Atalaiavigia fundamentalista · B3

SAUD3 Bradsaúde S.A. · outros acompanhando

Preço
R$ 13.40
+3.55% no dia
12 meses
+15.4%
mín R$ 10.51 · máx R$ 15.96
Dividend yield
4.1%
R$ 0.55/ação em 12m
Valor de mercado
R$ 7.3 bi
negocia R$ 60 mi/dia

conferido em fonte independente: MARGEM LIQUIDA · ROIC (o Fundamentus calcula por conta própria e os números batem)
leitura divergente: P L (Atalaia 12.538 vs Fundamentus 69.36) · P VP (Atalaia 5.6984 vs Fundamentus 27.36) · DY (Atalaia 0.0412 vs Fundamentus 0.008) · ROE (Atalaia 0.4545 vs Fundamentus 0.394) · EV EBITDA (Atalaia 8.3846 vs Fundamentus 48.71) — janelas e critérios diferem entre fontes; em divergência, a CVM prevalece.

Leituras integradas — os números conversando entre si

ROE vs Selic — vale o risco de ser sócio?

ROE de 45,4% contra Selic de 14,2%: rende bem ACIMA do juro sem risco — o risco de ser sócio está sendo pago.

Contra o Ibovespa — ganhou da maré?

Em 12 meses: ação 15,4% vs Ibovespa 22,9%. perdeu do Ibovespa — quem comprou o índice ganhou mais com menos risco. A tese precisa justificar a aposta específica.

DuPont — de onde vem o ROE

ROE 45,4% = margem 24,1% × giro 1.24 × alavancagem 1.5×. ROE alto vindo de margem e giro — qualidade saudável, sem truque de dívida.

Consistência do ROE — foto ou filme?

ROE entre 34,1% e 45,4% no período. Leitura: nunca saiu da faixa de qualidade nos últimos anos — máquina estável.

Qualidade do lucro — o caixa confirma?

Em 4 de 5 anos o caixa operacional cobriu o lucro. Em 2025: FCO R$ 0,6 bi vs lucro R$ 0,6 bi (1.0× o lucro em caixa). Leitura: o lucro contábil vira caixa de verdade — qualidade alta.

Crescimento — 5 anos

Receita cresceu 7,1% ao ano de 2021 a 2025; o lucro, 11,2% ao ano — lucro crescendo MAIS que a receita: ganho de eficiência.

Preço vs lucro — o mercado concorda com o balanço?

Em 12 meses a ação variou 15,4%; o último lucro anual variou 8,0%. preço e lucro na mesma direção — sem dissonância para explorar.

Dividendos — a renda é real?

Quem comprou hoje embolsa 4,1% ao ano em proventos (12 meses reais), distribuindo 113,7% do lucro (payout do fluxo de caixa CVM) — dividendo é coadjuvante aqui; a tese é crescimento, não renda.

Payout implícito — para onde vai o lucro?

Nos últimos 4 anos, ~92,0% do lucro saiu como provento (estimado pelo patrimônio que não cresceu). perfil distribuidor — bom para renda, menos combustível para crescer.

Dívida — posição de caixa

Caixa líquido: o caixa (R$ 0,3 bi) supera a dívida bruta. Balanço blindado — a empresa cresce sem depender de banco (e dorme tranquila com Selic alta).

Liquidez corrente

R$ 0.80 de ativo de curto prazo para cada R$ 1 de dívida de curto prazo: compromissos de curto prazo MAIORES que os recursos — sinal amarelo forte.

A leitura do analista (Atalaia)

