Atalaiavigia fundamentalista · B3

PTCA3 Prática Produtos S.A. · outros acompanhando

Leituras integradas — os números conversando entre si

ROE vs Selic — vale o risco de ser sócio?

ROE de 20,4% contra Selic de 14,2%: rende bem ACIMA do juro sem risco — o risco de ser sócio está sendo pago.

DuPont — de onde vem o ROE

ROE 20,4% = margem 5,2% × giro 1.11 × alavancagem 3.5×. ROE alto, mas com alavancagem de 3.5× — parte do retorno é fabricada com dívida; confira o ROIC antes de aplaudir.

Consistência do ROE — foto ou filme?

ROE entre 20,4% e 37,4% no período. Leitura: nunca saiu da faixa de qualidade nos últimos anos — máquina estável.

Qualidade do lucro — o caixa confirma?

Em 1 de 5 anos o caixa operacional cobriu o lucro. Em 2025: FCO R$ 0,0 bi vs lucro R$ 0,0 bi (0.0× o lucro em caixa). Leitura: lucro SEM caixa equivalente — investigue antes de confiar no P/L.

Crescimento — 5 anos

Receita cresceu 21,5% ao ano de 2021 a 2025; o lucro, 0,4% ao ano — receita cresce mas o lucro não acompanha: margem sob pressão.

Payout implícito — para onde vai o lucro?

Nos últimos 4 anos, ~64,9% do lucro saiu como provento (estimado pelo patrimônio que não cresceu). perfil distribuidor — bom para renda, menos combustível para crescer.

Dívida líquida vs geração operacional

Dívida líquida de R$ 0,1 bi = 2.1× o EBIT. administrável, mas com juro alto o serviço da dívida morde.

Liquidez corrente

R$ 2.21 de ativo de curto prazo para cada R$ 1 de dívida de curto prazo: folga confortável no curto prazo.

Os fundamentos de 2025 (DFP oficial · toque no ícone de cada um)

P/L

a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

P/VP

a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

Dividend Yield (12m)

a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

Payout

33,2%
33,2% → equilibrado · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

De cada R$ 100 de lucro, a PTCA3 mandou R$ 33 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 67 para reinvestir.

ROE

20,4%
20,4% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na PTCA3, ela gerou R$ 20 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 20.4% ao ano dentro da empresa.

ROA

5,8%
5,8% → mediano · faixas: fraco · mediano · bom · excepcional

A cada R$ 100 de TUDO que a PTCA3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 5.8 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

ROIC

14,1%
14,1% → criador de valor · faixas: abaixo do custo de capital · mediano · criador de valor · máquina de capital

Cada R$ 100 de capital TOTAL investido na operação da PTCA3 (dos sócios + dos credores) rendeu R$ 14.1 depois dos impostos.

Margem líquida

5,2%
5,2% → normal · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

De cada R$ 100 que entram de venda na PTCA3, sobram R$ 5.2 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Margem bruta

47,0%
47,0% → forte · faixas: apertada · normal · forte · poder de preço

O produto da PTCA3 custa para ela R$ 53 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 47 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.

Lucro líquido

R$ 0,02 bi

Lucro por ação

R$ 0,01

Cada ação da PTCA3 'carrega' R$ 0.01 do lucro do ano — 100 ações = R$ 1 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

R$ 0,03

Cada ação da PTCA3 corresponde a R$ 0.03 de patrimônio contábil da empresa.

Lucro vira caixa?

0,03×
0,03× → lucro sem caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Cada R$ 1 de lucro contábil da PTCA3 virou R$ 0.03 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Liquidez corrente

2,21×
2,21× → confortável · faixas: aperto · no limite · confortável · folga grande

Para cada R$ 1 de conta a pagar nos próximos 12 meses, a PTCA3 tem R$ 2.21 disponíveis ou a receber no mesmo prazo.

Alavancagem

3,54×
3,54× → alta · faixas: conservadora · moderada · alta · agressiva

A PTCA3 opera R$ 3.54 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Dívida líquida

R$ 0,08 bi

Dívida líq. / EBITDA

1,77×
1,77× → confortável · faixas: leve · confortável · limite saudável · pesada

A PTCA3 levaria 1.8 anos de EBITDA para quitar a dívida líquida — mantendo tudo o mais constante.

EV/EBITDA

a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

Piotroski F-Score

4/9
4/9 → mediano · faixas: alerta · mediano · saudável e melhorando

A PTCA3 passou em 4 das 9 perguntas de saúde do checklist de Piotroski.

Altman Z''

7,89
7,89 → zona segura · faixas: zona de risco · zona cinzenta · zona segura

O termômetro de insolvência marca 7.89 — zona segura (acima de 2,6).

