Atalaiavigia fundamentalista · B3

PINE3 Bco Pine S.A · financeiro acompanhando

Preço
R$ 12.70
-0.31% no dia
12 meses
+123.6%
mín R$ 5.55 · máx R$ 15.50
Dividend yield
4.5%
R$ 0.57/ação em 12m
Valor de mercado
R$ 2.9 bi
negocia R$ 0 mi/dia

conferido em fonte independente: P L · ROE (o Fundamentus calcula por conta própria e os números batem)
leitura divergente: P VP (Atalaia 2.0944 vs Fundamentus 1.9) — janelas e critérios diferem entre fontes; em divergência, a CVM prevalece.

Leituras integradas — os números conversando entre si

ROE vs Selic — vale o risco de ser sócio?

ROE de 30,7% contra Selic de 14,2%: rende bem ACIMA do juro sem risco — o risco de ser sócio está sendo pago.

Contra o Ibovespa — ganhou da maré?

Em 12 meses: ação 123,6% vs Ibovespa 22,9%. ganhou do Ibovespa com folga — o mercado premiou ESTA empresa, não a maré.

Consistência do ROE — foto ou filme?

ROE entre 0,3% e 30,7% no período. Leitura: montanha-russa de rentabilidade — empresa cíclica ou em transformação; a média engana.

Crescimento — 5 anos

Receita cresceu 33,0% ao ano de 2021 a 2025; o lucro, 263,7% ao ano — lucro crescendo MAIS que a receita: ganho de eficiência.

Preço vs lucro — o mercado concorda com o balanço?

Em 12 meses a ação variou 123,6%; o último lucro anual variou 324,4%. preço e lucro na mesma direção — sem dissonância para explorar.

Dividendos — a renda é real?

Quem comprou hoje embolsa 4,5% ao ano em proventos (12 meses reais), distribuindo 28,8% do lucro (payout do fluxo de caixa CVM) — dividendo é coadjuvante aqui; a tese é crescimento, não renda.

Payout implícito — para onde vai o lucro?

Nos últimos 4 anos, ~20,6% do lucro saiu como provento (estimado pelo patrimônio que não cresceu). equilíbrio entre dividendo e reinvestimento.

Os fundamentos de 2025 (DFP oficial · toque no ícone de cada um)

P/L

6,83
6,83 → baixo — barato OU armadilha · faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente

Pelo preço de hoje, você paga 6.8 anos do lucro atual da PINE3 — o lucro 'rende' 14.6% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).

P/VP

2,09
2,09 → premium · faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium

Você paga R$ 2.09 por cada R$ 1 que a PINE3 tem de patrimônio líquido no balanço.

Dividend Yield (12m)

4,5%
4,5% → moderado · faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie

R$ 10.000 em PINE3 ao preço de hoje pagaram R$ 445 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.

Payout

28,8%
28,8% → equilibrado · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

De cada R$ 100 de lucro, a PINE3 mandou R$ 29 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 71 para reinvestir.

ROE

30,7%
30,7% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na PINE3, ela gerou R$ 31 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 30.7% ao ano dentro da empresa.

ROA

1,4%
1,4% → bom · faixas: fraco · mediano · bom · excelente

A cada R$ 100 de TUDO que a PINE3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 1.4 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

ROIC

ROIC pressupõe separar capital operacional de dívida — em banco, captar e emprestar É a operação. O equivalente de eficiência aqui é ROE e ROA.

Margem líquida

9,0%
9,0% → saudável · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

De cada R$ 100 que entram de venda na PINE3, sobram R$ 9.0 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Margem bruta

28,8%
28,8% → normal · faixas: apertada · normal · forte · poder de preço

O produto da PINE3 custa para ela R$ 71 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 29 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.

Lucro líquido

R$ 0,43 bi

Lucro por ação

R$ 1,86

Cada ação da PINE3 'carrega' R$ 1.86 do lucro do ano — 100 ações = R$ 186 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

R$ 6,06

Cada ação da PINE3 corresponde a R$ 6.06 de patrimônio contábil da empresa.

Lucro vira caixa?

-3,34×
-3,34× → lucro sem caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Cada R$ 1 de lucro contábil da PINE3 virou R$ -3.34 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Liquidez corrente

Não existe em balanço bancário: o padrão CVM de bancos não separa circulante/não-circulante. O paralelo de solvência é o índice de Basileia — publicado no release de resultados, fora do padrão CVM.

Alavancagem

22,08×
22,08× → agressiva · faixas: conservadora · típica · alta · agressiva

A PINE3 opera R$ 22.08 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Dívida líquida

Para banco, 'dívida' é matéria-prima (depósitos e captações), não risco residual — dívida líquida não se aplica. Olhe alavancagem, ROA e Basileia.

Dívida líq. / EBITDA

Captação é insumo de banco, não endividamento no sentido corporativo — esta razão perderia o sentido. Solvência bancária = Basileia + alavancagem.

EV/EBITDA

EV/EBITDA não se aplica: banco não tem EBITDA significativo (o 'custo financeiro' é matéria-prima). O valuation de banco se faz com P/L e P/VP vs ROE.