A SAUD3 demonstra uma saúde financeira e operacional excepcionalmente robusta. Sua rentabilidade é notável, com um ROE de 45,4%, ROA de 29,9% e um impressionante ROIC de 51,6%. A eficiência é evidenciada pelas altas margens, como a margem líquida de 24,1% e a margem EBITDA de 34,6%, indicando forte capacidade de geração de valor. Em termos de alavancagem, a empresa apresenta uma solidez notável, possuindo uma dívida líquida negativa de R$ -0,29 bi e uma relação dívida líquida/EBITDA de -0,35×, o que a coloca em uma posição de caixa líquido. A qualidade do lucro é alta, com o fluxo de caixa operacional (R$ 0,59 bi) superando ligeiramente o lucro líquido (R$ 0,58 bi), resultando em um FCO sobre lucro de 1,01×. As principais forças residem nesta robusta rentabilidade, eficiência operacional e uma estrutura de capital com caixa líquido, validada por um F-Score de 8 e um Altman Z2 de 8.34. Contudo, uma fragilidade identificada é a liquidez corrente de 0,80×, indicando que os ativos de curto prazo são insuficientes para cobrir totalmente as obrigações de curto prazo. Embora a posição de caixa líquido geral da empresa possa mitigar parte dessa preocupação, este é um ponto de atenção. Outra fragilidade é o payout de 113,7%, que sugere uma distribuição de dividendos superior ao lucro gerado, o que pode levantar questões sobre a sustentabilidade a longo prazo da política de dividendos.

texto gerado por IA SOBRE os números validados acima — a IA nunca calcula nada.

Os fundamentos de 2025 (DFP oficial · toque no ícone de cada um)

P/L

12,54
12,54 → razoável · faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente

Pelo preço de hoje, você paga 12.5 anos do lucro atual da SAUD3 — o lucro 'rende' 8.0% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).

P/VP

5,70
5,70 → muito premium · faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium

Você paga R$ 5.70 por cada R$ 1 que a SAUD3 tem de patrimônio líquido no balanço.

Dividend Yield (12m)

4,1%
4,1% → moderado · faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie

R$ 10.000 em SAUD3 ao preço de hoje pagaram R$ 412 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.

Payout

113,7%
113,7% → acima do lucro · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

De cada R$ 100 de lucro, a SAUD3 mandou R$ 114 para o bolso dos acionistas e reteve R$ -14 para reinvestir.

ROE

45,4%
45,4% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na SAUD3, ela gerou R$ 45 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 45.4% ao ano dentro da empresa.

ROA

29,9%
29,9% → excepcional · faixas: fraco · mediano · bom · excepcional

A cada R$ 100 de TUDO que a SAUD3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 29.9 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

ROIC

51,6%
51,6% → máquina de capital · faixas: abaixo do custo de capital · mediano · criador de valor · máquina de capital

Cada R$ 100 de capital TOTAL investido na operação da SAUD3 (dos sócios + dos credores) rendeu R$ 51.6 depois dos impostos.

Margem líquida

24,1%
24,1% → gorda · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

De cada R$ 100 que entram de venda na SAUD3, sobram R$ 24.1 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Margem bruta

36,0%
36,0% → forte · faixas: apertada · normal · forte · poder de preço

O produto da SAUD3 custa para ela R$ 64 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 36 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.

Lucro líquido

R$ 0,58 bi

Lucro por ação

R$ 1,07

Cada ação da SAUD3 'carrega' R$ 1.07 do lucro do ano — 100 ações = R$ 107 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

R$ 2,35

Cada ação da SAUD3 corresponde a R$ 2.35 de patrimônio contábil da empresa.

Lucro vira caixa?

1,01×
1,01× → lucro vira caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Cada R$ 1 de lucro contábil da SAUD3 virou R$ 1.01 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Liquidez corrente

0,80×
0,80× → aperto · faixas: aperto · no limite · confortável · folga grande

Para cada R$ 1 de conta a pagar nos próximos 12 meses, a SAUD3 tem R$ 0.80 disponíveis ou a receber no mesmo prazo.

Alavancagem

1,52×
1,52× → conservadora · faixas: conservadora · moderada · alta · agressiva

A SAUD3 opera R$ 1.52 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Dívida líquida

R$ -0,29 bi

Dívida líq. / EBITDA

-0,35×
-0,35× → leve · faixas: leve · confortável · limite saudável · pesada

A SAUD3 tem MAIS caixa que dívida — compraria toda a própria dívida hoje e ainda sobraria troco.

EV/EBITDA

8,38×
8,38× → exigente · faixas: barato (ou problema) · razoável · exigente · muito caro

Comprar a SAUD3 inteira (mercado + dívidas) custa 8.4 anos da geração operacional de caixa atual.