P/L (preço ÷ lucro)

Nesta empresa: a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

O que é:

essênciaPreço ÷ lucro por ação: quantos anos do lucro atual você paga pela ação. P/L 10 = dez anos de lucro pelo preço de hoje.
como um analista vêInvertido, o P/L vira o earnings yield (1 ÷ P/L): o lucro como "juro" sobre o preço, comparável direto com a Selic. P/L 10 = yield de 10%. Se a renda fixa paga 14,5% garantido e a ação "rende" 10% com risco, o preço precisa se justificar por crescimento. Cuidado: yield alto só vale se o lucro for real, recorrente e crescente — earnings yield de 30% quase sempre é o mercado dizendo "não acredito nesse lucro".
a fundoO P/L é cego à dívida (o EV/EBITDA corrige isso somando a dívida líquida ao preço) e cego ao ciclo (lucro de pico encolhe o P/L na pior hora — o "value trap cíclico"). Múltiplo nunca se lê sozinho: sempre contra o próprio histórico da empresa e contra os pares do MESMO setor — comparar P/L de banco com tech é erro de principiante. Lucro contábil também não é caixa: confira a qualidade do lucro (FCO ≥ lucro) antes de confiar no P/L.

O que procurar: P/L baixo COM lucro real, recorrente e crescente. P/L baixo com lucro derretendo é a armadilha clássica (o L cai e o P/L 'sobe' sozinho).

Como analisar, passo a passo:
  1. Inverta: 1÷P/L é o earnings yield — compare com a Selic; renda fixa paga garantido.
  2. Compare com o histórico DA empresa e com pares do MESMO setor.
  3. Confira a qualidade do lucro (FCO/lucro) antes de confiar no L do P/L.
  4. Cíclicas no pico de lucro mostram P/L baixíssimo na pior hora de comprar.

P/VP (preço ÷ patrimônio)

Nesta empresa: a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

O que é:

essênciaPreço ÷ patrimônio por ação: quantas vezes o patrimônio contábil você paga. 1 = paga exatamente o patrimônio; abaixo de 1 = paga menos que o "papel" diz que a empresa vale.
como um analista vêNUNCA leia o P/VP sozinho — leia-o contra o ROE; são duas metades da mesma frase. P/VP baixo grita "barato!" para o iniciante, e esse é um erro fatal: pagar 6x o patrimônio por algo que rende 69% ao ano pode ser mais barato que pagar 0,37x por algo que rende 5% — porque o primeiro patrimônio se multiplica rápido e o segundo fica parado. Preço baixo só é desconto se o que você compra for bom (a alma do Value + Quality).
a fundo"Barata e medíocre" é o clássico value trap: P/VP < 1 com ROE abaixo do custo de capital significa que o mercado espera que o patrimônio renda pouco — e o desconto é merecido. Em bancos e seguradoras o P/VP×ROE é A leitura central (o balanço é o negócio), com um atalho: P/VP justo ≈ (ROE − g) / (custo de capital − g). Patrimônio contábil também pode estar distorcido por intangíveis e reavaliações — vale checar do que ele é feito antes de confiar no múltiplo.

O que procurar: NUNCA leia sozinho — sempre contra o ROE. Pagar caro por patrimônio que rende 25% pode ser melhor negócio que pagar barato por um que rende 5%.

Como analisar, passo a passo:
  1. Regra d'A Lente: P/VP e ROE são duas metades da mesma frase.
  2. P/VP < 1 com ROE fraco = desconto MERECIDO (value trap).
  3. Em bancos e seguradoras esta é A leitura central do valuation.

Dividend Yield (proventos de 12 meses)

Nesta empresa: a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

O que é:

essênciaQuanto a ação te pagou de proventos nos últimos 12 meses, em % do preço de hoje. DY de 6% = R$ 10.000 investidos pagaram R$ 600 no ano — sem vender nada.
como um analista vêO DY tem duas pernas: o quanto a empresa distribui (payout) e o preço que você paga. Por isso DY altíssimo merece desconfiança: às vezes não é a empresa pagando muito — é o preço desabando (o D fica, o Y "sobe"). Os proventos aqui são os REALMENTE pagos (Yahoo Finance, evento a evento), não promessa de projeção.
a fundoCompare sempre em três direções: (1) com a Selic — renda fixa paga sem risco, o dividendo precisa compensar o risco OU vir acompanhado de crescimento; (2) com o histórico da própria empresa — recorrência vale mais que pico (JCP extraordinário infla um ano e some no outro); (3) com o payout — DY de 8% pagando 120% do lucro é empréstimo do futuro. No Brasil, JCP tem tratamento tributário próprio; o valor que usamos é o caixa efetivamente distribuído.

O que procurar: DY bom é o SUSTENTÁVEL: 4–8% pagos por lucro recorrente. DY de dois dígitos costuma ser evento único ou preço desabando — o yield 'sobe' porque o P caiu.

Como analisar, passo a passo:
  1. Confira o payout: DY alto com payout acima de 100% não se repete.
  2. Veja o histórico de proventos ano a ano — recorrência vale mais que pico.
  3. Compare com a Selic: renda fixa paga sem risco; o dividendo precisa compensar o risco OU vir com crescimento.
  4. Empresa que precisa investir muito e paga DY alto pode estar sacrificando o futuro.

