dívida líquida
ao preço) e cego ao ciclo (lucro de pico encolhe o P/L na pior hora —
o "value trap cíclico"). Múltiplo nunca se lê sozinho: sempre contra o
próprio histórico da empresa e contra os pares do MESMO setor — comparar
P/L de banco com tech é erro de principiante. Lucro contábil também não é
caixa: confira a qualidade do lucro (FCO ≥ lucro) antes de confiar no P/L.
Na ECOR3: Pelo preço de hoje, você paga 5.4 anos do lucro atual da ECOR3 — o lucro 'rende' 18.5% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).
Onde ela está na régua:
baixo — barato OU armadilha (5,41)
5,41 → baixo — barato OU armadilha
· faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente
O que procurar: P/L baixo COM lucro real, recorrente e crescente. P/L baixo com lucro derretendo é a armadilha clássica (o L cai e o P/L 'sobe' sozinho).
Como analisar, passo a passo:
Inverta: 1÷P/L é o earnings yield — compare com a Selic; renda fixa paga garantido. Compare com o histórico DA empresa e com pares do MESMO setor. Confira a qualidade do lucro (FCO/lucro) antes de confiar no L do P/L. Cíclicas no pico de lucro mostram P/L baixíssimo na pior hora de comprar.
P/L — universo acompanhado (sem par direto)
SHUL3
34.47
WEGE3
29.72
EQTL3
27.77
VALE3
24.95
RADL3
21.89
TOTS3
17.86
ABEV3
16.17
RDOR3
15.81
CSMG3
15.18
EGIE3
14.98
CXSE3
13.73
UNIP3
13.61
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
P/VP (preço ÷ patrimônio)
fechar ✕
O que é:
essência Preço ÷ patrimônio por ação: quantas vezes o patrimônio contábil você
paga. 1 = paga exatamente o patrimônio; abaixo de 1 = paga menos que o
"papel" diz que a empresa vale.
como um analista vê NUNCA leia o P/VP sozinho — leia-o contra o ROE; são duas metades da
mesma frase. P/VP baixo grita "barato!" para o iniciante, e esse é um
erro fatal: pagar 6x o patrimônio por algo que rende 69% ao ano pode ser
mais barato que pagar 0,37x por algo que rende 5% — porque o primeiro
patrimônio se multiplica rápido e o segundo fica parado. Preço baixo só é
desconto se o que você compra for bom (a alma do Value + Quality).
a fundo "Barata e medíocre" é o clássico value trap: P/VP < 1 com ROE abaixo do
custo de capital significa que o mercado espera que o patrimônio renda
pouco — e o desconto é merecido. Em bancos e seguradoras o P/VP×ROE é A
leitura central (o balanço é o negócio), com um atalho: P/VP justo ≈
(ROE − g) / (custo de capital − g). Patrimônio contábil também pode estar
distorcido por intangíveis e reavaliações — vale checar do que ele é
feito antes de confiar no múltiplo.
Na ECOR3: Você paga R$ 1.10 por cada R$ 1 que a ECOR3 tem de patrimônio líquido no balanço.
Onde ela está na régua:
moderado (1,10)
1,10 → moderado
· faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium
O que procurar: NUNCA leia sozinho — sempre contra o ROE. Pagar caro por patrimônio que rende 25% pode ser melhor negócio que pagar barato por um que rende 5%.
Como analisar, passo a passo:
Regra d'A Lente: P/VP e ROE são duas metades da mesma frase. P/VP < 1 com ROE fraco = desconto MERECIDO (value trap). Em bancos e seguradoras esta é A leitura central do valuation.
P/VP — universo acompanhado (sem par direto)
WEGE3
10.88
CURY3
7.42
SHUL3
6.64
SAUD3
5.70
CXSE3
4.35
RADL3
3.88
RDOR3
3.83
UNIP3
3.69
DIRR3
3.68
WHRL3
3.25
EGIE3
3.03
TOTS3
2.91
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Dividend Yield (proventos de 12 meses)
fechar ✕
O que é:
essência Quanto a ação te pagou de proventos nos últimos 12 meses, em % do preço
de hoje. DY de 6% = R$ 10.000 investidos pagaram R$ 600 no ano — sem
vender nada.
como um analista vê O DY tem duas pernas: o quanto a empresa distribui (payout) e o preço que
você paga. Por isso DY altíssimo merece desconfiança: às vezes não é a
empresa pagando muito — é o preço desabando (o D fica, o Y "sobe").
Os proventos aqui são os REALMENTE pagos (Yahoo Finance, evento a evento),
não promessa de projeção.
a fundo Compare sempre em três direções: (1) com a Selic — renda fixa paga sem
risco, o dividendo precisa compensar o risco OU vir acompanhado de
crescimento; (2) com o histórico da própria empresa — recorrência vale
mais que pico (JCP extraordinário infla um ano e some no outro); (3) com
o payout — DY de 8% pagando 120% do lucro é empréstimo do futuro. No
Brasil, JCP tem tratamento tributário próprio; o valor que usamos é o
caixa efetivamente distribuído.
