Atalaiavigia fundamentalista · B3
Dossiê do ativo

PSSA3 PSSA3 · seguros na carteira

Preço
R$ 53.48
-1.42% no dia
12 meses
+1.0%
mín R$ 45.26 · máx R$ 55.45
Dividend yield
5.6%
R$ 3.01/ação em 12m
Valor de mercado
R$ 34.2 bi
negocia R$ 78 mi/dia

conferido em fonte independente: P L · P VP · MARGEM LIQUIDA · DY · ROE (o Fundamentus calcula por conta própria e os números batem)

O que é a empresa

Porto Seguro — maior seguradora independente do país: seguro auto (líder), residencial, saúde (Porto Saúde), banco e cartões (Porto Bank). Ganha administrando risco e investindo o float.

CD_CVM 16659 · patrimônio R$ 15,74 bi · ativo total R$ 55,86 bi

Leituras integradas — os números conversando entre si

ROE vs Selic — vale o risco de ser sócio?

ROE de 21,5% contra Selic de 14,0%: rende bem ACIMA do juro sem risco — o risco de ser sócio está sendo pago.

Contra o Ibovespa — ganhou da maré?

Em 12 meses: ação 1,0% vs Ibovespa 33,5%. perdeu do Ibovespa — quem comprou o índice ganhou mais com menos risco. A tese precisa justificar a aposta específica.

Consistência do ROE — foto ou filme?

ROE entre 10,7% e 21,5% no período. Leitura: oscilou mas se manteve decente — qualidade com ciclo.

Crescimento — 5 anos

Receita cresceu 17,8% ao ano de 2021 a 2025; o lucro, 21,6% ao ano — lucro crescendo MAIS que a receita: ganho de eficiência.

Preço vs lucro — o mercado concorda com o balanço?

Em 12 meses a ação variou 1,0%; o último lucro anual variou 27,8%. preço e lucro na mesma direção — sem dissonância para explorar.

Dividendos — a renda é real?

Quem comprou hoje embolsa 5,6% ao ano em proventos (12 meses reais), distribuindo 35,2% do lucro (payout do fluxo de caixa CVM) — renda relevante, mas o grosso do retorno precisa vir do crescimento.

Payout implícito — para onde vai o lucro?

Nos últimos 4 anos, ~32,4% do lucro saiu como provento (estimado pelo patrimônio que não cresceu). equilíbrio entre dividendo e reinvestimento.

A leitura do analista (Atalaia)

A PSSA3 demonstra uma saúde financeira robusta em termos de rentabilidade, evidenciada por um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 21,5% e um Retorno sobre Ativos (ROA) de 6,1%. A margem líquida de 8,3% indica uma boa capacidade de conversão de receita em lucro, que totalizou R$ 3,38 bilhões a partir de uma receita de R$ 40,88 bilhões. A empresa apresenta um atraente dividendo (DY) de 5,6% e uma sólida posição de caixa de R$ 12,43 bilhões, contribuindo para sua liquidez. No entanto, a alavancagem de 3,55x aponta para um nível considerável de endividamento em relação ao patrimônio líquido. Para instituições do setor financeiro, como a PSSA3, este nível pode ser característico do modelo de negócio, que envolve a captação e empréstimo de recursos, mas ainda assim exige monitoramento. Uma fragilidade notável reside na qualidade do lucro, com o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) de R$ 1,37 bilhão representando apenas 0,40x do lucro reportado. Esta baixa conversão de lucro em caixa sugere que uma parte significativa do lucro pode não se traduzir em entrada de caixa imediata, o que é um ponto de atenção para a sustentabilidade. Os scores F-Score e Altman Z2 são dados indisponíveis para análise.

texto gerado por IA SOBRE os números validados acima — a IA nunca calcula nada.

Os fundamentos de 2025 (DFP oficial · toque no ícone de cada um)

P/L

10,13
10,13 → razoável · faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente

Pelo preço de hoje, você paga 10.1 anos do lucro atual da PSSA3 — o lucro 'rende' 9.9% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).

P/VP

2,18
2,18 → premium · faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium

Você paga R$ 2.18 por cada R$ 1 que a PSSA3 tem de patrimônio líquido no balanço.

Dividend Yield (12m)

5,6%
5,6% → gordo · faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie

R$ 10.000 em PSSA3 ao preço de hoje pagaram R$ 563 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.

Payout

35,2%
35,2% → equilibrado · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

De cada R$ 100 de lucro, a PSSA3 mandou R$ 35 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 65 para reinvestir.

ROE

21,5%
21,5% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na PSSA3, ela gerou R$ 21 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 21.5% ao ano dentro da empresa.

ROA

6,1%
6,1% → excelente · faixas: fraco · mediano · bom · excelente

A cada R$ 100 de TUDO que a PSSA3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 6.1 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

ROIC

ROIC pressupõe separar capital operacional de dívida — em banco, captar e emprestar É a operação. O equivalente de eficiência aqui é ROE e ROA.