Payout (% do lucro distribuído)

O que é:

essênciaDe cada R$ 100 de lucro, quantos a empresa manda para o bolso dos sócios e quantos ela guarda para crescer. Payout de 40% = R$ 40 distribuídos, R$ 60 reinvestidos.
como um analista vêNão existe payout "certo" — existe payout COERENTE com a fase da empresa. Madura e sem onde investir? Distribua (60–80% é honesto). Crescendo com retorno alto? Retenha — cada real retido a 20% de ROIC vale mais no bolso do FUTURO. O pecado é a incoerência: prometer crescimento E pagar tudo.
a fundoO payout do Atalaia vem do FLUXO DE CAIXA da CVM (dividendos + JCP efetivamente pagos no DFC, grupo 6.03), não do anúncio. Payout acima de 100% recorrente é matematicamente insustentável: ou vem de reserva, ou de dívida, ou de venda de ativo. Cruze com o ROIC: payout baixo só é virtude se o reinvestimento render acima do custo de capital — senão é dinheiro preso rendendo pouco (a "armadilha do império").

Na PTCA3: De cada R$ 100 de lucro, a PTCA3 mandou R$ 33 para o bolso dos acionistas e reteve R$ 67 para reinvestir.

Onde ela está na régua: equilibrado (33,2%)

33,2% → equilibrado · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

33% 25% 17% 8% 0% 6% 2021 26% 2022 15% 2023 25% 2024 33% 2025

O que procurar: Depende da fase: empresa madura distribui mais (50–80%); a que cresce retém — e isso é ÓTIMO se o ROIC for alto. Payout recorrente acima de 100% é insustentável por definição.

Como analisar, passo a passo:
  1. Payout baixo + ROIC alto = o lucro retido vira mais valor (juros compostos internos).
  2. Payout alto + crescimento alto não cabem juntos por muito tempo.
  3. Este payout vem do CAIXA (DFC da CVM): dividendos + JCP efetivamente pagos no ano.

Payout — universo acompanhado (sem par direto)

EQTL3 320.1% UNIP3 270.1% CEBR3 214.2% DIRR3 198.1% WHRL3 171.0% REDE3 155.0% VALE3 144.6% RDOR3 140.0% CURY3 138.6% ABEV3 132.0% POMO3 115.1% ITSA3 114.7%

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROE

O que é:

essênciaLucro ÷ patrimônio: de cada R$ 100 que os donos têm na empresa, quanto ela gera de lucro por ano? ROE de 20% = R$ 20. Régua d'A Lente: acima de 15% consistente = qualidade; acima de 20% sustentado = elite.
como um analista vêO ROE responde "esta empresa é uma boa máquina de transformar dinheiro em mais dinheiro?". Mas atenção a duas leituras: (1) um ano isolado não diz nada — qualidade é ROE alto CONSISTENTE; (2) nunca leia o ROE sozinho: compare-o com o P/VP (quanto você paga por esse patrimônio) e com a Selic (o retorno sem risco — se a empresa rende menos que o título público, por que correr o risco?).
a fundoA fórmula DuPont abre o ROE em três alavancas: margem líquida × giro do ativo × alavancagem (Ativo/PL). Três jeitos de ter ROE alto: cobrar caro (margem), girar rápido (giro) ou usar dívida (alavancagem). ROE alto por margem e giro = qualidade saudável; ROE alto só por alavancagem = risco disfarçado — é assim que empresa medíocre finge qualidade. Por isso o ROIC ("o ROE sem maquiagem") é o teste de confirmação: ele inclui a dívida no denominador e não dá para trapacear. Em bancos e seguradoras, compare o ROE com o custo do capital próprio, não com ROIC.

Na PTCA3: Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na PTCA3, ela gerou R$ 20 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 20.4% ao ano dentro da empresa.

Onde ela está na régua: elite (20,4%)

20,4% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

37% 28% 19% 9% 0% 31% 2021 23% 2022 37% 2023 32% 2024 20% 2025

O que procurar: ROE acima de 15% SUSTENTADO por vários anos — um ano isolado não diz nada. Acima de 20% mantido = elite.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja a SÉRIE de 5 anos, não a foto: consistência vale mais que pico.
  2. Compare com a Selic: render menos que o título público é destruir valor.
  3. Abra na DuPont: o ROE vem de margem e giro (saudável) ou de dívida (frágil)?
  4. Confirme no ROIC: ROE alto com ROIC baixo = retorno fabricado com alavancagem.
  5. Compare só com pares do MESMO setor.

ROE — universo acompanhado (sem par direto)

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROA (retorno sobre o ativo)

O que é:

essênciaLucro ÷ TUDO que a empresa controla (fábricas, estoques, caixa). Mostra o retorno da operação inteira, sem o efeito turbinador da dívida.
como um analista vêÉ o irmão honesto do ROE: se o ROE é alto mas o ROA é baixo, a diferença é dívida trabalhando — retorno emprestado. ROA alto E ROE alto juntos é o selo das máquinas de verdade.
a fundoROA = margem líquida × giro do ativo (DuPont sem a alavancagem). Setores intensivos em capital (mineração, utilities, locadoras) têm ROA estruturalmente menor — compare dentro do setor. ROA caindo com ativo crescendo = capex ainda sem retorno: pergunte QUANDO ele vira.