Na ECOR3: R$ 10.000 em ECOR3 ao preço de hoje pagaram R$ 887 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.
Onde ela está na régua:
gordo (8,9%)
8,9% → gordo
· faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie
O que procurar: DY bom é o SUSTENTÁVEL: 4–8% pagos por lucro recorrente. DY de dois dígitos costuma ser evento único ou preço desabando — o yield 'sobe' porque o P caiu.
Como analisar, passo a passo:
Confira o payout: DY alto com payout acima de 100% não se repete. Veja o histórico de proventos ano a ano — recorrência vale mais que pico. Compare com a Selic: renda fixa paga sem risco; o dividendo precisa compensar o risco OU vir com crescimento. Empresa que precisa investir muito e paga DY alto pode estar sacrificando o futuro.
Dividend Yield (12m) — universo acompanhado (sem par direto)
GRND3
39.4%
VULC3
32.9%
LAVV3
23.9%
MDNE3
17.3%
POMO3
16.5%
DIRR3
16.3%
UNIP3
15.5%
CEBR3
14.9%
AZZA3
14.1%
FIQE3
13.3%
CURY3
13.1%
CYRE3
12.5%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Payout (% do lucro distribuído)
fechar ✕
O que é:
essência De cada R$ 100 de lucro, quantos a empresa manda para o bolso dos sócios
e quantos ela guarda para crescer. Payout de 40% = R$ 40 distribuídos,
R$ 60 reinvestidos.
como um analista vê Não existe payout "certo" — existe payout COERENTE com a fase da empresa.
Madura e sem onde investir? Distribua (60–80% é honesto). Crescendo com
retorno alto? Retenha — cada real retido a 20% de ROIC vale mais no bolso
do FUTURO. O pecado é a incoerência: prometer crescimento E pagar tudo.
a fundo O payout do Atalaia vem do FLUXO DE CAIXA da CVM (dividendos + JCP
efetivamente pagos no DFC, grupo 6.03), não do anúncio. Payout acima de
100% recorrente é matematicamente insustentável: ou vem de reserva, ou de
dívida, ou de venda de ativo. Cruze com o ROIC: payout baixo só é virtude
se o reinvestimento render acima do custo de capital — senão é dinheiro
preso rendendo pouco (a "armadilha do império").
Na ECOR3: De cada R$ 100 de lucro, a ECOR3 mandou R$ 24 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 76 para reinvestir.
Onde ela está na régua:
equilibrado (24,2%)
24,2% → equilibrado
· faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
24%
18%
12%
6%
0%
2%
2022
10%
2023
15%
2024
24%
2025
O que procurar: Depende da fase: empresa madura distribui mais (50–80%); a que cresce retém — e isso é ÓTIMO se o ROIC for alto. Payout recorrente acima de 100% é insustentável por definição.
Como analisar, passo a passo:
Payout baixo + ROIC alto = o lucro retido vira mais valor (juros compostos internos). Payout alto + crescimento alto não cabem juntos por muito tempo. Este payout vem do CAIXA (DFC da CVM): dividendos + JCP efetivamente pagos no ano.
Payout — universo acompanhado (sem par direto)
EQTL3
320.1%
UNIP3
270.1%
CEBR3
214.2%
DIRR3
198.1%
WHRL3
171.0%
REDE3
155.0%
VALE3
144.6%
RDOR3
140.0%
CURY3
138.6%
ABEV3
132.0%
POMO3
115.1%
ITSA3
114.7%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
ROE
fechar ✕
O que é:
essência Lucro ÷ patrimônio: de cada R$ 100 que os donos têm na empresa, quanto ela
gera de lucro por ano? ROE de 20% = R$ 20. Régua d'A Lente: acima de 15%
consistente = qualidade; acima de 20% sustentado = elite.
como um analista vê O ROE responde "esta empresa é uma boa máquina de transformar dinheiro em
mais dinheiro?". Mas atenção a duas leituras: (1) um ano isolado não diz
nada — qualidade é ROE alto CONSISTENTE; (2) nunca leia o ROE sozinho:
compare-o com o P/VP (quanto você paga por esse patrimônio) e com a Selic
(o retorno sem risco — se a empresa rende menos que o título público, por
que correr o risco?).
a fundo A fórmula DuPont abre o ROE em três alavancas: margem líquida × giro do
ativo × alavancagem (Ativo/PL). Três jeitos de ter ROE alto: cobrar caro
(margem), girar rápido (giro) ou usar dívida (alavancagem). ROE alto por
margem e giro = qualidade saudável; ROE alto só por alavancagem = risco
disfarçado — é assim que empresa medíocre finge qualidade. Por isso o ROIC
("o ROE sem maquiagem") é o teste de confirmação: ele inclui a dívida no
denominador e não dá para trapacear. Em bancos e seguradoras, compare o
ROE com o custo do capital próprio, não com ROIC.