Piotroski F-Score

O F-Score pressupõe empresa não-financeira (liquidez, margem bruta, giro). Aplicar a banco daria nota sem sentido — por isso o Atalaia se recusa.

Altman Z''

O Z'' modela insolvência de empresa com ativos operacionais — em banco, alavancagem é o negócio e o modelo quebra. Solvência bancária = Basileia.

P/L (preço ÷ lucro)

O que é:

essênciaPreço ÷ lucro por ação: quantos anos do lucro atual você paga pela ação. P/L 10 = dez anos de lucro pelo preço de hoje.
como um analista vêInvertido, o P/L vira o earnings yield (1 ÷ P/L): o lucro como "juro" sobre o preço, comparável direto com a Selic. P/L 10 = yield de 10%. Se a renda fixa paga 14,5% garantido e a ação "rende" 10% com risco, o preço precisa se justificar por crescimento. Cuidado: yield alto só vale se o lucro for real, recorrente e crescente — earnings yield de 30% quase sempre é o mercado dizendo "não acredito nesse lucro".
a fundoO P/L é cego à dívida (o EV/EBITDA corrige isso somando a dívida líquida ao preço) e cego ao ciclo (lucro de pico encolhe o P/L na pior hora — o "value trap cíclico"). Múltiplo nunca se lê sozinho: sempre contra o próprio histórico da empresa e contra os pares do MESMO setor — comparar P/L de banco com tech é erro de principiante. Lucro contábil também não é caixa: confira a qualidade do lucro (FCO ≥ lucro) antes de confiar no P/L.

Na PINE3: Pelo preço de hoje, você paga 6.8 anos do lucro atual da PINE3 — o lucro 'rende' 14.6% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).

Onde ela está na régua: baixo — barato OU armadilha (6,83)

6,83 → baixo — barato OU armadilha · faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente

O que procurar: P/L baixo COM lucro real, recorrente e crescente. P/L baixo com lucro derretendo é a armadilha clássica (o L cai e o P/L 'sobe' sozinho).

Como analisar, passo a passo:
  1. Inverta: 1÷P/L é o earnings yield — compare com a Selic; renda fixa paga garantido.
  2. Compare com o histórico DA empresa e com pares do MESMO setor.
  3. Confira a qualidade do lucro (FCO/lucro) antes de confiar no L do P/L.
  4. Cíclicas no pico de lucro mostram P/L baixíssimo na pior hora de comprar.

P/L — universo acompanhado (sem par direto)

SHUL3 34.47 WEGE3 29.72 EQTL3 27.77 VALE3 24.95 RADL3 21.89 TOTS3 17.86 ABEV3 16.17 RDOR3 15.81 CSMG3 15.18 EGIE3 14.98 CXSE3 13.73 UNIP3 13.61

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

P/VP (preço ÷ patrimônio)

O que é:

essênciaPreço ÷ patrimônio por ação: quantas vezes o patrimônio contábil você paga. 1 = paga exatamente o patrimônio; abaixo de 1 = paga menos que o "papel" diz que a empresa vale.
como um analista vêNUNCA leia o P/VP sozinho — leia-o contra o ROE; são duas metades da mesma frase. P/VP baixo grita "barato!" para o iniciante, e esse é um erro fatal: pagar 6x o patrimônio por algo que rende 69% ao ano pode ser mais barato que pagar 0,37x por algo que rende 5% — porque o primeiro patrimônio se multiplica rápido e o segundo fica parado. Preço baixo só é desconto se o que você compra for bom (a alma do Value + Quality).
a fundo"Barata e medíocre" é o clássico value trap: P/VP < 1 com ROE abaixo do custo de capital significa que o mercado espera que o patrimônio renda pouco — e o desconto é merecido. Em bancos e seguradoras o P/VP×ROE é A leitura central (o balanço é o negócio), com um atalho: P/VP justo ≈ (ROE − g) / (custo de capital − g). Patrimônio contábil também pode estar distorcido por intangíveis e reavaliações — vale checar do que ele é feito antes de confiar no múltiplo.

Na PINE3: Você paga R$ 2.09 por cada R$ 1 que a PINE3 tem de patrimônio líquido no balanço.

Onde ela está na régua: premium (2,09)

2,09 → premium · faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium

O que procurar: NUNCA leia sozinho — sempre contra o ROE. Pagar caro por patrimônio que rende 25% pode ser melhor negócio que pagar barato por um que rende 5%.

Como analisar, passo a passo:
  1. Regra d'A Lente: P/VP e ROE são duas metades da mesma frase.
  2. P/VP < 1 com ROE fraco = desconto MERECIDO (value trap).
  3. Em bancos e seguradoras esta é A leitura central do valuation.