Margem líquida

8,3%
8,3% → saudável · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

De cada R$ 100 que entram de venda na PSSA3, sobram R$ 8.3 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Margem bruta

Nesta demonstração o 'resultado bruto' praticamente espelha a receita (seguradora/holding não destaca custo de mercadoria), então a margem bruta daria ~100% e não diria nada. Leia a margem líquida e o ROE.

Lucro líquido

R$ 3,38 bi

Lucro por ação

R$ 5,28

Cada ação da PSSA3 'carrega' R$ 5.28 do lucro do ano — 100 ações = R$ 528 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

R$ 24,58

Cada ação da PSSA3 corresponde a R$ 24.58 de patrimônio contábil da empresa.

Lucro vira caixa?

0,40×
0,40× → lucro sem caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Cada R$ 1 de lucro contábil da PSSA3 virou R$ 0.40 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Liquidez corrente

Não existe em balanço bancário: o padrão CVM de bancos não separa circulante/não-circulante. O paralelo de solvência é o índice de Basileia — publicado no release de resultados, fora do padrão CVM.

Alavancagem

3,55×
3,55× → conservadora · faixas: conservadora · típica · alta · agressiva

A PSSA3 opera R$ 3.55 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Dívida líquida

Para banco, 'dívida' é matéria-prima (depósitos e captações), não risco residual — dívida líquida não se aplica. Olhe alavancagem, ROA e Basileia.

Dívida líq. / EBITDA

Captação é insumo de banco, não endividamento no sentido corporativo — esta razão perderia o sentido. Solvência bancária = Basileia + alavancagem.

EV/EBITDA

EV/EBITDA não se aplica: banco não tem EBITDA significativo (o 'custo financeiro' é matéria-prima). O valuation de banco se faz com P/L e P/VP vs ROE.

Piotroski F-Score

O F-Score pressupõe empresa não-financeira (liquidez, margem bruta, giro). Aplicar a banco daria nota sem sentido — por isso o Atalaia se recusa.

Altman Z''

O Z'' modela insolvência de empresa com ativos operacionais — em banco, alavancagem é o negócio e o modelo quebra. Solvência bancária = Basileia.

P/L (preço ÷ lucro)

O que é:

essênciaPreço ÷ lucro por ação: quantos anos do lucro atual você paga pela ação. P/L 10 = dez anos de lucro pelo preço de hoje.
como um analista vêInvertido, o P/L vira o earnings yield (1 ÷ P/L): o lucro como "juro" sobre o preço, comparável direto com a Selic. P/L 10 = yield de 10%. Se a renda fixa paga 14,5% garantido e a ação "rende" 10% com risco, o preço precisa se justificar por crescimento. Cuidado: yield alto só vale se o lucro for real, recorrente e crescente — earnings yield de 30% quase sempre é o mercado dizendo "não acredito nesse lucro".
a fundoO P/L é cego à dívida (o EV/EBITDA corrige isso somando a dívida líquida ao preço) e cego ao ciclo (lucro de pico encolhe o P/L na pior hora — o "value trap cíclico"). Múltiplo nunca se lê sozinho: sempre contra o próprio histórico da empresa e contra os pares do MESMO setor — comparar P/L de banco com tech é erro de principiante. Lucro contábil também não é caixa: confira a qualidade do lucro (FCO ≥ lucro) antes de confiar no P/L.

Na PSSA3: Pelo preço de hoje, você paga 10.1 anos do lucro atual da PSSA3 — o lucro 'rende' 9.9% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).

Onde ela está na régua: razoável (10,13)

10,13 → razoável · faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente

O que procurar: P/L baixo COM lucro real, recorrente e crescente. P/L baixo com lucro derretendo é a armadilha clássica (o L cai e o P/L 'sobe' sozinho).

Como analisar, passo a passo:
  1. Inverta: 1÷P/L é o earnings yield — compare com a Selic; renda fixa paga garantido.
  2. Compare com o histórico DA empresa e com pares do MESMO setor.
  3. Confira a qualidade do lucro (FCO/lucro) antes de confiar no L do P/L.
  4. Cíclicas no pico de lucro mostram P/L baixíssimo na pior hora de comprar.

P/L — pares de seguros

CXSE3 13.60 PSSA3 10.13

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

P/VP (preço ÷ patrimônio)

O que é:

essênciaPreço ÷ patrimônio por ação: quantas vezes o patrimônio contábil você paga. 1 = paga exatamente o patrimônio; abaixo de 1 = paga menos que o "papel" diz que a empresa vale.
como um analista vêNUNCA leia o P/VP sozinho — leia-o contra o ROE; são duas metades da mesma frase. P/VP baixo grita "barato!" para o iniciante, e esse é um erro fatal: pagar 6x o patrimônio por algo que rende 69% ao ano pode ser mais barato que pagar 0,37x por algo que rende 5% — porque o primeiro patrimônio se multiplica rápido e o segundo fica parado. Preço baixo só é desconto se o que você compra for bom (a alma do Value + Quality).
a fundo"Barata e medíocre" é o clássico value trap: P/VP < 1 com ROE abaixo do custo de capital significa que o mercado espera que o patrimônio renda pouco — e o desconto é merecido. Em bancos e seguradoras o P/VP×ROE é A leitura central (o balanço é o negócio), com um atalho: P/VP justo ≈ (ROE − g) / (custo de capital − g). Patrimônio contábil também pode estar distorcido por intangíveis e reavaliações — vale checar do que ele é feito antes de confiar no múltiplo.