Na ECOR3: Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na ECOR3, ela gerou R$ 20 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 20.3% ao ano dentro da empresa.
Onde ela está na régua:
elite (20,3%)
20,3% → elite
· faixas: fraco · mediano · qualidade · elite
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
25%
18%
12%
6%
0%
10%
2022
19%
2023
25%
2024
20%
2025
O que procurar: ROE acima de 15% SUSTENTADO por vários anos — um ano isolado não diz nada. Acima de 20% mantido = elite.
Como analisar, passo a passo:
Veja a SÉRIE de 5 anos, não a foto: consistência vale mais que pico. Compare com a Selic: render menos que o título público é destruir valor. Abra na DuPont: o ROE vem de margem e giro (saudável) ou de dívida (frágil)? Confirme no ROIC: ROE alto com ROIC baixo = retorno fabricado com alavancagem. Compare só com pares do MESMO setor.
ROE — universo acompanhado (sem par direto)
CURY3
70.6%
VULC3
48.0%
SAUD3
45.4%
DIRR3
41.2%
WEGE3
36.6%
PLPL3
35.4%
POMO3
31.9%
CXSE3
31.7%
PINE3
30.7%
WIZC3
28.8%
JHSF3
28.1%
MDNE3
27.7%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
ROA (retorno sobre o ativo)
fechar ✕
O que é:
essência Lucro ÷ TUDO que a empresa controla (fábricas, estoques, caixa). Mostra o
retorno da operação inteira, sem o efeito turbinador da dívida.
como um analista vê É o irmão honesto do ROE: se o ROE é alto mas o ROA é baixo, a diferença
é dívida trabalhando — retorno emprestado. ROA alto E ROE alto juntos é o
selo das máquinas de verdade.
a fundo ROA = margem líquida × giro do ativo (DuPont sem a alavancagem). Setores
intensivos em capital (mineração, utilities, locadoras) têm ROA
estruturalmente menor — compare dentro do setor. ROA caindo com ativo
crescendo = capex ainda sem retorno: pergunte QUANDO ele vira.
Na ECOR3: A cada R$ 100 de TUDO que a ECOR3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 2.4 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.
Onde ela está na régua:
mediano (2,4%)
2,4% → mediano
· faixas: fraco · mediano · bom · excepcional
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
3%
2%
2%
1%
0%
1%
2022
2%
2023
3%
2024
2%
2025
O que procurar: ROA estável e acima dos pares do setor. Ele mostra o retorno sobre TUDO que a empresa controla — sem o efeito da dívida.
Como analisar, passo a passo:
Compare ROA com ROE: distância grande entre os dois = muita alavancagem no meio. Setores pesados em ativo (mineração, utilities) têm ROA naturalmente menor. ROA caindo com ativo crescendo = a empresa está investindo sem retorno (ainda?).
ROA — universo acompanhado (sem par direto)
VULC3
30.0%
SAUD3
29.9%
CXSE3
29.1%
CURY3
17.3%
WEGE3
15.0%
ITSA3
14.8%
GRND3
14.3%
CEBR3
13.7%
VIVA3
13.1%
POMO3
12.6%
ABEV3
10.7%
KEPL3
10.3%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
ROIC (retorno sobre o capital investido)
fechar ✕
O que é:
essência Retorno sobre TODO o capital (dos donos + dos credores). É "o ROE sem
maquiagem": como inclui a dívida no denominador, não dá para inflar com
alavancagem.
como um analista vê A régua mais importante d'A Lente: ROIC tem que superar o custo do
capital. Com a Selic a ~14,5%, uma empresa com ROIC abaixo de ~14% está,
na prática, destruindo valor — emprega capital e gera menos do que ele
renderia parado num título público. ROE alto com ROIC baixo (ou negativo)
é sinal clássico de retorno fabricado com dívida.
a fundo ROIC = lucro operacional após impostos (NOPAT) ÷ capital investido
(patrimônio + dívida). A diferença ROIC − custo de capital (WACC) é o
"spread" de criação de valor; o valor criado de fato é o spread vezes o
capital empregado — empresa pequena com spread enorme pode criar menos
valor que gigante com spread modesto. Na Magic Formula de Greenblatt, o
ROIC usa só capital de giro líquido + imobilizado líquido no denominador
(capital "tangível" da operação). Não se aplica a bancos/seguradoras: o
balanço financeiro não separa capital operacional de "estoque".
Na ECOR3: Cada R$ 100 de capital TOTAL investido na operação da ECOR3 (dos sócios + dos credores) rendeu R$ 10.9 depois dos impostos.
Onde ela está na régua:
mediano (10,9%)
10,9% → mediano
· faixas: abaixo do custo de capital · mediano · criador de valor · máquina de capital
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
12%
9%
6%
3%
0%
10%
2021
8%
2022
11%
2023
12%
2024
11%
2025
O que procurar: ROIC consistentemente acima do custo de capital (no Brasil, pense Selic + prêmio). É O número do reinvestimento: diz quanto rende cada real que a empresa retém.