Na PTCA3: A cada R$ 100 de TUDO que a PTCA3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 5.8 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

Onde ela está na régua: mediano (5,8%)

5,8% → mediano · faixas: fraco · mediano · bom · excepcional

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

12% 9% 6% 3% 0% 11% 2021 8% 2022 12% 2023 11% 2024 6% 2025

O que procurar: ROA estável e acima dos pares do setor. Ele mostra o retorno sobre TUDO que a empresa controla — sem o efeito da dívida.

Como analisar, passo a passo:
  1. Compare ROA com ROE: distância grande entre os dois = muita alavancagem no meio.
  2. Setores pesados em ativo (mineração, utilities) têm ROA naturalmente menor.
  3. ROA caindo com ativo crescendo = a empresa está investindo sem retorno (ainda?).

ROA — universo acompanhado (sem par direto)

VULC3 30.0% SAUD3 29.9% CXSE3 29.1% CURY3 17.3% WEGE3 15.0% ITSA3 14.8% GRND3 14.3% CEBR3 13.7% VIVA3 13.1% POMO3 12.6% ABEV3 10.7% KEPL3 10.3%

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROIC (retorno sobre o capital investido)

O que é:

essênciaRetorno sobre TODO o capital (dos donos + dos credores). É "o ROE sem maquiagem": como inclui a dívida no denominador, não dá para inflar com alavancagem.
como um analista vêA régua mais importante d'A Lente: ROIC tem que superar o custo do capital. Com a Selic a ~14,5%, uma empresa com ROIC abaixo de ~14% está, na prática, destruindo valor — emprega capital e gera menos do que ele renderia parado num título público. ROE alto com ROIC baixo (ou negativo) é sinal clássico de retorno fabricado com dívida.
a fundoROIC = lucro operacional após impostos (NOPAT) ÷ capital investido (patrimônio + dívida). A diferença ROIC − custo de capital (WACC) é o "spread" de criação de valor; o valor criado de fato é o spread vezes o capital empregado — empresa pequena com spread enorme pode criar menos valor que gigante com spread modesto. Na Magic Formula de Greenblatt, o ROIC usa só capital de giro líquido + imobilizado líquido no denominador (capital "tangível" da operação). Não se aplica a bancos/seguradoras: o balanço financeiro não separa capital operacional de "estoque".

Na PTCA3: Cada R$ 100 de capital TOTAL investido na operação da PTCA3 (dos sócios + dos credores) rendeu R$ 14.1 depois dos impostos.

Onde ela está na régua: criador de valor (14,1%)

14,1% → criador de valor · faixas: abaixo do custo de capital · mediano · criador de valor · máquina de capital

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

22% 17% 11% 6% 0% 20% 2021 15% 2022 22% 2023 21% 2024 14% 2025

O que procurar: ROIC consistentemente acima do custo de capital (no Brasil, pense Selic + prêmio). É O número do reinvestimento: diz quanto rende cada real que a empresa retém.

Como analisar, passo a passo:
  1. Compare ROIC com ROE: ROE alto + ROIC baixo = retorno fabricado com dívida.
  2. ROIC usa NOPAT (EBIT − impostos) sobre PL + dívida líquida — independe da estrutura de capital.
  3. Empresa de ROIC alto que retém lucro (payout baixo) é a combinação que compõe riqueza.

ROIC — universo acompanhado (sem par direto)

CURY3 78.5% WHRL3 55.1% SAUD3 51.6% WEGE3 35.8% PLPL3 33.9% CEBR3 30.8% RDOR3 26.1% DIRR3 25.7% JHSF3 22.3% ABEV3 21.8% RADL3 17.0% POMO3 16.8%

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Margem líquida

O que é:

essênciaLucro líquido ÷ receita: de cada R$ 100 vendidos, quanto vira lucro no fim da linha, depois de todos os custos, juros e impostos.
como um analista vêMargem é uma das três alavancas do ROE (DuPont) e o termômetro do poder de preço: empresa com "fosso" defende a margem mesmo quando os custos sobem. Compare sempre dentro do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software vive de margem gorda e giro baixo. Margem caindo ano após ano é sintoma de competição comendo o fosso.
a fundoDecomponha a queda: margem bruta caindo = problema de custo/preço do produto; margem operacional caindo com bruta estável = despesas crescendo; margem líquida caindo sozinha = juros ou impostos. Em setores financeiros a "receita" tem outra natureza (intermediação/prêmios), então a margem líquida tradicional perde o sentido de comparação — use ROE e índices próprios do setor. E margem alta com FCO fraco é alerta de lucro contábil sem caixa.

Na PTCA3: De cada R$ 100 que entram de venda na PTCA3, sobram R$ 5.2 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Onde ela está na régua: normal (5,2%)

5,2% → normal · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

11% 8% 6% 3% 0% 11% 2021 7% 2022 9% 2023 10% 2024 5% 2025

O que procurar: Margem ESTÁVEL ou subindo ao longo dos anos. O nível 'certo' depende do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software, de margem gorda.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe a tendência de 5 anos: margem derretendo = competição comendo o fosso.
  2. Compare com os pares do setor (nunca entre setores).
  3. Margem alta com caixa operacional fraco = lucro contábil suspeito.
  4. Em bancos/seguradoras a margem tradicional perde sentido — use ROE.