Na PSSA3: Você paga R$ 2.18 por cada R$ 1 que a PSSA3 tem de patrimônio líquido no balanço.

Onde ela está na régua: premium (2,18)

2,18 → premium · faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium

O que procurar: NUNCA leia sozinho — sempre contra o ROE. Pagar caro por patrimônio que rende 25% pode ser melhor negócio que pagar barato por um que rende 5%.

Como analisar, passo a passo:
  1. Regra d'A Lente: P/VP e ROE são duas metades da mesma frase.
  2. P/VP < 1 com ROE fraco = desconto MERECIDO (value trap).
  3. Em bancos e seguradoras esta é A leitura central do valuation.

P/VP — pares de seguros

CXSE3 4.31 PSSA3 2.18

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

Dividend Yield (proventos de 12 meses)

O que é:

essênciaQuanto a ação te pagou de proventos nos últimos 12 meses, em % do preço de hoje. DY de 6% = R$ 10.000 investidos pagaram R$ 600 no ano — sem vender nada.
como um analista vêO DY tem duas pernas: o quanto a empresa distribui (payout) e o preço que você paga. Por isso DY altíssimo merece desconfiança: às vezes não é a empresa pagando muito — é o preço desabando (o D fica, o Y "sobe"). Os proventos aqui são os REALMENTE pagos (Yahoo Finance, evento a evento), não promessa de projeção.
a fundoCompare sempre em três direções: (1) com a Selic — renda fixa paga sem risco, o dividendo precisa compensar o risco OU vir acompanhado de crescimento; (2) com o histórico da própria empresa — recorrência vale mais que pico (JCP extraordinário infla um ano e some no outro); (3) com o payout — DY de 8% pagando 120% do lucro é empréstimo do futuro. No Brasil, JCP tem tratamento tributário próprio; o valor que usamos é o caixa efetivamente distribuído.

Na PSSA3: R$ 10.000 em PSSA3 ao preço de hoje pagaram R$ 563 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.

Onde ela está na régua: gordo (5,6%)

5,6% → gordo · faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie

O que procurar: DY bom é o SUSTENTÁVEL: 4–8% pagos por lucro recorrente. DY de dois dígitos costuma ser evento único ou preço desabando — o yield 'sobe' porque o P caiu.

Como analisar, passo a passo:
  1. Confira o payout: DY alto com payout acima de 100% não se repete.
  2. Veja o histórico de proventos ano a ano — recorrência vale mais que pico.
  3. Compare com a Selic: renda fixa paga sem risco; o dividendo precisa compensar o risco OU vir com crescimento.
  4. Empresa que precisa investir muito e paga DY alto pode estar sacrificando o futuro.

Dividend Yield (12m) — pares de seguros

CXSE3 7.0% PSSA3 5.6%

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

Payout (% do lucro distribuído)

O que é:

essênciaDe cada R$ 100 de lucro, quantos a empresa manda para o bolso dos sócios e quantos ela guarda para crescer. Payout de 40% = R$ 40 distribuídos, R$ 60 reinvestidos.
como um analista vêNão existe payout "certo" — existe payout COERENTE com a fase da empresa. Madura e sem onde investir? Distribua (60–80% é honesto). Crescendo com retorno alto? Retenha — cada real retido a 20% de ROIC vale mais no bolso do FUTURO. O pecado é a incoerência: prometer crescimento E pagar tudo.
a fundoO payout do Atalaia vem do FLUXO DE CAIXA da CVM (dividendos + JCP efetivamente pagos no DFC, grupo 6.03), não do anúncio. Payout acima de 100% recorrente é matematicamente insustentável: ou vem de reserva, ou de dívida, ou de venda de ativo. Cruze com o ROIC: payout baixo só é virtude se o reinvestimento render acima do custo de capital — senão é dinheiro preso rendendo pouco (a "armadilha do império").

Na PSSA3: De cada R$ 100 de lucro, a PSSA3 mandou R$ 35 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 65 para reinvestir.

Onde ela está na régua: equilibrado (35,2%)

35,2% → equilibrado · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

Como evoluiu na PSSA3:

últimos anos

55% 42% 28% 14% 0% 55% 2021 55% 2022 16% 2023 32% 2024 35% 2025

O que procurar: Depende da fase: empresa madura distribui mais (50–80%); a que cresce retém — e isso é ÓTIMO se o ROIC for alto. Payout recorrente acima de 100% é insustentável por definição.

Como analisar, passo a passo:
  1. Payout baixo + ROIC alto = o lucro retido vira mais valor (juros compostos internos).
  2. Payout alto + crescimento alto não cabem juntos por muito tempo.
  3. Este payout vem do CAIXA (DFC da CVM): dividendos + JCP efetivamente pagos no ano.