P/VP — universo acompanhado (sem par direto)

WEGE3 10.88 CURY3 7.42 SHUL3 6.64 SAUD3 5.70 CXSE3 4.35 RADL3 3.88 RDOR3 3.83 UNIP3 3.69 DIRR3 3.68 WHRL3 3.25 EGIE3 3.03 TOTS3 2.91

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Dividend Yield (proventos de 12 meses)

O que é:

essênciaQuanto a ação te pagou de proventos nos últimos 12 meses, em % do preço de hoje. DY de 6% = R$ 10.000 investidos pagaram R$ 600 no ano — sem vender nada.
como um analista vêO DY tem duas pernas: o quanto a empresa distribui (payout) e o preço que você paga. Por isso DY altíssimo merece desconfiança: às vezes não é a empresa pagando muito — é o preço desabando (o D fica, o Y "sobe"). Os proventos aqui são os REALMENTE pagos (Yahoo Finance, evento a evento), não promessa de projeção.
a fundoCompare sempre em três direções: (1) com a Selic — renda fixa paga sem risco, o dividendo precisa compensar o risco OU vir acompanhado de crescimento; (2) com o histórico da própria empresa — recorrência vale mais que pico (JCP extraordinário infla um ano e some no outro); (3) com o payout — DY de 8% pagando 120% do lucro é empréstimo do futuro. No Brasil, JCP tem tratamento tributário próprio; o valor que usamos é o caixa efetivamente distribuído.

Na PINE3: R$ 10.000 em PINE3 ao preço de hoje pagaram R$ 445 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.

Onde ela está na régua: moderado (4,5%)

4,5% → moderado · faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie

O que procurar: DY bom é o SUSTENTÁVEL: 4–8% pagos por lucro recorrente. DY de dois dígitos costuma ser evento único ou preço desabando — o yield 'sobe' porque o P caiu.

Como analisar, passo a passo:
  1. Confira o payout: DY alto com payout acima de 100% não se repete.
  2. Veja o histórico de proventos ano a ano — recorrência vale mais que pico.
  3. Compare com a Selic: renda fixa paga sem risco; o dividendo precisa compensar o risco OU vir com crescimento.
  4. Empresa que precisa investir muito e paga DY alto pode estar sacrificando o futuro.

Dividend Yield (12m) — universo acompanhado (sem par direto)

GRND3 39.4% VULC3 32.9% LAVV3 23.9% MDNE3 17.3% POMO3 16.5% DIRR3 16.3% UNIP3 15.5% CEBR3 14.9% AZZA3 14.1% FIQE3 13.3% CURY3 13.1% CYRE3 12.5%

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Payout (% do lucro distribuído)

O que é:

essênciaDe cada R$ 100 de lucro, quantos a empresa manda para o bolso dos sócios e quantos ela guarda para crescer. Payout de 40% = R$ 40 distribuídos, R$ 60 reinvestidos.
como um analista vêNão existe payout "certo" — existe payout COERENTE com a fase da empresa. Madura e sem onde investir? Distribua (60–80% é honesto). Crescendo com retorno alto? Retenha — cada real retido a 20% de ROIC vale mais no bolso do FUTURO. O pecado é a incoerência: prometer crescimento E pagar tudo.
a fundoO payout do Atalaia vem do FLUXO DE CAIXA da CVM (dividendos + JCP efetivamente pagos no DFC, grupo 6.03), não do anúncio. Payout acima de 100% recorrente é matematicamente insustentável: ou vem de reserva, ou de dívida, ou de venda de ativo. Cruze com o ROIC: payout baixo só é virtude se o reinvestimento render acima do custo de capital — senão é dinheiro preso rendendo pouco (a "armadilha do império").

Na PINE3: De cada R$ 100 de lucro, a PINE3 mandou R$ 29 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 71 para reinvestir.

Onde ela está na régua: equilibrado (28,8%)

28,8% → equilibrado · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

82% 62% 41% 21% 0% 0% 2021 0% 2022 14% 2023 82% 2024 29% 2025

O que procurar: Depende da fase: empresa madura distribui mais (50–80%); a que cresce retém — e isso é ÓTIMO se o ROIC for alto. Payout recorrente acima de 100% é insustentável por definição.

Como analisar, passo a passo:
  1. Payout baixo + ROIC alto = o lucro retido vira mais valor (juros compostos internos).
  2. Payout alto + crescimento alto não cabem juntos por muito tempo.
  3. Este payout vem do CAIXA (DFC da CVM): dividendos + JCP efetivamente pagos no ano.

Payout — universo acompanhado (sem par direto)

EQTL3 320.1% UNIP3 270.1% CEBR3 214.2% DIRR3 198.1% WHRL3 171.0% REDE3 155.0% VALE3 144.6% RDOR3 140.0% CURY3 138.6% ABEV3 132.0% POMO3 115.1% ITSA3 114.7%