Margem líquida — universo acompanhado (sem par direto)

ITSA3 199.9% JHSF3 54.4% MULT3 41.7% CEBR3 36.4% TAEE3 34.2% VULC3 32.7% GRND3 25.0% SAUD3 24.1% LAVV3 23.5% PETR3 22.1% CYRE3 21.3% VIVA3 20.5%

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Margem bruta

O que é:

essênciaO que sobra de cada venda depois do custo direto do produto. Vendeu por R$ 100 algo que custou R$ 60 = margem bruta de 40%.
como um analista vêÉ a impressão digital do FOSSO: empresa com marca forte ou produto único cobra caro sem perder cliente — margem bruta alta e estável. Quando a margem bruta derrete ano após ano, a competição está vencendo.
a fundoLeia em par com a margem líquida: bruta alta + líquida baixa = o problema está nas despesas (vendas, admin, juros), não no produto. Bruta caindo com receita subindo = comprando crescimento com desconto — clássico de guerra de preço. Não compare entre setores.

Na PTCA3: O produto da PTCA3 custa para ela R$ 53 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 47 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.

Onde ela está na régua: forte (47,0%)

47,0% → forte · faixas: apertada · normal · forte · poder de preço

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

49% 37% 24% 12% 0% 45% 2021 44% 2022 47% 2023 49% 2024 47% 2025

O que procurar: Margem bruta ALTA E ESTÁVEL = a empresa cobra caro e ninguém a obriga a baixar o preço. É a impressão digital do fosso.

Como analisar, passo a passo:
  1. Tendência primeiro: margem bruta derretendo = competição vencendo.
  2. Compare apenas dentro do setor — supermercado e software vivem em planetas diferentes.
  3. Margem bruta alta com margem líquida baixa = o problema está nas despesas, não no produto.

Margem bruta — universo acompanhado (sem par direto)

MULT3 82.0% TOTS3 70.3% VIVA3 69.6% JHSF3 63.4% MILS3 62.7% WIZC3 61.3% TAEE3 55.1% AZZA3 55.0% TECN3 54.7% FIQE3 51.7% ABEV3 51.4% BMEB3 48.1%

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Lucro por ação

O que é:

essênciaLucro líquido do ano ÷ número de ações: a sua fatia do lucro, por ação que você possui.
como um analista vêÉ o denominador do P/L e o número que liga o lucro da empresa ao SEU investimento: 100 ações × LPA de R$ 5 = R$ 500 do lucro do ano "são seus" (parte vem como dividendo, parte fica reinvestida na empresa). LPA crescendo ao longo dos anos é o motor de longo prazo do preço.
a fundoAcompanhe o LPA junto com o número de ações: emissões diluem (lucro igual ÷ mais ações = LPA menor) e recompras concentram. Crescimento de LPA via recompra tem teto; via lucro, não. Use o número de ações ex-tesouraria e atenção a eventos societários (desdobramento, bonificação) que mudam o LPA sem mudar nada de real — por isso compara-se o LPA ajustado.

Na PTCA3: Cada ação da PTCA3 'carrega' R$ 0.01 do lucro do ano — 100 ações = R$ 1 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

O que é:

essênciaPatrimônio líquido ÷ número de ações: quanto do "papel" da empresa (o que ela tem menos o que ela deve) corresponde a cada ação.
como um analista vêÉ a régua contábil contra a qual o preço é comparado (preço ÷ VPA = P/VP). VPA crescendo ano após ano significa que a empresa retém lucro e o patrimônio dos sócios engorda — o efeito juros compostos dentro do balanço. VPA estagnado com lucro alto = empresa distribui quase tudo.
a fundoO VPA é valor CONTÁBIL, não de mercado: imóveis a custo histórico, intangíveis de aquisições e provisões podem distorcê-lo nos dois sentidos. Em bancos/seguradoras ele é mais "verdadeiro" (ativos financeiros marcados a mercado), por isso o P/VP×ROE é a leitura central do setor. Crescimento sustentável do VPA ≈ ROE × (1 − payout) — a taxa a que o patrimônio se multiplica sozinho.

Na PTCA3: Cada ação da PTCA3 corresponde a R$ 0.03 de patrimônio contábil da empresa.

Caixa operacional / lucro

O que é:

essênciaO lucro do papel virou dinheiro no caixa? Caixa operacional ÷ lucro acima de 1 = cada real de lucro contábil entrou de verdade.
como um analista vêLucro é OPINIÃO contábil (estimativas, provisões, regime de competência); caixa é FATO. Lucro bonito com caixa fraco por anos seguidos é o padrão clássico que antecede sustos — receita que não vira recebimento.
a fundoRazão <0,7 por 2-3 anos: investigue contas a receber inchando e estoques girando devagar (capital de giro comendo o caixa). Razão >>1 crônica: depreciação alta (capex pesado no passado) ou lucro deprimido. É o critério 4 do F-Score e o coração do módulo de leitura crítica d'A Lente.