Payout — pares de seguros

CXSE3 88.2% PSSA3 35.2%

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

ROE

O que é:

essênciaLucro ÷ patrimônio: de cada R$ 100 que os donos têm na empresa, quanto ela gera de lucro por ano? ROE de 20% = R$ 20. Régua d'A Lente: acima de 15% consistente = qualidade; acima de 20% sustentado = elite.
como um analista vêO ROE responde "esta empresa é uma boa máquina de transformar dinheiro em mais dinheiro?". Mas atenção a duas leituras: (1) um ano isolado não diz nada — qualidade é ROE alto CONSISTENTE; (2) nunca leia o ROE sozinho: compare-o com o P/VP (quanto você paga por esse patrimônio) e com a Selic (o retorno sem risco — se a empresa rende menos que o título público, por que correr o risco?).
a fundoA fórmula DuPont abre o ROE em três alavancas: margem líquida × giro do ativo × alavancagem (Ativo/PL). Três jeitos de ter ROE alto: cobrar caro (margem), girar rápido (giro) ou usar dívida (alavancagem). ROE alto por margem e giro = qualidade saudável; ROE alto só por alavancagem = risco disfarçado — é assim que empresa medíocre finge qualidade. Por isso o ROIC ("o ROE sem maquiagem") é o teste de confirmação: ele inclui a dívida no denominador e não dá para trapacear. Em bancos e seguradoras, compare o ROE com o custo do capital próprio, não com ROIC.

Na PSSA3: Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na PSSA3, ela gerou R$ 21 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 21.5% ao ano dentro da empresa.

Onde ela está na régua: elite (21,5%)

21,5% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Como evoluiu na PSSA3:

últimos anos

21% 16% 11% 5% 0% 16% 2021 11% 2022 18% 2023 19% 2024 21% 2025

O que procurar: ROE acima de 15% SUSTENTADO por vários anos — um ano isolado não diz nada. Acima de 20% mantido = elite.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja a SÉRIE de 5 anos, não a foto: consistência vale mais que pico.
  2. Compare com a Selic: render menos que o título público é destruir valor.
  3. Abra na DuPont: o ROE vem de margem e giro (saudável) ou de dívida (frágil)?
  4. Confirme no ROIC: ROE alto com ROIC baixo = retorno fabricado com alavancagem.
  5. Compare só com pares do MESMO setor.

ROE — pares de seguros

CXSE3 31.7% PSSA3 21.5%

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

ROA (régua de banco/seguradora)

O que é:

essênciaLucro ÷ TUDO que a empresa controla (fábricas, estoques, caixa). Mostra o retorno da operação inteira, sem o efeito turbinador da dívida.
como um analista vêÉ o irmão honesto do ROE: se o ROE é alto mas o ROA é baixo, a diferença é dívida trabalhando — retorno emprestado. ROA alto E ROE alto juntos é o selo das máquinas de verdade.
a fundoROA = margem líquida × giro do ativo (DuPont sem a alavancagem). Setores intensivos em capital (mineração, utilities, locadoras) têm ROA estruturalmente menor — compare dentro do setor. ROA caindo com ativo crescendo = capex ainda sem retorno: pergunte QUANDO ele vira.

Na PSSA3: A cada R$ 100 de TUDO que a PSSA3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 6.1 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

Onde ela está na régua: excelente (6,1%)

6,1% → excelente · faixas: fraco · mediano · bom · excelente

Como evoluiu na PSSA3:

últimos anos

6% 5% 3% 2% 0% 4% 2021 2% 2022 5% 2023 6% 2024 6% 2025

O que procurar: Em banco, ROA de 1,5%+ sustentado já é máquina afiada — o ativo é gigante (carteira de crédito) e o lucro vem do spread sobre ele.

Como analisar, passo a passo:
  1. ROA × alavancagem = ROE: banco bom ganha nos DOIS, com risco controlado.
  2. Compare apenas com outros bancos/seguradoras.
  3. ROA caindo com carteira crescendo = crescendo com crédito pior.

ROA — pares de seguros

CXSE3 29.1% PSSA3 6.1%

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

ROIC (retorno sobre o capital investido)

Nesta empresa: ROIC pressupõe separar capital operacional de dívida — em banco, captar e emprestar É a operação. O equivalente de eficiência aqui é ROE e ROA.

O que é:

essênciaRetorno sobre TODO o capital (dos donos + dos credores). É "o ROE sem maquiagem": como inclui a dívida no denominador, não dá para inflar com alavancagem.
como um analista vêA régua mais importante d'A Lente: ROIC tem que superar o custo do capital. Com a Selic a ~14,5%, uma empresa com ROIC abaixo de ~14% está, na prática, destruindo valor — emprega capital e gera menos do que ele renderia parado num título público. ROE alto com ROIC baixo (ou negativo) é sinal clássico de retorno fabricado com dívida.
a fundoROIC = lucro operacional após impostos (NOPAT) ÷ capital investido (patrimônio + dívida). A diferença ROIC − custo de capital (WACC) é o "spread" de criação de valor; o valor criado de fato é o spread vezes o capital empregado — empresa pequena com spread enorme pode criar menos valor que gigante com spread modesto. Na Magic Formula de Greenblatt, o ROIC usa só capital de giro líquido + imobilizado líquido no denominador (capital "tangível" da operação). Não se aplica a bancos/seguradoras: o balanço financeiro não separa capital operacional de "estoque".