Como analisar, passo a passo:
Compare ROIC com ROE: ROE alto + ROIC baixo = retorno fabricado com dívida. ROIC usa NOPAT (EBIT − impostos) sobre PL + dívida líquida — independe da estrutura de capital. Empresa de ROIC alto que retém lucro (payout baixo) é a combinação que compõe riqueza.
ROIC — universo acompanhado (sem par direto)
CURY3
78.5%
WHRL3
55.1%
SAUD3
51.6%
WEGE3
35.8%
PLPL3
33.9%
CEBR3
30.8%
RDOR3
26.1%
DIRR3
25.7%
JHSF3
22.3%
ABEV3
21.8%
RADL3
17.0%
POMO3
16.8%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Margem líquida
fechar ✕
O que é:
essência Lucro líquido ÷ receita: de cada R$ 100 vendidos, quanto vira lucro no
fim da linha, depois de todos os custos, juros e impostos.
como um analista vê Margem é uma das três alavancas do ROE (DuPont) e o termômetro do poder
de preço: empresa com "fosso" defende a margem mesmo quando os custos
sobem. Compare sempre dentro do setor — varejo vive de margem fina e giro
alto; software vive de margem gorda e giro baixo. Margem caindo ano após
ano é sintoma de competição comendo o fosso.
a fundo Decomponha a queda: margem bruta caindo = problema de custo/preço do
produto; margem operacional caindo com bruta estável = despesas
crescendo; margem líquida caindo sozinha = juros ou impostos. Em setores
financeiros a "receita" tem outra natureza (intermediação/prêmios), então
a margem líquida tradicional perde o sentido de comparação — use ROE e
índices próprios do setor. E margem alta com FCO fraco é alerta de lucro
contábil sem caixa.
Na ECOR3: De cada R$ 100 que entram de venda na ECOR3, sobram R$ 7.7 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.
Onde ela está na régua:
normal (7,7%)
7,7% → normal
· faixas: apertada · normal · saudável · gorda
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
9%
7%
5%
2%
0%
4%
2022
6%
2023
9%
2024
8%
2025
O que procurar: Margem ESTÁVEL ou subindo ao longo dos anos. O nível 'certo' depende do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software, de margem gorda.
Como analisar, passo a passo:
Olhe a tendência de 5 anos: margem derretendo = competição comendo o fosso. Compare com os pares do setor (nunca entre setores). Margem alta com caixa operacional fraco = lucro contábil suspeito. Em bancos/seguradoras a margem tradicional perde sentido — use ROE.
Margem líquida — universo acompanhado (sem par direto)
ITSA3
199.9%
JHSF3
54.4%
MULT3
41.7%
CEBR3
36.4%
TAEE3
34.2%
VULC3
32.7%
GRND3
25.0%
SAUD3
24.1%
LAVV3
23.5%
PETR3
22.1%
CYRE3
21.3%
VIVA3
20.5%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Margem bruta
fechar ✕
O que é:
essência O que sobra de cada venda depois do custo direto do produto. Vendeu por
R$ 100 algo que custou R$ 60 = margem bruta de 40%.
como um analista vê É a impressão digital do FOSSO: empresa com marca forte ou produto único
cobra caro sem perder cliente — margem bruta alta e estável. Quando a
margem bruta derrete ano após ano, a competição está vencendo.
a fundo Leia em par com a margem líquida: bruta alta + líquida baixa = o problema
está nas despesas (vendas, admin, juros), não no produto. Bruta caindo
com receita subindo = comprando crescimento com desconto — clássico de
guerra de preço. Não compare entre setores.
Na ECOR3: O produto da ECOR3 custa para ela R$ 61 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 39 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.
Onde ela está na régua:
forte (38,8%)
38,8% → forte
· faixas: apertada · normal · forte · poder de preço
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
40%
30%
20%
10%
0%
40%
2021
32%
2022
37%
2023
40%
2024
39%
2025
O que procurar: Margem bruta ALTA E ESTÁVEL = a empresa cobra caro e ninguém a obriga a baixar o preço. É a impressão digital do fosso.
Como analisar, passo a passo:
Tendência primeiro: margem bruta derretendo = competição vencendo. Compare apenas dentro do setor — supermercado e software vivem em planetas diferentes. Margem bruta alta com margem líquida baixa = o problema está nas despesas, não no produto.
Margem bruta — universo acompanhado (sem par direto)
MULT3
82.0%
TOTS3
70.3%
VIVA3
69.6%
JHSF3
63.4%
MILS3
62.7%
WIZC3
61.3%
TAEE3
55.1%
AZZA3
55.0%
TECN3
54.7%
FIQE3
51.7%
ABEV3
51.4%
BMEB3
48.1%
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Lucro por ação
fechar ✕
O que é:
essência Lucro líquido do ano ÷ número de ações: a sua fatia do lucro, por ação
que você possui.
como um analista vê É o denominador do P/L e o número que liga o lucro da empresa ao SEU
investimento: 100 ações × LPA de R$ 5 = R$ 500 do lucro do ano "são
seus" (parte vem como dividendo, parte fica reinvestida na empresa).