Na PTCA3: Cada R$ 1 de lucro contábil da PTCA3 virou R$ 0.03 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Onde ela está na régua: lucro sem caixa (0,03×)

0,03× → lucro sem caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

1.5× 1.1× 0.7× 0.4× 0.0× 0.1× 2021 0.9× 2022 0.5× 2023 1.5× 2024 0.0× 2025

O que procurar: Acima de 1,0 na maioria dos anos: cada real de lucro contábil entrou de verdade no caixa. Lucro sem caixa é promessa.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe vários anos: um ano isolado abaixo de 1 pode ser capital de giro; três seguidos é padrão.
  2. Razão muito acima de 1 por anos = depreciação alta ou lucro deprimido — entenda o porquê.
  3. É o critério nº 4 do F-Score (qualidade do lucro) em forma de número contínuo.

Lucro vira caixa? — universo acompanhado (sem par direto)

BBAS3 11.63 ECOR3 5.43 VALE3 3.53 PASS3 3.40 REDE3 2.98 FIQE3 2.65 WIZC3 2.58 EQTL3 2.37 UNIP3 2.27 UGPA3 2.22 RANI3 2.08 JHSF3 1.93

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Liquidez corrente

O que é:

essênciaO que a empresa tem para receber/usar nos próximos 12 meses dividido pelo que ela deve no mesmo prazo. Abaixo de 1 = as contas do ano superam os recursos do ano.
como um analista vêÉ o teste do "sobrevive ao aperto?": empresa boa com liquidez ruim pode quebrar no curto prazo antes de o lucro chegar. Acima de 1,5 há folga; muito acima de 3 pode ser caixa preguiçoso parado.
a fundoLiquidez é foto — combine com o filme: cronograma de vencimento da dívida e geração de caixa. O critério 6 do F-Score premia liquidez SUBINDO ano contra ano. Em bancos não se aplica (captar e emprestar é o negócio).

Na PTCA3: Para cada R$ 1 de conta a pagar nos próximos 12 meses, a PTCA3 tem R$ 2.21 disponíveis ou a receber no mesmo prazo.

Onde ela está na régua: confortável (2,21×)

2,21× → confortável · faixas: aperto · no limite · confortável · folga grande

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

2.2× 1.7× 1.1× 0.6× 0.0× 1.5× 2021 1.6× 2022 1.7× 2023 1.9× 2024 2.2× 2025

O que procurar: Acima de 1,5: a empresa paga as contas dos próximos 12 meses sem depender de rolar dívida na hora errada.

Como analisar, passo a passo:
  1. Abaixo de 1,0 acende alerta: os compromissos de curto prazo superam os recursos.
  2. Folga ENORME também conta história: caixa parado rende pouco — por que não investem?
  3. Combine com o cronograma da dívida: liquidez ok + parede de vencimento = risco escondido.

Liquidez corrente — universo acompanhado (sem par direto)

CEBR3 6.68 LAVV3 4.46 CYRE3 3.84 DIRR3 3.78 TECN3 3.69 VIVA3 3.63 VULC3 3.27 GGPS3 2.98 RDOR3 2.79 RANI3 2.77 SHUL3 2.60 VLID3 2.42

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Alavancagem (ativo / patrimônio)

O que é:

essênciaQuantos reais de ativos a empresa opera para cada real dos sócios. 3× significa: R$ 1 é dos donos, R$ 2 vêm de terceiros (dívida, fornecedores).
como um analista vêÉ a terceira alavanca da DuPont — e a perigosa: ela multiplica o ROE na subida E a perda na descida. ROE alto com alavancagem alta é retorno alugado; ROE alto com alavancagem baixa é qualidade.
a fundoCompare com a história da própria empresa: alavancagem subindo rápido = mudança de apetite de risco (e em juro alto, custo subindo junto). Capital intensivo (locadoras, utilities) vive alavancado por desenho — o que importa é o spread ROIC − custo da dívida. Bancos ficam fora.

Na PTCA3: A PTCA3 opera R$ 3.54 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Onde ela está na régua: alta (3,54×)

3,54× → alta · faixas: conservadora · moderada · alta · agressiva

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

3.5× 2.7× 1.8× 0.9× 0.0× 2.8× 2021 2.9× 2022 3.2× 2023 2.9× 2024 3.5× 2025

O que procurar: Quanto menor, mais o negócio se sustenta com capital próprio. Alavancagem alta multiplica o ROE — e também o tombo.

Como analisar, passo a passo:
  1. É a 3ª alavanca da DuPont: ROE alto com alavancagem alta = retorno emprestado.
  2. Compare com a história da própria empresa: subir rápido = apetite de risco mudou.
  3. Bancos não entram nessa régua (alavancagem É o modelo de negócio).