O que procurar: ROIC consistentemente acima do custo de capital (no Brasil, pense Selic + prêmio). É O número do reinvestimento: diz quanto rende cada real que a empresa retém.

Como analisar, passo a passo:
  1. Compare ROIC com ROE: ROE alto + ROIC baixo = retorno fabricado com dívida.
  2. ROIC usa NOPAT (EBIT − impostos) sobre PL + dívida líquida — independe da estrutura de capital.
  3. Empresa de ROIC alto que retém lucro (payout baixo) é a combinação que compõe riqueza.

Margem líquida

O que é:

essênciaLucro líquido ÷ receita: de cada R$ 100 vendidos, quanto vira lucro no fim da linha, depois de todos os custos, juros e impostos.
como um analista vêMargem é uma das três alavancas do ROE (DuPont) e o termômetro do poder de preço: empresa com "fosso" defende a margem mesmo quando os custos sobem. Compare sempre dentro do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software vive de margem gorda e giro baixo. Margem caindo ano após ano é sintoma de competição comendo o fosso.
a fundoDecomponha a queda: margem bruta caindo = problema de custo/preço do produto; margem operacional caindo com bruta estável = despesas crescendo; margem líquida caindo sozinha = juros ou impostos. Em setores financeiros a "receita" tem outra natureza (intermediação/prêmios), então a margem líquida tradicional perde o sentido de comparação — use ROE e índices próprios do setor. E margem alta com FCO fraco é alerta de lucro contábil sem caixa.

Na PSSA3: De cada R$ 100 que entram de venda na PSSA3, sobram R$ 8.3 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Onde ela está na régua: saudável (8,3%)

8,3% → saudável · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

Como evoluiu na PSSA3:

últimos anos

8% 6% 4% 2% 0% 7% 2021 4% 2022 7% 2023 8% 2024 8% 2025

O que procurar: Margem ESTÁVEL ou subindo ao longo dos anos. O nível 'certo' depende do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software, de margem gorda.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe a tendência de 5 anos: margem derretendo = competição comendo o fosso.
  2. Compare com os pares do setor (nunca entre setores).
  3. Margem alta com caixa operacional fraco = lucro contábil suspeito.
  4. Em bancos/seguradoras a margem tradicional perde sentido — use ROE.

Margem líquida — universo acompanhado (sem par direto)

ITSA3 199.9% JHSF3 54.4% MULT3 41.7% CEBR3 36.4% TAEE3 34.2% VULC3 32.7% GRND3 25.0% SAUD3 24.1% LAVV3 23.5% PETR3 22.1% CYRE3 21.3% VIVA3 20.5%

PSSA3 não tem par de seguros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Margem bruta

Nesta empresa: Nesta demonstração o 'resultado bruto' praticamente espelha a receita (seguradora/holding não destaca custo de mercadoria), então a margem bruta daria ~100% e não diria nada. Leia a margem líquida e o ROE.

O que é:

essênciaO que sobra de cada venda depois do custo direto do produto. Vendeu por R$ 100 algo que custou R$ 60 = margem bruta de 40%.
como um analista vêÉ a impressão digital do FOSSO: empresa com marca forte ou produto único cobra caro sem perder cliente — margem bruta alta e estável. Quando a margem bruta derrete ano após ano, a competição está vencendo.
a fundoLeia em par com a margem líquida: bruta alta + líquida baixa = o problema está nas despesas (vendas, admin, juros), não no produto. Bruta caindo com receita subindo = comprando crescimento com desconto — clássico de guerra de preço. Não compare entre setores.

O que procurar: Margem bruta ALTA E ESTÁVEL = a empresa cobra caro e ninguém a obriga a baixar o preço. É a impressão digital do fosso.

Como analisar, passo a passo:
  1. Tendência primeiro: margem bruta derretendo = competição vencendo.
  2. Compare apenas dentro do setor — supermercado e software vivem em planetas diferentes.
  3. Margem bruta alta com margem líquida baixa = o problema está nas despesas, não no produto.

Lucro por ação

O que é:

essênciaLucro líquido do ano ÷ número de ações: a sua fatia do lucro, por ação que você possui.
como um analista vêÉ o denominador do P/L e o número que liga o lucro da empresa ao SEU investimento: 100 ações × LPA de R$ 5 = R$ 500 do lucro do ano "são seus" (parte vem como dividendo, parte fica reinvestida na empresa). LPA crescendo ao longo dos anos é o motor de longo prazo do preço.
a fundoAcompanhe o LPA junto com o número de ações: emissões diluem (lucro igual ÷ mais ações = LPA menor) e recompras concentram. Crescimento de LPA via recompra tem teto; via lucro, não. Use o número de ações ex-tesouraria e atenção a eventos societários (desdobramento, bonificação) que mudam o LPA sem mudar nada de real — por isso compara-se o LPA ajustado.