LPA crescendo ao longo dos anos é o motor de longo prazo do preço.
a fundo Acompanhe o LPA junto com o número de ações: emissões diluem (lucro
igual ÷ mais ações = LPA menor) e recompras concentram. Crescimento de
LPA via recompra tem teto; via lucro, não. Use o número de ações
ex-tesouraria e atenção a eventos societários (desdobramento, bonificação)
que mudam o LPA sem mudar nada de real — por isso compara-se o LPA
ajustado.
Na ECOR3: Cada ação da ECOR3 'carrega' R$ 1.27 do lucro do ano — 100 ações = R$ 127 do lucro são seus (parte vem como provento).
Patrimônio por ação
fechar ✕
O que é:
essência Patrimônio líquido ÷ número de ações: quanto do "papel" da empresa (o que
ela tem menos o que ela deve) corresponde a cada ação.
como um analista vê É a régua contábil contra a qual o preço é comparado (preço ÷ VPA = P/VP).
VPA crescendo ano após ano significa que a empresa retém lucro e o
patrimônio dos sócios engorda — o efeito juros compostos dentro do
balanço. VPA estagnado com lucro alto = empresa distribui quase tudo.
a fundo O VPA é valor CONTÁBIL, não de mercado: imóveis a custo histórico,
intangíveis de aquisições e provisões podem distorcê-lo nos dois
sentidos. Em bancos/seguradoras ele é mais "verdadeiro" (ativos
financeiros marcados a mercado), por isso o P/VP×ROE é a leitura central
do setor. Crescimento sustentável do VPA ≈ ROE × (1 − payout) — a taxa a
que o patrimônio se multiplica sozinho.
Na ECOR3: Cada ação da ECOR3 corresponde a R$ 6.27 de patrimônio contábil da empresa.
Caixa operacional / lucro
fechar ✕
O que é:
essência O lucro do papel virou dinheiro no caixa? Caixa operacional ÷ lucro acima
de 1 = cada real de lucro contábil entrou de verdade.
como um analista vê Lucro é OPINIÃO contábil (estimativas, provisões, regime de competência);
caixa é FATO. Lucro bonito com caixa fraco por anos seguidos é o padrão
clássico que antecede sustos — receita que não vira recebimento.
a fundo Razão <0,7 por 2-3 anos: investigue contas a receber inchando e estoques
girando devagar (capital de giro comendo o caixa). Razão >>1 crônica:
depreciação alta (capex pesado no passado) ou lucro deprimido. É o
critério 4 do F-Score e o coração do módulo de leitura crítica d'A Lente.
Na ECOR3: Cada R$ 1 de lucro contábil da ECOR3 virou R$ 5.43 de dinheiro de verdade no caixa operacional.
Onde ela está na régua:
lucro vira caixa (5,43×)
5,43× → lucro vira caixa
· faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
7.7×
5.8×
3.8×
1.9×
0.0×
7.7×
2022
6.2×
2023
4.4×
2024
5.4×
2025
O que procurar: Acima de 1,0 na maioria dos anos: cada real de lucro contábil entrou de verdade no caixa. Lucro sem caixa é promessa.
Como analisar, passo a passo:
Olhe vários anos: um ano isolado abaixo de 1 pode ser capital de giro; três seguidos é padrão. Razão muito acima de 1 por anos = depreciação alta ou lucro deprimido — entenda o porquê. É o critério nº 4 do F-Score (qualidade do lucro) em forma de número contínuo.
Lucro vira caixa? — universo acompanhado (sem par direto)
BBAS3
11.63
ECOR3
5.43
VALE3
3.53
PASS3
3.40
REDE3
2.98
FIQE3
2.65
WIZC3
2.58
EQTL3
2.37
UNIP3
2.27
UGPA3
2.22
RANI3
2.08
JHSF3
1.93
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Liquidez corrente
fechar ✕
O que é:
essência O que a empresa tem para receber/usar nos próximos 12 meses dividido pelo
que ela deve no mesmo prazo. Abaixo de 1 = as contas do ano superam os
recursos do ano.
como um analista vê É o teste do "sobrevive ao aperto?": empresa boa com liquidez ruim pode
quebrar no curto prazo antes de o lucro chegar. Acima de 1,5 há folga;
muito acima de 3 pode ser caixa preguiçoso parado.
a fundo Liquidez é foto — combine com o filme: cronograma de vencimento da dívida
e geração de caixa. O critério 6 do F-Score premia liquidez SUBINDO ano
contra ano. Em bancos não se aplica (captar e emprestar é o negócio).
Na ECOR3: Para cada R$ 1 de conta a pagar nos próximos 12 meses, a ECOR3 tem R$ 1.52 disponíveis ou a receber no mesmo prazo.