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROE

O que é:

essênciaLucro ÷ patrimônio: de cada R$ 100 que os donos têm na empresa, quanto ela gera de lucro por ano? ROE de 20% = R$ 20. Régua d'A Lente: acima de 15% consistente = qualidade; acima de 20% sustentado = elite.
como um analista vêO ROE responde "esta empresa é uma boa máquina de transformar dinheiro em mais dinheiro?". Mas atenção a duas leituras: (1) um ano isolado não diz nada — qualidade é ROE alto CONSISTENTE; (2) nunca leia o ROE sozinho: compare-o com o P/VP (quanto você paga por esse patrimônio) e com a Selic (o retorno sem risco — se a empresa rende menos que o título público, por que correr o risco?).
a fundoA fórmula DuPont abre o ROE em três alavancas: margem líquida × giro do ativo × alavancagem (Ativo/PL). Três jeitos de ter ROE alto: cobrar caro (margem), girar rápido (giro) ou usar dívida (alavancagem). ROE alto por margem e giro = qualidade saudável; ROE alto só por alavancagem = risco disfarçado — é assim que empresa medíocre finge qualidade. Por isso o ROIC ("o ROE sem maquiagem") é o teste de confirmação: ele inclui a dívida no denominador e não dá para trapacear. Em bancos e seguradoras, compare o ROE com o custo do capital próprio, não com ROIC.

Na PINE3: Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na PINE3, ela gerou R$ 31 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 30.7% ao ano dentro da empresa.

Onde ela está na régua: elite (30,7%)

30,7% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

31% 23% 15% 8% 0% 0% 2021 5% 2022 18% 2023 9% 2024 31% 2025

O que procurar: ROE acima de 15% SUSTENTADO por vários anos — um ano isolado não diz nada. Acima de 20% mantido = elite.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja a SÉRIE de 5 anos, não a foto: consistência vale mais que pico.
  2. Compare com a Selic: render menos que o título público é destruir valor.
  3. Abra na DuPont: o ROE vem de margem e giro (saudável) ou de dívida (frágil)?
  4. Confirme no ROIC: ROE alto com ROIC baixo = retorno fabricado com alavancagem.
  5. Compare só com pares do MESMO setor.

ROE — universo acompanhado (sem par direto)

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROA (régua de banco/seguradora)

O que é:

essênciaLucro ÷ TUDO que a empresa controla (fábricas, estoques, caixa). Mostra o retorno da operação inteira, sem o efeito turbinador da dívida.
como um analista vêÉ o irmão honesto do ROE: se o ROE é alto mas o ROA é baixo, a diferença é dívida trabalhando — retorno emprestado. ROA alto E ROE alto juntos é o selo das máquinas de verdade.
a fundoROA = margem líquida × giro do ativo (DuPont sem a alavancagem). Setores intensivos em capital (mineração, utilities, locadoras) têm ROA estruturalmente menor — compare dentro do setor. ROA caindo com ativo crescendo = capex ainda sem retorno: pergunte QUANDO ele vira.

Na PINE3: A cada R$ 100 de TUDO que a PINE3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 1.4 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

Onde ela está na régua: bom (1,4%)

1,4% → bom · faixas: fraco · mediano · bom · excelente

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

1% 1% 1% 0% 0% 0% 2021 0% 2022 1% 2023 0% 2024 1% 2025

O que procurar: Em banco, ROA de 1,5%+ sustentado já é máquina afiada — o ativo é gigante (carteira de crédito) e o lucro vem do spread sobre ele.

Como analisar, passo a passo:
  1. ROA × alavancagem = ROE: banco bom ganha nos DOIS, com risco controlado.
  2. Compare apenas com outros bancos/seguradoras.
  3. ROA caindo com carteira crescendo = crescendo com crédito pior.

ROA — universo acompanhado (sem par direto)

VULC3 30.0% SAUD3 29.9% CXSE3 29.1% CURY3 17.3% WEGE3 15.0% ITSA3 14.8% GRND3 14.3% CEBR3 13.7% VIVA3 13.1% POMO3 12.6% ABEV3 10.7% KEPL3 10.3%

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROIC (retorno sobre o capital investido)

Nesta empresa: ROIC pressupõe separar capital operacional de dívida — em banco, captar e emprestar É a operação. O equivalente de eficiência aqui é ROE e ROA.

O que é:

essênciaRetorno sobre TODO o capital (dos donos + dos credores). É "o ROE sem maquiagem": como inclui a dívida no denominador, não dá para inflar com alavancagem.
como um analista vêA régua mais importante d'A Lente: ROIC tem que superar o custo do capital. Com a Selic a ~14,5%, uma empresa com ROIC abaixo de ~14% está, na prática, destruindo valor — emprega capital e gera menos do que ele renderia parado num título público. ROE alto com ROIC baixo (ou negativo) é sinal clássico de retorno fabricado com dívida.
a fundoROIC = lucro operacional após impostos (NOPAT) ÷ capital investido (patrimônio + dívida). A diferença ROIC − custo de capital (WACC) é o "spread" de criação de valor; o valor criado de fato é o spread vezes o capital empregado — empresa pequena com spread enorme pode criar menos valor que gigante com spread modesto. Na Magic Formula de Greenblatt, o ROIC usa só capital de giro líquido + imobilizado líquido no denominador (capital "tangível" da operação). Não se aplica a bancos/seguradoras: o balanço financeiro não separa capital operacional de "estoque".

O que procurar: ROIC consistentemente acima do custo de capital (no Brasil, pense Selic + prêmio). É O número do reinvestimento: diz quanto rende cada real que a empresa retém.