Na PSSA3: Cada ação da PSSA3 'carrega' R$ 5.28 do lucro do ano — 100 ações = R$ 528 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

O que é:

essênciaPatrimônio líquido ÷ número de ações: quanto do "papel" da empresa (o que ela tem menos o que ela deve) corresponde a cada ação.
como um analista vêÉ a régua contábil contra a qual o preço é comparado (preço ÷ VPA = P/VP). VPA crescendo ano após ano significa que a empresa retém lucro e o patrimônio dos sócios engorda — o efeito juros compostos dentro do balanço. VPA estagnado com lucro alto = empresa distribui quase tudo.
a fundoO VPA é valor CONTÁBIL, não de mercado: imóveis a custo histórico, intangíveis de aquisições e provisões podem distorcê-lo nos dois sentidos. Em bancos/seguradoras ele é mais "verdadeiro" (ativos financeiros marcados a mercado), por isso o P/VP×ROE é a leitura central do setor. Crescimento sustentável do VPA ≈ ROE × (1 − payout) — a taxa a que o patrimônio se multiplica sozinho.

Na PSSA3: Cada ação da PSSA3 corresponde a R$ 24.58 de patrimônio contábil da empresa.

Caixa operacional / lucro

O que é:

essênciaO lucro do papel virou dinheiro no caixa? Caixa operacional ÷ lucro acima de 1 = cada real de lucro contábil entrou de verdade.
como um analista vêLucro é OPINIÃO contábil (estimativas, provisões, regime de competência); caixa é FATO. Lucro bonito com caixa fraco por anos seguidos é o padrão clássico que antecede sustos — receita que não vira recebimento.
a fundoRazão <0,7 por 2-3 anos: investigue contas a receber inchando e estoques girando devagar (capital de giro comendo o caixa). Razão >>1 crônica: depreciação alta (capex pesado no passado) ou lucro deprimido. É o critério 4 do F-Score e o coração do módulo de leitura crítica d'A Lente.

Na PSSA3: Cada R$ 1 de lucro contábil da PSSA3 virou R$ 0.40 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Onde ela está na régua: lucro sem caixa (0,40×)

0,40× → lucro sem caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Como evoluiu na PSSA3:

últimos anos

2.5× 1.9× 1.3× 0.6× 0.0× 1.6× 2021 2.5× 2022 0.0× 2023 0.9× 2024 0.4× 2025

O que procurar: Acima de 1,0 na maioria dos anos: cada real de lucro contábil entrou de verdade no caixa. Lucro sem caixa é promessa.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe vários anos: um ano isolado abaixo de 1 pode ser capital de giro; três seguidos é padrão.
  2. Razão muito acima de 1 por anos = depreciação alta ou lucro deprimido — entenda o porquê.
  3. É o critério nº 4 do F-Score (qualidade do lucro) em forma de número contínuo.

Lucro vira caixa? — pares de seguros

CXSE3 1.00 PSSA3 0.40

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

Liquidez corrente

Nesta empresa: Não existe em balanço bancário: o padrão CVM de bancos não separa circulante/não-circulante. O paralelo de solvência é o índice de Basileia — publicado no release de resultados, fora do padrão CVM.

O que é:

essênciaO que a empresa tem para receber/usar nos próximos 12 meses dividido pelo que ela deve no mesmo prazo. Abaixo de 1 = as contas do ano superam os recursos do ano.
como um analista vêÉ o teste do "sobrevive ao aperto?": empresa boa com liquidez ruim pode quebrar no curto prazo antes de o lucro chegar. Acima de 1,5 há folga; muito acima de 3 pode ser caixa preguiçoso parado.
a fundoLiquidez é foto — combine com o filme: cronograma de vencimento da dívida e geração de caixa. O critério 6 do F-Score premia liquidez SUBINDO ano contra ano. Em bancos não se aplica (captar e emprestar é o negócio).

O que procurar: Acima de 1,5: a empresa paga as contas dos próximos 12 meses sem depender de rolar dívida na hora errada.

Como analisar, passo a passo:
  1. Abaixo de 1,0 acende alerta: os compromissos de curto prazo superam os recursos.
  2. Folga ENORME também conta história: caixa parado rende pouco — por que não investem?
  3. Combine com o cronograma da dívida: liquidez ok + parede de vencimento = risco escondido.

Alavancagem (régua bancária)

O que é:

essênciaQuantos reais de ativos a empresa opera para cada real dos sócios. 3× significa: R$ 1 é dos donos, R$ 2 vêm de terceiros (dívida, fornecedores).
como um analista vêÉ a terceira alavanca da DuPont — e a perigosa: ela multiplica o ROE na subida E a perda na descida. ROE alto com alavancagem alta é retorno alugado; ROE alto com alavancagem baixa é qualidade.
a fundoCompare com a história da própria empresa: alavancagem subindo rápido = mudança de apetite de risco (e em juro alto, custo subindo junto). Capital intensivo (locadoras, utilities) vive alavancado por desenho — o que importa é o spread ROIC − custo da dívida. Bancos ficam fora.