Onde ela está na régua:
confortável (1,52×)
1,52× → confortável
· faixas: aperto · no limite · confortável · folga grande
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
1.5×
1.1×
0.8×
0.4×
0.0×
0.6×
2021
0.6×
2022
1.0×
2023
0.7×
2024
1.5×
2025
O que procurar: Acima de 1,5: a empresa paga as contas dos próximos 12 meses sem depender de rolar dívida na hora errada.
Como analisar, passo a passo:
Abaixo de 1,0 acende alerta: os compromissos de curto prazo superam os recursos. Folga ENORME também conta história: caixa parado rende pouco — por que não investem? Combine com o cronograma da dívida: liquidez ok + parede de vencimento = risco escondido.
Liquidez corrente — universo acompanhado (sem par direto)
CEBR3
6.68
LAVV3
4.46
CYRE3
3.84
DIRR3
3.78
TECN3
3.69
VIVA3
3.63
VULC3
3.27
GGPS3
2.98
RDOR3
2.79
RANI3
2.77
SHUL3
2.60
VLID3
2.42
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Alavancagem (ativo / patrimônio)
fechar ✕
O que é:
essência Quantos reais de ativos a empresa opera para cada real dos sócios. 3×
significa: R$ 1 é dos donos, R$ 2 vêm de terceiros (dívida, fornecedores).
como um analista vê É a terceira alavanca da DuPont — e a perigosa: ela multiplica o ROE na
subida E a perda na descida. ROE alto com alavancagem alta é retorno
alugado; ROE alto com alavancagem baixa é qualidade.
a fundo Compare com a história da própria empresa: alavancagem subindo rápido =
mudança de apetite de risco (e em juro alto, custo subindo junto).
Capital intensivo (locadoras, utilities) vive alavancado por desenho —
o que importa é o spread ROIC − custo da dívida. Bancos ficam fora.
Na ECOR3: A ECOR3 opera R$ 8.51 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.
Onde ela está na régua:
agressiva (8,51×)
8,51× → agressiva
· faixas: conservadora · moderada · alta · agressiva
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
8.7×
6.6×
4.4×
2.2×
0.0×
7.1×
2021
7.2×
2022
8.7×
2023
8.0×
2024
8.5×
2025
O que procurar: Quanto menor, mais o negócio se sustenta com capital próprio. Alavancagem alta multiplica o ROE — e também o tombo.
Como analisar, passo a passo:
É a 3ª alavanca da DuPont: ROE alto com alavancagem alta = retorno emprestado. Compare com a história da própria empresa: subir rápido = apetite de risco mudou. Bancos não entram nessa régua (alavancagem É o modelo de negócio).
Alavancagem — universo acompanhado (sem par direto)
PINE3
22.08
BMEB3
15.51
ITUB3
14.99
BBDC4
13.06
BBAS3
12.98
ECOR3
8.51
DIRR3
6.90
WHRL3
5.69
RDOR3
5.51
REDE3
5.32
PASS3
4.48
EGIE3
4.34
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Dívida líquida
fechar ✕
O que é:
essência Dívida total menos o caixa. Se o caixa é maior que a dívida, a empresa é
"caixa líquido" — poderia quitar tudo amanhã e ainda sobrar dinheiro.
como um analista vê O número absoluto assusta à toa: R$ 10 bi de dívida podem ser leves ou
fatais — depende do lucro que paga. Por isso lê-se dívida líquida ÷
geração operacional (EBIT/EBITDA): até ~1,5× é leve; acima de 3× é peso.
a fundo Olhe também o PERFIL: prazo (parede de vencimento?), moeda (dólar sem
hedge?) e custo (CDI+quanto?). Em juro de 14%, dívida cara transfere o
lucro do acionista para o credor. Caixa líquido em cíclicas (Cury) é
colete salva-vidas para o inverno do setor.
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
21.6
16.2
10.8
5.4
0.0
7.7
2021
10.1
2022
13.7
2023
16.2
2024
21.6
2025
Dívida líquida / EBITDA
fechar ✕
O que é:
essência Quantos anos de geração de caixa operacional a empresa levaria para
quitar a dívida (descontado o caixa que já tem). 2× = dois anos. Abaixo
de zero = tem MAIS caixa que dívida.
como um analista vê É a régua que os PRÓPRIOS credores usam: contratos de dívida (covenants)
costumam exigir "máximo 3×". Até 2× dorme-se em paz; entre 2× e 3× exige
plano; acima de 3× a empresa trabalha primeiro para o banco e depois para
o acionista — especialmente com Selic alta.
a fundo Leia junto com TRÊS vizinhos: o custo da dívida (2× a CDI+2% ≠ 2× a
CDI+8%), o cronograma de vencimentos (2× vencendo em 10 anos ≠ 2×
vencendo no ano que vem) e a estabilidade do EBITDA (utility aguenta 3×;
cíclica a 3× no PICO do ciclo está a um inverno da crise). Trajetória
importa: desalavancagem em curso costuma reavaliar a ação antes do lucro
aparecer.
Na ECOR3: A ECOR3 levaria 3.8 anos de EBITDA para quitar a dívida líquida — mantendo tudo o mais constante.