Como analisar, passo a passo:
  1. Compare ROIC com ROE: ROE alto + ROIC baixo = retorno fabricado com dívida.
  2. ROIC usa NOPAT (EBIT − impostos) sobre PL + dívida líquida — independe da estrutura de capital.
  3. Empresa de ROIC alto que retém lucro (payout baixo) é a combinação que compõe riqueza.

Margem líquida

O que é:

essênciaLucro líquido ÷ receita: de cada R$ 100 vendidos, quanto vira lucro no fim da linha, depois de todos os custos, juros e impostos.
como um analista vêMargem é uma das três alavancas do ROE (DuPont) e o termômetro do poder de preço: empresa com "fosso" defende a margem mesmo quando os custos sobem. Compare sempre dentro do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software vive de margem gorda e giro baixo. Margem caindo ano após ano é sintoma de competição comendo o fosso.
a fundoDecomponha a queda: margem bruta caindo = problema de custo/preço do produto; margem operacional caindo com bruta estável = despesas crescendo; margem líquida caindo sozinha = juros ou impostos. Em setores financeiros a "receita" tem outra natureza (intermediação/prêmios), então a margem líquida tradicional perde o sentido de comparação — use ROE e índices próprios do setor. E margem alta com FCO fraco é alerta de lucro contábil sem caixa.

Na PINE3: De cada R$ 100 que entram de venda na PINE3, sobram R$ 9.0 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Onde ela está na régua: saudável (9,0%)

9,0% → saudável · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

9% 7% 5% 2% 0% 0% 2021 3% 2022 9% 2023 4% 2024 9% 2025

O que procurar: Margem ESTÁVEL ou subindo ao longo dos anos. O nível 'certo' depende do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software, de margem gorda.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe a tendência de 5 anos: margem derretendo = competição comendo o fosso.
  2. Compare com os pares do setor (nunca entre setores).
  3. Margem alta com caixa operacional fraco = lucro contábil suspeito.
  4. Em bancos/seguradoras a margem tradicional perde sentido — use ROE.

Margem líquida — universo acompanhado (sem par direto)

ITSA3 199.9% JHSF3 54.4% MULT3 41.7% CEBR3 36.4% TAEE3 34.2% VULC3 32.7% GRND3 25.0% SAUD3 24.1% LAVV3 23.5% PETR3 22.1% CYRE3 21.3% VIVA3 20.5%

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Margem bruta

O que é:

essênciaO que sobra de cada venda depois do custo direto do produto. Vendeu por R$ 100 algo que custou R$ 60 = margem bruta de 40%.
como um analista vêÉ a impressão digital do FOSSO: empresa com marca forte ou produto único cobra caro sem perder cliente — margem bruta alta e estável. Quando a margem bruta derrete ano após ano, a competição está vencendo.
a fundoLeia em par com a margem líquida: bruta alta + líquida baixa = o problema está nas despesas (vendas, admin, juros), não no produto. Bruta caindo com receita subindo = comprando crescimento com desconto — clássico de guerra de preço. Não compare entre setores.

Na PINE3: O produto da PINE3 custa para ela R$ 71 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 29 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.

Onde ela está na régua: normal (28,8%)

28,8% → normal · faixas: apertada · normal · forte · poder de preço

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

43% 32% 21% 11% 0% 43% 2021 2% 2022 10% 2023 17% 2024 29% 2025

O que procurar: Margem bruta ALTA E ESTÁVEL = a empresa cobra caro e ninguém a obriga a baixar o preço. É a impressão digital do fosso.

Como analisar, passo a passo:
  1. Tendência primeiro: margem bruta derretendo = competição vencendo.
  2. Compare apenas dentro do setor — supermercado e software vivem em planetas diferentes.
  3. Margem bruta alta com margem líquida baixa = o problema está nas despesas, não no produto.

Margem bruta — universo acompanhado (sem par direto)

MULT3 82.0% TOTS3 70.3% VIVA3 69.6% JHSF3 63.4% MILS3 62.7% WIZC3 61.3% TAEE3 55.1% AZZA3 55.0% TECN3 54.7% FIQE3 51.7% ABEV3 51.4% BMEB3 48.1%

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Lucro por ação

O que é:

essênciaLucro líquido do ano ÷ número de ações: a sua fatia do lucro, por ação que você possui.
como um analista vêÉ o denominador do P/L e o número que liga o lucro da empresa ao SEU investimento: 100 ações × LPA de R$ 5 = R$ 500 do lucro do ano "são seus" (parte vem como dividendo, parte fica reinvestida na empresa). LPA crescendo ao longo dos anos é o motor de longo prazo do preço.
a fundoAcompanhe o LPA junto com o número de ações: emissões diluem (lucro igual ÷ mais ações = LPA menor) e recompras concentram. Crescimento de LPA via recompra tem teto; via lucro, não. Use o número de ações ex-tesouraria e atenção a eventos societários (desdobramento, bonificação) que mudam o LPA sem mudar nada de real — por isso compara-se o LPA ajustado.