Alavancagem — universo acompanhado (sem par direto)

PINE3 22.08 BMEB3 15.51 ITUB3 14.99 BBDC4 13.06 BBAS3 12.98 ECOR3 8.51 DIRR3 6.90 WHRL3 5.69 RDOR3 5.51 REDE3 5.32 PASS3 4.48 EGIE3 4.34

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Dívida líquida

O que é:

essênciaDívida total menos o caixa. Se o caixa é maior que a dívida, a empresa é "caixa líquido" — poderia quitar tudo amanhã e ainda sobrar dinheiro.
como um analista vêO número absoluto assusta à toa: R$ 10 bi de dívida podem ser leves ou fatais — depende do lucro que paga. Por isso lê-se dívida líquida ÷ geração operacional (EBIT/EBITDA): até ~1,5× é leve; acima de 3× é peso.
a fundoOlhe também o PERFIL: prazo (parede de vencimento?), moeda (dólar sem hedge?) e custo (CDI+quanto?). Em juro de 14%, dívida cara transfere o lucro do acionista para o credor. Caixa líquido em cíclicas (Cury) é colete salva-vidas para o inverno do setor.

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

0.1 0.1 0.0 0.0 0.0 0.0 2021 0.0 2022 0.1 2023 0.1 2024 0.1 2025

Dívida líquida / EBITDA

O que é:

essênciaQuantos anos de geração de caixa operacional a empresa levaria para quitar a dívida (descontado o caixa que já tem). 2× = dois anos. Abaixo de zero = tem MAIS caixa que dívida.
como um analista vêÉ a régua que os PRÓPRIOS credores usam: contratos de dívida (covenants) costumam exigir "máximo 3×". Até 2× dorme-se em paz; entre 2× e 3× exige plano; acima de 3× a empresa trabalha primeiro para o banco e depois para o acionista — especialmente com Selic alta.
a fundoLeia junto com TRÊS vizinhos: o custo da dívida (2× a CDI+2% ≠ 2× a CDI+8%), o cronograma de vencimentos (2× vencendo em 10 anos ≠ 2× vencendo no ano que vem) e a estabilidade do EBITDA (utility aguenta 3×; cíclica a 3× no PICO do ciclo está a um inverno da crise). Trajetória importa: desalavancagem em curso costuma reavaliar a ação antes do lucro aparecer.

Na PTCA3: A PTCA3 levaria 1.8 anos de EBITDA para quitar a dívida líquida — mantendo tudo o mais constante.

Onde ela está na régua: confortável (1,77×)

1,77× → confortável · faixas: leve · confortável · limite saudável · pesada

Como evoluiu na PTCA3:

últimos anos

1.8× 1.3× 0.9× 0.4× 0.0× 1.0× 2021 1.1× 2022 1.2× 2023 0.9× 2024 1.8× 2025

O que procurar: Abaixo de 2× dorme-se em paz; acima de 3× a empresa trabalha para o banco — especialmente com Selic alta. Negativa = caixa líquido (mais caixa que dívida).

Como analisar, passo a passo:
  1. É a métrica que os PRÓPRIOS credores usam em covenants de dívida.
  2. Combine com o custo da dívida: 2× a CDI+2% é diferente de 2× a CDI+8%.
  3. Veja a trajetória: desalavancagem em curso muda a tese.

Dívida líq. / EBITDA — universo acompanhado (sem par direto)

EQTL3 4.04 ECOR3 3.83 TAEE3 3.66 REDE3 3.43 EGIE3 3.30 TTEN3 2.93 CLSC3 2.55 PASS3 2.48 UGPA3 2.39 MULT3 2.33 CSMG3 2.29 UNIP3 2.21

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

EV/EBITDA

Nesta empresa: a DFP padronizada desta companhia não traz a conta necessária

O que é:

essênciaQuanto custaria comprar a empresa INTEIRA (ações + dívidas), medido em anos de geração operacional de caixa. EV/EBITDA de 6 = seis anos de operação pagam a compra.
como um analista vêÉ o múltiplo favorito de quem compra empresas de verdade (fundos, aquisições), porque corrige a miopia do P/L: duas empresas com o mesmo P/L podem ter dívidas completamente diferentes — e dívida vai junto na compra. EV = valor de mercado + dívida líquida; EBITDA = lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
a fundoO EBITDA do Atalaia é reconstruído de fonte primária: EBIT da DRE + D&A do DFC (CVM). Cuidado clássico: EBITDA ignora a depreciação, mas em negócio pesado em capital (mineração, telecom, ferrovia) a depreciação é custo REAL futuro (o trilho gasta). Nesses setores, EV/EBITDA baixo pode ser ilusão de ótica — confirme com fluxo de caixa livre. Não se aplica a bancos: captação é matéria-prima, não dívida.

O que procurar: Entre 4 e 8 para negócios maduros. O EV soma a dívida ao preço — é quanto custaria comprar a empresa INTEIRA, dívidas incluídas.

Como analisar, passo a passo:
  1. Melhor que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
  2. EBITDA ignora depreciação: em negócio pesado em capital (ferrovias, telecom), desconfie do 'lucro' do EBITDA.
  3. Compare com pares do setor e com o histórico da própria empresa.