Onde ela está na régua:
pesada (3,83×)
3,83× → pesada
· faixas: leve · confortável · limite saudável · pesada
Como evoluiu na ECOR3:
últimos anos
4.8×
3.6×
2.4×
1.2×
0.0×
3.4×
2021
4.8×
2022
3.8×
2023
3.6×
2024
3.8×
2025
O que procurar: Abaixo de 2× dorme-se em paz; acima de 3× a empresa trabalha para o banco — especialmente com Selic alta. Negativa = caixa líquido (mais caixa que dívida).
Como analisar, passo a passo:
É a métrica que os PRÓPRIOS credores usam em covenants de dívida. Combine com o custo da dívida: 2× a CDI+2% é diferente de 2× a CDI+8%. Veja a trajetória: desalavancagem em curso muda a tese.
Dívida líq. / EBITDA — universo acompanhado (sem par direto)
EQTL3
4.04
ECOR3
3.83
TAEE3
3.66
REDE3
3.43
EGIE3
3.30
TTEN3
2.93
CLSC3
2.55
PASS3
2.48
UGPA3
2.39
MULT3
2.33
CSMG3
2.29
UNIP3
2.21
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
EV/EBITDA
fechar ✕
O que é:
essência Quanto custaria comprar a empresa INTEIRA (ações + dívidas), medido em
anos de geração operacional de caixa. EV/EBITDA de 6 = seis anos de
operação pagam a compra.
como um analista vê É o múltiplo favorito de quem compra empresas de verdade (fundos,
aquisições), porque corrige a miopia do P/L: duas empresas com o mesmo
P/L podem ter dívidas completamente diferentes — e dívida vai junto na
compra. EV = valor de mercado + dívida líquida; EBITDA = lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização.
a fundo O EBITDA do Atalaia é reconstruído de fonte primária: EBIT da DRE + D&A
do DFC (CVM). Cuidado clássico: EBITDA ignora a depreciação, mas em
negócio pesado em capital (mineração, telecom, ferrovia) a depreciação é
custo REAL futuro (o trilho gasta). Nesses setores, EV/EBITDA baixo pode
ser ilusão de ótica — confirme com fluxo de caixa livre. Não se aplica a
bancos: captação é matéria-prima, não dívida.
Na ECOR3: Comprar a ECOR3 inteira (mercado + dívidas) custa 4.7 anos da geração operacional de caixa atual.
Onde ela está na régua:
barato (ou problema) (4,68×)
4,68× → barato (ou problema)
· faixas: barato (ou problema) · razoável · exigente · muito caro
O que procurar: Entre 4 e 8 para negócios maduros. O EV soma a dívida ao preço — é quanto custaria comprar a empresa INTEIRA, dívidas incluídas.
Como analisar, passo a passo:
Melhor que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes. EBITDA ignora depreciação: em negócio pesado em capital (ferrovias, telecom), desconfie do 'lucro' do EBITDA. Compare com pares do setor e com o histórico da própria empresa.
EV/EBITDA — universo acompanhado (sem par direto)
SHUL3
30.11
WEGE3
20.75
TTEN3
13.51
TOTS3
10.91
CSMG3
9.57
MULT3
9.17
TAEE3
8.42
SAUD3
8.38
EGIE3
8.35
EQTL3
8.32
VALE3
8.25
UNIP3
8.22
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Piotroski F-Score
fechar ✕
O que é:
essência Nota de 0 a 9 que mede a SAÚDE da empresa em nove perguntas de
sim/não: está lucrando? gerando caixa? melhorando ano contra ano?
7+ = saudável e melhorando; 3 ou menos = acende alerta.
como um analista vê Os 9 critérios em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, caixa
operacional positivo, ROA crescendo, caixa maior que o lucro),
alavancagem/liquidez (dívida longa caindo, liquidez corrente subindo, sem
emitir ações novas) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo
subindo). Cada "sim" vale 1 ponto. O espírito: separar a empresa barata
que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
a fundo No estudo original (2000), Piotroski aplicou o score ao universo de
empresas baratas (alto book-to-market) e mostrou que comprar as de score
alto e evitar as de score baixo melhorava o retorno em ~7,5 p.p./ano — o
score funciona como filtro de value trap, não como ranking de qualidade
absoluta. Limites: critérios de liquidez e margem não fazem sentido para
balanço de banco/seguradora (o Atalaia mostra "não aplicável" nesses
casos), e o sinal "sem diluição" pune captações que podem ser legítimas
em empresas de crescimento.
Na ECOR3: A ECOR3 passou em 5 das 9 perguntas de saúde do checklist de Piotroski.
Onde ela está na régua:
mediano (5/9)
5/9 → mediano
· faixas: alerta · mediano · saudável e melhorando
O que procurar: 7 ou mais. O score separa a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
Como analisar, passo a passo:
Veja QUAIS critérios falharam — o detalhe importa mais que a nota. Critérios de caixa (FCO > lucro) valem ouro: lucro sem caixa é promessa. Não se aplica a bancos/seguradoras (balanço financeiro é outro bicho).