Na PINE3: Cada ação da PINE3 'carrega' R$ 1.86 do lucro do ano — 100 ações = R$ 186 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

O que é:

essênciaPatrimônio líquido ÷ número de ações: quanto do "papel" da empresa (o que ela tem menos o que ela deve) corresponde a cada ação.
como um analista vêÉ a régua contábil contra a qual o preço é comparado (preço ÷ VPA = P/VP). VPA crescendo ano após ano significa que a empresa retém lucro e o patrimônio dos sócios engorda — o efeito juros compostos dentro do balanço. VPA estagnado com lucro alto = empresa distribui quase tudo.
a fundoO VPA é valor CONTÁBIL, não de mercado: imóveis a custo histórico, intangíveis de aquisições e provisões podem distorcê-lo nos dois sentidos. Em bancos/seguradoras ele é mais "verdadeiro" (ativos financeiros marcados a mercado), por isso o P/VP×ROE é a leitura central do setor. Crescimento sustentável do VPA ≈ ROE × (1 − payout) — a taxa a que o patrimônio se multiplica sozinho.

Na PINE3: Cada ação da PINE3 corresponde a R$ 6.06 de patrimônio contábil da empresa.

Caixa operacional / lucro

O que é:

essênciaO lucro do papel virou dinheiro no caixa? Caixa operacional ÷ lucro acima de 1 = cada real de lucro contábil entrou de verdade.
como um analista vêLucro é OPINIÃO contábil (estimativas, provisões, regime de competência); caixa é FATO. Lucro bonito com caixa fraco por anos seguidos é o padrão clássico que antecede sustos — receita que não vira recebimento.
a fundoRazão <0,7 por 2-3 anos: investigue contas a receber inchando e estoques girando devagar (capital de giro comendo o caixa). Razão >>1 crônica: depreciação alta (capex pesado no passado) ou lucro deprimido. É o critério 4 do F-Score e o coração do módulo de leitura crítica d'A Lente.

Na PINE3: Cada R$ 1 de lucro contábil da PINE3 virou R$ -3.34 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Onde ela está na régua: lucro sem caixa (-3,34×)

-3,34× → lucro sem caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

30.4× 21.9× 13.5× 5.1× -3.3× 30.4× 2021 -2.7× 2022 -1.1× 2023 20.0× 2024 -3.3× 2025

O que procurar: Acima de 1,0 na maioria dos anos: cada real de lucro contábil entrou de verdade no caixa. Lucro sem caixa é promessa.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe vários anos: um ano isolado abaixo de 1 pode ser capital de giro; três seguidos é padrão.
  2. Razão muito acima de 1 por anos = depreciação alta ou lucro deprimido — entenda o porquê.
  3. É o critério nº 4 do F-Score (qualidade do lucro) em forma de número contínuo.

Lucro vira caixa? — universo acompanhado (sem par direto)

BBAS3 11.63 ECOR3 5.43 VALE3 3.53 PASS3 3.40 REDE3 2.98 FIQE3 2.65 WIZC3 2.58 EQTL3 2.37 UNIP3 2.27 UGPA3 2.22 RANI3 2.08 JHSF3 1.93

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Liquidez corrente

Nesta empresa: Não existe em balanço bancário: o padrão CVM de bancos não separa circulante/não-circulante. O paralelo de solvência é o índice de Basileia — publicado no release de resultados, fora do padrão CVM.

O que é:

essênciaO que a empresa tem para receber/usar nos próximos 12 meses dividido pelo que ela deve no mesmo prazo. Abaixo de 1 = as contas do ano superam os recursos do ano.
como um analista vêÉ o teste do "sobrevive ao aperto?": empresa boa com liquidez ruim pode quebrar no curto prazo antes de o lucro chegar. Acima de 1,5 há folga; muito acima de 3 pode ser caixa preguiçoso parado.
a fundoLiquidez é foto — combine com o filme: cronograma de vencimento da dívida e geração de caixa. O critério 6 do F-Score premia liquidez SUBINDO ano contra ano. Em bancos não se aplica (captar e emprestar é o negócio).

O que procurar: Acima de 1,5: a empresa paga as contas dos próximos 12 meses sem depender de rolar dívida na hora errada.

Como analisar, passo a passo:
  1. Abaixo de 1,0 acende alerta: os compromissos de curto prazo superam os recursos.
  2. Folga ENORME também conta história: caixa parado rende pouco — por que não investem?
  3. Combine com o cronograma da dívida: liquidez ok + parede de vencimento = risco escondido.

Alavancagem (régua bancária)

O que é:

essênciaQuantos reais de ativos a empresa opera para cada real dos sócios. 3× significa: R$ 1 é dos donos, R$ 2 vêm de terceiros (dívida, fornecedores).
como um analista vêÉ a terceira alavanca da DuPont — e a perigosa: ela multiplica o ROE na subida E a perda na descida. ROE alto com alavancagem alta é retorno alugado; ROE alto com alavancagem baixa é qualidade.
a fundoCompare com a história da própria empresa: alavancagem subindo rápido = mudança de apetite de risco (e em juro alto, custo subindo junto). Capital intensivo (locadoras, utilities) vive alavancado por desenho — o que importa é o spread ROIC − custo da dívida. Bancos ficam fora.