Piotroski F-Score

O que é:

essênciaNota de 0 a 9 que mede a SAÚDE da empresa em nove perguntas de sim/não: está lucrando? gerando caixa? melhorando ano contra ano? 7+ = saudável e melhorando; 3 ou menos = acende alerta.
como um analista vêOs 9 critérios em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, caixa operacional positivo, ROA crescendo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida longa caindo, liquidez corrente subindo, sem emitir ações novas) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Cada "sim" vale 1 ponto. O espírito: separar a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
a fundoNo estudo original (2000), Piotroski aplicou o score ao universo de empresas baratas (alto book-to-market) e mostrou que comprar as de score alto e evitar as de score baixo melhorava o retorno em ~7,5 p.p./ano — o score funciona como filtro de value trap, não como ranking de qualidade absoluta. Limites: critérios de liquidez e margem não fazem sentido para balanço de banco/seguradora (o Atalaia mostra "não aplicável" nesses casos), e o sinal "sem diluição" pune captações que podem ser legítimas em empresas de crescimento.

Na PTCA3: A PTCA3 passou em 4 das 9 perguntas de saúde do checklist de Piotroski.

Onde ela está na régua: mediano (4/9)

4/9 → mediano · faixas: alerta · mediano · saudável e melhorando

O que procurar: 7 ou mais. O score separa a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja QUAIS critérios falharam — o detalhe importa mais que a nota.
  2. Critérios de caixa (FCO > lucro) valem ouro: lucro sem caixa é promessa.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras (balanço financeiro é outro bicho).

Piotroski F-Score — universo acompanhado (sem par direto)

AZZA3 8.00 SAUD3 8.00 TECN3 8.00 TOTS3 7.00 PETR3 7.00 JHSF3 7.00 MILS3 7.00 FIQE3 7.00 GMAT3 7.00 VALE3 6.00 VIVA3 6.00 POMO3 6.00

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Altman Z''

O que é:

essênciaTermômetro de risco de quebrar: combina quatro medidas do balanço numa nota só. Acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta; abaixo de 1,1 = zona de risco.
como um analista vêAs quatro medidas (todas sobre o ativo total ou o passivo): capital de giro (folga de curto prazo), lucros retidos (histórico de lucro acumulado), EBIT (capacidade de gerar resultado) e patrimônio sobre dívida (colchão dos sócios). A versão Z'' usada aqui é a variante para mercados emergentes. O valor não é prever falência com precisão — é ranquear: Z'' caindo trimestre após trimestre é o filme que importa, não a foto.
a fundoZ'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4, onde X1 = capital de giro/ativo, X2 = lucros retidos/ativo, X3 = EBIT/ativo, X4 = patrimônio líquido/passivo exigível. Original de 1968 recalibrado (1995) para emergentes e não-indústrias. Limites: pressupõe estrutura de ativos não-financeira (não se aplica a bancos/seguradoras — alavancagem é o negócio deles), e empresas de software com pouco ativo fixo distorcem o X3 para cima. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.

Na PTCA3: O termômetro de insolvência marca 7.89 — zona segura (acima de 2,6).

Onde ela está na régua: zona segura (7,89)

7,89 → zona segura · faixas: zona de risco · zona cinzenta · zona segura

O que procurar: Acima de 2,6 — e ESTÁVEL. O filme (Z'' caindo trimestre após trimestre) importa mais que a foto.

Como analisar, passo a passo:
  1. Z'' abaixo de 1,1 = risco real de insolvência; investigue o vencimento da dívida.
  2. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras.

Altman Z'' — universo acompanhado (sem par direto)

TECN3 9.98 VIVA3 9.43 VULC3 9.25 LAVV3 8.99 INTB3 8.57 PLPL3 8.43 GRND3 8.39 SAUD3 8.34 KEPL3 8.29 PTCA3 7.89 CYRE3 7.84 VLID3 7.64

PTCA3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Piotroski F-Score: 4/9 — critério a critério

lucro positivo fco positivo roa crescente lucro com caixa alavancagem caindo liquidez subindo sem diluicao margem bruta subindo giro ativo subindo

A história em gráficos (2021–2025, CVM)

Faturamento vs Lucro — vende E ganha? receita lucro · R$ bi

0.4 0.3 0.2 0.1 0.0 0.2 0.0 2021 0.2 0.0 2022 0.3 0.0 2023 0.3 0.0 2024 0.4 0.0 2025

ROE ano a ano — consistência é qualidade

37% 28% 19% 9% 0% 31% 2021 23% 2022 37% 2023 32% 2024 20% 2025

Margem bruta vs líquida — onde o lucro escapa? bruta líquida · %

49% 37% 24% 12% 0% 45% 11% 2021 44% 7% 2022 47% 9% 2023 49% 10% 2024 47% 5% 2025

Caixa operacional vs Lucro — o lucro é de verdade? FCO lucro · R$ bi

0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 2021 0.0 0.0 2022 0.0 0.0 2023 0.0 0.0 2024 0.0 0.0 2025

Dívida bruta vs Caixa — quem ganha o cabo de guerra? dívida caixa · R$ bi

0.2 0.1 0.1 0.0 0.0 0.1 0.0 2021 0.1 0.0 2022 0.1 0.0 2023 0.1 0.1 2024 0.2 0.1 2025

Contra os pares

ROE 2025 — universo acompanhado

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%