Na PSSA3: A PSSA3 opera R$ 3.55 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Onde ela está na régua: conservadora (3,55×)

3,55× → conservadora · faixas: conservadora · típica · alta · agressiva

Como evoluiu na PSSA3:

últimos anos

4.8× 3.6× 2.4× 1.2× 0.0× 4.4× 2021 4.8× 2022 3.6× 2023 3.4× 2024 3.5× 2025

O que procurar: Banco É alavancado por natureza (capta para emprestar) — 8 a 12× é o jogo normal. O que importa é a qualidade do crédito que sustenta isso.

Como analisar, passo a passo:
  1. Alavancagem alta + inadimplência subindo = a combinação que derruba banco.
  2. Compare com os pares e com a própria história.
  3. O limite regulatório real é o índice de Basileia (release do banco, fora da CVM).

Alavancagem — pares de seguros

PSSA3 3.55 CXSE3 1.09

comparação justa: mesmo subsetor, mesma régua.

Dívida líquida

Nesta empresa: Para banco, 'dívida' é matéria-prima (depósitos e captações), não risco residual — dívida líquida não se aplica. Olhe alavancagem, ROA e Basileia.

O que é:

essênciaDívida total menos o caixa. Se o caixa é maior que a dívida, a empresa é "caixa líquido" — poderia quitar tudo amanhã e ainda sobrar dinheiro.
como um analista vêO número absoluto assusta à toa: R$ 10 bi de dívida podem ser leves ou fatais — depende do lucro que paga. Por isso lê-se dívida líquida ÷ geração operacional (EBIT/EBITDA): até ~1,5× é leve; acima de 3× é peso.
a fundoOlhe também o PERFIL: prazo (parede de vencimento?), moeda (dólar sem hedge?) e custo (CDI+quanto?). Em juro de 14%, dívida cara transfere o lucro do acionista para o credor. Caixa líquido em cíclicas (Cury) é colete salva-vidas para o inverno do setor.

Dívida líquida / EBITDA

Nesta empresa: Captação é insumo de banco, não endividamento no sentido corporativo — esta razão perderia o sentido. Solvência bancária = Basileia + alavancagem.

O que é:

essênciaQuantos anos de geração de caixa operacional a empresa levaria para quitar a dívida (descontado o caixa que já tem). 2× = dois anos. Abaixo de zero = tem MAIS caixa que dívida.
como um analista vêÉ a régua que os PRÓPRIOS credores usam: contratos de dívida (covenants) costumam exigir "máximo 3×". Até 2× dorme-se em paz; entre 2× e 3× exige plano; acima de 3× a empresa trabalha primeiro para o banco e depois para o acionista — especialmente com Selic alta.
a fundoLeia junto com TRÊS vizinhos: o custo da dívida (2× a CDI+2% ≠ 2× a CDI+8%), o cronograma de vencimentos (2× vencendo em 10 anos ≠ 2× vencendo no ano que vem) e a estabilidade do EBITDA (utility aguenta 3×; cíclica a 3× no PICO do ciclo está a um inverno da crise). Trajetória importa: desalavancagem em curso costuma reavaliar a ação antes do lucro aparecer.

O que procurar: Abaixo de 2× dorme-se em paz; acima de 3× a empresa trabalha para o banco — especialmente com Selic alta. Negativa = caixa líquido (mais caixa que dívida).

Como analisar, passo a passo:
  1. É a métrica que os PRÓPRIOS credores usam em covenants de dívida.
  2. Combine com o custo da dívida: 2× a CDI+2% é diferente de 2× a CDI+8%.
  3. Veja a trajetória: desalavancagem em curso muda a tese.

EV/EBITDA

Nesta empresa: EV/EBITDA não se aplica: banco não tem EBITDA significativo (o 'custo financeiro' é matéria-prima). O valuation de banco se faz com P/L e P/VP vs ROE.

O que é:

essênciaQuanto custaria comprar a empresa INTEIRA (ações + dívidas), medido em anos de geração operacional de caixa. EV/EBITDA de 6 = seis anos de operação pagam a compra.
como um analista vêÉ o múltiplo favorito de quem compra empresas de verdade (fundos, aquisições), porque corrige a miopia do P/L: duas empresas com o mesmo P/L podem ter dívidas completamente diferentes — e dívida vai junto na compra. EV = valor de mercado + dívida líquida; EBITDA = lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
a fundoO EBITDA do Atalaia é reconstruído de fonte primária: EBIT da DRE + D&A do DFC (CVM). Cuidado clássico: EBITDA ignora a depreciação, mas em negócio pesado em capital (mineração, telecom, ferrovia) a depreciação é custo REAL futuro (o trilho gasta). Nesses setores, EV/EBITDA baixo pode ser ilusão de ótica — confirme com fluxo de caixa livre. Não se aplica a bancos: captação é matéria-prima, não dívida.