Na PINE3: A PINE3 opera R$ 22.08 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Onde ela está na régua: agressiva (22,08×)

22,08× → agressiva · faixas: conservadora · típica · alta · agressiva

Como evoluiu na PINE3:

últimos anos

25.3× 19.0× 12.6× 6.3× 0.0× 18.7× 2021 18.4× 2022 20.9× 2023 25.3× 2024 22.1× 2025

O que procurar: Banco É alavancado por natureza (capta para emprestar) — 8 a 12× é o jogo normal. O que importa é a qualidade do crédito que sustenta isso.

Como analisar, passo a passo:
  1. Alavancagem alta + inadimplência subindo = a combinação que derruba banco.
  2. Compare com os pares e com a própria história.
  3. O limite regulatório real é o índice de Basileia (release do banco, fora da CVM).

Alavancagem — universo acompanhado (sem par direto)

PINE3 22.08 BMEB3 15.51 ITUB3 14.99 BBDC4 13.06 BBAS3 12.98 ECOR3 8.51 DIRR3 6.90 WHRL3 5.69 RDOR3 5.51 REDE3 5.32 PASS3 4.48 EGIE3 4.34

PINE3 não tem par de financeiro no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Dívida líquida

Nesta empresa: Para banco, 'dívida' é matéria-prima (depósitos e captações), não risco residual — dívida líquida não se aplica. Olhe alavancagem, ROA e Basileia.

O que é:

essênciaDívida total menos o caixa. Se o caixa é maior que a dívida, a empresa é "caixa líquido" — poderia quitar tudo amanhã e ainda sobrar dinheiro.
como um analista vêO número absoluto assusta à toa: R$ 10 bi de dívida podem ser leves ou fatais — depende do lucro que paga. Por isso lê-se dívida líquida ÷ geração operacional (EBIT/EBITDA): até ~1,5× é leve; acima de 3× é peso.
a fundoOlhe também o PERFIL: prazo (parede de vencimento?), moeda (dólar sem hedge?) e custo (CDI+quanto?). Em juro de 14%, dívida cara transfere o lucro do acionista para o credor. Caixa líquido em cíclicas (Cury) é colete salva-vidas para o inverno do setor.

Dívida líquida / EBITDA

Nesta empresa: Captação é insumo de banco, não endividamento no sentido corporativo — esta razão perderia o sentido. Solvência bancária = Basileia + alavancagem.

O que é:

essênciaQuantos anos de geração de caixa operacional a empresa levaria para quitar a dívida (descontado o caixa que já tem). 2× = dois anos. Abaixo de zero = tem MAIS caixa que dívida.
como um analista vêÉ a régua que os PRÓPRIOS credores usam: contratos de dívida (covenants) costumam exigir "máximo 3×". Até 2× dorme-se em paz; entre 2× e 3× exige plano; acima de 3× a empresa trabalha primeiro para o banco e depois para o acionista — especialmente com Selic alta.
a fundoLeia junto com TRÊS vizinhos: o custo da dívida (2× a CDI+2% ≠ 2× a CDI+8%), o cronograma de vencimentos (2× vencendo em 10 anos ≠ 2× vencendo no ano que vem) e a estabilidade do EBITDA (utility aguenta 3×; cíclica a 3× no PICO do ciclo está a um inverno da crise). Trajetória importa: desalavancagem em curso costuma reavaliar a ação antes do lucro aparecer.

O que procurar: Abaixo de 2× dorme-se em paz; acima de 3× a empresa trabalha para o banco — especialmente com Selic alta. Negativa = caixa líquido (mais caixa que dívida).

Como analisar, passo a passo:
  1. É a métrica que os PRÓPRIOS credores usam em covenants de dívida.
  2. Combine com o custo da dívida: 2× a CDI+2% é diferente de 2× a CDI+8%.
  3. Veja a trajetória: desalavancagem em curso muda a tese.

EV/EBITDA

Nesta empresa: EV/EBITDA não se aplica: banco não tem EBITDA significativo (o 'custo financeiro' é matéria-prima). O valuation de banco se faz com P/L e P/VP vs ROE.

O que é:

essênciaQuanto custaria comprar a empresa INTEIRA (ações + dívidas), medido em anos de geração operacional de caixa. EV/EBITDA de 6 = seis anos de operação pagam a compra.
como um analista vêÉ o múltiplo favorito de quem compra empresas de verdade (fundos, aquisições), porque corrige a miopia do P/L: duas empresas com o mesmo P/L podem ter dívidas completamente diferentes — e dívida vai junto na compra. EV = valor de mercado + dívida líquida; EBITDA = lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
a fundoO EBITDA do Atalaia é reconstruído de fonte primária: EBIT da DRE + D&A do DFC (CVM). Cuidado clássico: EBITDA ignora a depreciação, mas em negócio pesado em capital (mineração, telecom, ferrovia) a depreciação é custo REAL futuro (o trilho gasta). Nesses setores, EV/EBITDA baixo pode ser ilusão de ótica — confirme com fluxo de caixa livre. Não se aplica a bancos: captação é matéria-prima, não dívida.