Piotroski F-Score — universo acompanhado (sem par direto)
AZZA3
8.00
SAUD3
8.00
TECN3
8.00
TOTS3
7.00
PETR3
7.00
JHSF3
7.00
MILS3
7.00
FIQE3
7.00
GMAT3
7.00
VALE3
6.00
VIVA3
6.00
POMO3
6.00
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Altman Z''
fechar ✕
O que é:
essência Termômetro de risco de quebrar: combina quatro medidas do balanço numa
nota só. Acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta;
abaixo de 1,1 = zona de risco.
como um analista vê As quatro medidas (todas sobre o ativo total ou o passivo): capital de
giro (folga de curto prazo), lucros retidos (histórico de lucro
acumulado), EBIT (capacidade de gerar resultado) e patrimônio sobre
dívida (colchão dos sócios). A versão Z'' usada aqui é a variante para
mercados emergentes. O valor não é prever falência com precisão — é
ranquear: Z'' caindo trimestre após trimestre é o filme que importa, não
a foto.
a fundo Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4, onde X1 = capital de
giro/ativo, X2 = lucros retidos/ativo, X3 = EBIT/ativo, X4 = patrimônio
líquido/passivo exigível. Original de 1968 recalibrado (1995) para
emergentes e não-indústrias. Limites: pressupõe estrutura de ativos
não-financeira (não se aplica a bancos/seguradoras — alavancagem é o
negócio deles), e empresas de software com pouco ativo fixo distorcem o
X3 para cima. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.
Na ECOR3: O termômetro de insolvência marca 4.69 — zona segura (acima de 2,6).
Onde ela está na régua:
zona segura (4,69)
4,69 → zona segura
· faixas: zona de risco · zona cinzenta · zona segura
O que procurar: Acima de 2,6 — e ESTÁVEL. O filme (Z'' caindo trimestre após trimestre) importa mais que a foto.
Como analisar, passo a passo:
Z'' abaixo de 1,1 = risco real de insolvência; investigue o vencimento da dívida. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos. Não se aplica a bancos/seguradoras.
Altman Z'' — universo acompanhado (sem par direto)
TECN3
9.98
VIVA3
9.43
VULC3
9.25
LAVV3
8.99
INTB3
8.57
PLPL3
8.43
GRND3
8.39
SAUD3
8.34
KEPL3
8.29
PTCA3
7.89
CYRE3
7.84
VLID3
7.64
ECOR3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.
Piotroski F-Score: 5/9 — critério a critério
lucro positivo
fco positivo
roa crescente
lucro com caixa
alavancagem caindo
liquidez subindo
sem diluicao
margem bruta subindo
giro ativo subindo
O preço (Yahoo Finance)
Cotação ECOR3 12 meses · fechamentos diários
11.95
10.18
8.41
6.64
6.89
início 7.49
agora 6.89
Cinco anos 2021–2026 · -37% no período
11.82
9.25
6.67
4.10
6.89
início 10.91
agora 6.89
Contra o Ibovespa 12 meses, base 100
ECOR3
IBOV
160
136
112
89
123
92
base 100 = 12 meses atrás
Proventos pagos por ação, ano a ano
R$ 0.31
R$ 0.23
R$ 0.15
R$ 0.08
R$ 0.00
R$ 0.01
2022
R$ 0.08
2023
R$ 0.19
2024
R$ 0.31
2025
R$ 0.30
2026
A história em gráficos (2021–2025, CVM)
Faturamento vs Lucro — vende E ganha?
receita
lucro
· R$ bi
11.5
8.6
5.8
2.9
0.0
6.1
0.2
2022
8.8
0.6
2023
9.9
0.9
2024
11.5
0.9
2025
ROE ano a ano — consistência é qualidade
25%
18%
12%
6%
0%
10%
2022
19%
2023
25%
2024
20%
2025
Margem bruta vs líquida — onde o lucro escapa?
bruta
líquida
· %
40%
30%
20%
10%
0%
32%
4%
2022
37%
6%
2023
40%
9%
2024
39%
8%
2025
Caixa operacional vs Lucro — o lucro é de verdade?
FCO
lucro
· R$ bi
4.8
3.6
2.4
1.2
0.0
1.9
0.2
2022
3.6
0.6
2023
3.9
0.9
2024
4.8
0.9
2025
Dívida bruta vs Caixa — quem ganha o cabo de guerra?
dívida
caixa
· R$ bi
26.4
19.8
13.2
6.6
0.0
10.0
2.2
2021
11.6
1.5
2022
18.2
4.4
2023
20.0
3.9
2024
26.4
4.8
2025
Contra os pares
ROE 2025 — universo acompanhado
CURY3
70.6%
VULC3
48.0%
SAUD3
45.4%
DIRR3
41.2%
WEGE3
36.6%
PLPL3
35.4%
POMO3
31.9%
CXSE3
31.7%
PINE3
30.7%
WIZC3
28.8%
JHSF3
28.1%
MDNE3
27.7%