O que procurar: Entre 4 e 8 para negócios maduros. O EV soma a dívida ao preço — é quanto custaria comprar a empresa INTEIRA, dívidas incluídas.

Como analisar, passo a passo:
  1. Melhor que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
  2. EBITDA ignora depreciação: em negócio pesado em capital (ferrovias, telecom), desconfie do 'lucro' do EBITDA.
  3. Compare com pares do setor e com o histórico da própria empresa.

Piotroski F-Score

Nesta empresa: O F-Score pressupõe empresa não-financeira (liquidez, margem bruta, giro). Aplicar a banco daria nota sem sentido — por isso o Atalaia se recusa.

O que é:

essênciaNota de 0 a 9 que mede a SAÚDE da empresa em nove perguntas de sim/não: está lucrando? gerando caixa? melhorando ano contra ano? 7+ = saudável e melhorando; 3 ou menos = acende alerta.
como um analista vêOs 9 critérios em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, caixa operacional positivo, ROA crescendo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida longa caindo, liquidez corrente subindo, sem emitir ações novas) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Cada "sim" vale 1 ponto. O espírito: separar a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
a fundoNo estudo original (2000), Piotroski aplicou o score ao universo de empresas baratas (alto book-to-market) e mostrou que comprar as de score alto e evitar as de score baixo melhorava o retorno em ~7,5 p.p./ano — o score funciona como filtro de value trap, não como ranking de qualidade absoluta. Limites: critérios de liquidez e margem não fazem sentido para balanço de banco/seguradora (o Atalaia mostra "não aplicável" nesses casos), e o sinal "sem diluição" pune captações que podem ser legítimas em empresas de crescimento.

O que procurar: 7 ou mais. O score separa a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja QUAIS critérios falharam — o detalhe importa mais que a nota.
  2. Critérios de caixa (FCO > lucro) valem ouro: lucro sem caixa é promessa.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras (balanço financeiro é outro bicho).

Altman Z''

Nesta empresa: O Z'' modela insolvência de empresa com ativos operacionais — em banco, alavancagem é o negócio e o modelo quebra. Solvência bancária = Basileia.

O que é:

essênciaTermômetro de risco de quebrar: combina quatro medidas do balanço numa nota só. Acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta; abaixo de 1,1 = zona de risco.
como um analista vêAs quatro medidas (todas sobre o ativo total ou o passivo): capital de giro (folga de curto prazo), lucros retidos (histórico de lucro acumulado), EBIT (capacidade de gerar resultado) e patrimônio sobre dívida (colchão dos sócios). A versão Z'' usada aqui é a variante para mercados emergentes. O valor não é prever falência com precisão — é ranquear: Z'' caindo trimestre após trimestre é o filme que importa, não a foto.
a fundoZ'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4, onde X1 = capital de giro/ativo, X2 = lucros retidos/ativo, X3 = EBIT/ativo, X4 = patrimônio líquido/passivo exigível. Original de 1968 recalibrado (1995) para emergentes e não-indústrias. Limites: pressupõe estrutura de ativos não-financeira (não se aplica a bancos/seguradoras — alavancagem é o negócio deles), e empresas de software com pouco ativo fixo distorcem o X3 para cima. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.

O que procurar: Acima de 2,6 — e ESTÁVEL. O filme (Z'' caindo trimestre após trimestre) importa mais que a foto.

Como analisar, passo a passo:
  1. Z'' abaixo de 1,1 = risco real de insolvência; investigue o vencimento da dívida.
  2. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras.

O preço (Yahoo Finance)

Cotação PSSA3 12 meses · fechamentos diários

55.45 52.05 48.66 45.26 53.48 início 52.96 agora 53.48

Cinco anos 2021–2026 · +116% no período

55.20 42.72 30.24 17.76 53.48 início 24.73 agora 53.48

Contra o Ibovespa 12 meses, base 100 PSSA3 IBOV

149 128 107 85 133 101 base 100 = 12 meses atrás

Proventos pagos por ação, ano a ano

R$ 3.01 R$ 2.26 R$ 1.51 R$ 0.75 R$ 0.00 R$ 0.28 2021 R$ 1.16 2022 R$ 1.37 2023 R$ 0.80 2024 R$ 3.01 2025 R$ 1.94 2026

A história em gráficos (2021–2025, CVM)

Faturamento vs Lucro — vende E ganha? receita lucro · R$ bi

40.9 30.7 20.4 10.2 0.0 21.2 1.5 2021 27.7 1.1 2022 32.4 2.3 2023 35.2 2.6 2024 40.9 3.4 2025

ROE ano a ano — consistência é qualidade

21% 16% 11% 5% 0% 16% 2021 11% 2022 18% 2023 19% 2024 21% 2025

Margem líquida ano a ano

8% 6% 4% 2% 0% 7% 2021 4% 2022 7% 2023 8% 2024 8% 2025

Contra os pares

ROE 2025 — universo acompanhado

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%

Mesmo subsetor (seguros), lado a lado

ativoROEmargem líq. margem brutaliquidezFCO/lucro
PSSA321,5%8,3% 0,40×
CXSE331,7% 1,00×