O que procurar: Entre 4 e 8 para negócios maduros. O EV soma a dívida ao preço — é quanto custaria comprar a empresa INTEIRA, dívidas incluídas.

Como analisar, passo a passo:
  1. Melhor que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
  2. EBITDA ignora depreciação: em negócio pesado em capital (ferrovias, telecom), desconfie do 'lucro' do EBITDA.
  3. Compare com pares do setor e com o histórico da própria empresa.

Piotroski F-Score

Nesta empresa: O F-Score pressupõe empresa não-financeira (liquidez, margem bruta, giro). Aplicar a banco daria nota sem sentido — por isso o Atalaia se recusa.

O que é:

essênciaNota de 0 a 9 que mede a SAÚDE da empresa em nove perguntas de sim/não: está lucrando? gerando caixa? melhorando ano contra ano? 7+ = saudável e melhorando; 3 ou menos = acende alerta.
como um analista vêOs 9 critérios em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, caixa operacional positivo, ROA crescendo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida longa caindo, liquidez corrente subindo, sem emitir ações novas) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Cada "sim" vale 1 ponto. O espírito: separar a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
a fundoNo estudo original (2000), Piotroski aplicou o score ao universo de empresas baratas (alto book-to-market) e mostrou que comprar as de score alto e evitar as de score baixo melhorava o retorno em ~7,5 p.p./ano — o score funciona como filtro de value trap, não como ranking de qualidade absoluta. Limites: critérios de liquidez e margem não fazem sentido para balanço de banco/seguradora (o Atalaia mostra "não aplicável" nesses casos), e o sinal "sem diluição" pune captações que podem ser legítimas em empresas de crescimento.

O que procurar: 7 ou mais. O score separa a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja QUAIS critérios falharam — o detalhe importa mais que a nota.
  2. Critérios de caixa (FCO > lucro) valem ouro: lucro sem caixa é promessa.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras (balanço financeiro é outro bicho).

Altman Z''

Nesta empresa: O Z'' modela insolvência de empresa com ativos operacionais — em banco, alavancagem é o negócio e o modelo quebra. Solvência bancária = Basileia.

O que é:

essênciaTermômetro de risco de quebrar: combina quatro medidas do balanço numa nota só. Acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta; abaixo de 1,1 = zona de risco.
como um analista vêAs quatro medidas (todas sobre o ativo total ou o passivo): capital de giro (folga de curto prazo), lucros retidos (histórico de lucro acumulado), EBIT (capacidade de gerar resultado) e patrimônio sobre dívida (colchão dos sócios). A versão Z'' usada aqui é a variante para mercados emergentes. O valor não é prever falência com precisão — é ranquear: Z'' caindo trimestre após trimestre é o filme que importa, não a foto.
a fundoZ'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4, onde X1 = capital de giro/ativo, X2 = lucros retidos/ativo, X3 = EBIT/ativo, X4 = patrimônio líquido/passivo exigível. Original de 1968 recalibrado (1995) para emergentes e não-indústrias. Limites: pressupõe estrutura de ativos não-financeira (não se aplica a bancos/seguradoras — alavancagem é o negócio deles), e empresas de software com pouco ativo fixo distorcem o X3 para cima. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.

O que procurar: Acima de 2,6 — e ESTÁVEL. O filme (Z'' caindo trimestre após trimestre) importa mais que a foto.

Como analisar, passo a passo:
  1. Z'' abaixo de 1,1 = risco real de insolvência; investigue o vencimento da dívida.
  2. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras.

O preço (Yahoo Finance)

Cotação PINE3 12 meses · fechamentos diários

15.36 12.09 8.82 5.55 12.70 início 5.68 agora 12.70

Cinco anos 2021–2026 · +33% no período

13.64 9.59 5.55 1.50 12.70 início 9.53 agora 12.70

Contra o Ibovespa 12 meses, base 100 PINE3 IBOV

270 213 155 97 123 224 base 100 = 12 meses atrás

Proventos pagos por ação, ano a ano

R$ 0.60 R$ 0.45 R$ 0.30 R$ 0.15 R$ 0.00 R$ 0.16 2023 R$ 0.60 2024 R$ 0.39 2025 R$ 0.35 2026

A história em gráficos (2021–2025, CVM)

Faturamento vs Lucro — vende E ganha? receita lucro · R$ bi

4.8 3.6 2.4 1.2 0.0 1.5 0.0 2021 1.5 0.0 2022 2.0 0.2 2023 2.8 0.1 2024 4.8 0.4 2025

ROE ano a ano — consistência é qualidade

31% 23% 15% 8% 0% 0% 2021 5% 2022 18% 2023 9% 2024 31% 2025

Margem bruta vs líquida — onde o lucro escapa? bruta líquida · %

43% 32% 21% 11% 0% 43% 0% 2021 2% 3% 2022 10% 9% 2023 17% 4% 2024 29% 9% 2025

Contra os pares

ROE 2025 — universo acompanhado

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%