Piotroski F-Score

8/9
8/9 → saudável e melhorando · faixas: alerta · mediano · saudável e melhorando

A SAUD3 passou em 8 das 9 perguntas de saúde do checklist de Piotroski.

Altman Z''

8,34
8,34 → zona segura · faixas: zona de risco · zona cinzenta · zona segura

O termômetro de insolvência marca 8.34 — zona segura (acima de 2,6).

P/L (preço ÷ lucro)

O que é:

essênciaPreço ÷ lucro por ação: quantos anos do lucro atual você paga pela ação. P/L 10 = dez anos de lucro pelo preço de hoje.
como um analista vêInvertido, o P/L vira o earnings yield (1 ÷ P/L): o lucro como "juro" sobre o preço, comparável direto com a Selic. P/L 10 = yield de 10%. Se a renda fixa paga 14,5% garantido e a ação "rende" 10% com risco, o preço precisa se justificar por crescimento. Cuidado: yield alto só vale se o lucro for real, recorrente e crescente — earnings yield de 30% quase sempre é o mercado dizendo "não acredito nesse lucro".
a fundoO P/L é cego à dívida (o EV/EBITDA corrige isso somando a dívida líquida ao preço) e cego ao ciclo (lucro de pico encolhe o P/L na pior hora — o "value trap cíclico"). Múltiplo nunca se lê sozinho: sempre contra o próprio histórico da empresa e contra os pares do MESMO setor — comparar P/L de banco com tech é erro de principiante. Lucro contábil também não é caixa: confira a qualidade do lucro (FCO ≥ lucro) antes de confiar no P/L.

Na SAUD3: Pelo preço de hoje, você paga 12.5 anos do lucro atual da SAUD3 — o lucro 'rende' 8.0% ao ano sobre o que você paga (compare com a Selic).

Onde ela está na régua: razoável (12,54)

12,54 → razoável · faixas: baixo — barato OU armadilha · razoável · exigente · muito exigente

O que procurar: P/L baixo COM lucro real, recorrente e crescente. P/L baixo com lucro derretendo é a armadilha clássica (o L cai e o P/L 'sobe' sozinho).

Como analisar, passo a passo:
  1. Inverta: 1÷P/L é o earnings yield — compare com a Selic; renda fixa paga garantido.
  2. Compare com o histórico DA empresa e com pares do MESMO setor.
  3. Confira a qualidade do lucro (FCO/lucro) antes de confiar no L do P/L.
  4. Cíclicas no pico de lucro mostram P/L baixíssimo na pior hora de comprar.

P/L — universo acompanhado (sem par direto)

SHUL3 34.47 WEGE3 29.72 EQTL3 27.77 VALE3 24.95 RADL3 21.89 TOTS3 17.86 ABEV3 16.17 RDOR3 15.81 CSMG3 15.18 EGIE3 14.98 CXSE3 13.73 UNIP3 13.61

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

P/VP (preço ÷ patrimônio)

O que é:

essênciaPreço ÷ patrimônio por ação: quantas vezes o patrimônio contábil você paga. 1 = paga exatamente o patrimônio; abaixo de 1 = paga menos que o "papel" diz que a empresa vale.
como um analista vêNUNCA leia o P/VP sozinho — leia-o contra o ROE; são duas metades da mesma frase. P/VP baixo grita "barato!" para o iniciante, e esse é um erro fatal: pagar 6x o patrimônio por algo que rende 69% ao ano pode ser mais barato que pagar 0,37x por algo que rende 5% — porque o primeiro patrimônio se multiplica rápido e o segundo fica parado. Preço baixo só é desconto se o que você compra for bom (a alma do Value + Quality).
a fundo"Barata e medíocre" é o clássico value trap: P/VP < 1 com ROE abaixo do custo de capital significa que o mercado espera que o patrimônio renda pouco — e o desconto é merecido. Em bancos e seguradoras o P/VP×ROE é A leitura central (o balanço é o negócio), com um atalho: P/VP justo ≈ (ROE − g) / (custo de capital − g). Patrimônio contábil também pode estar distorcido por intangíveis e reavaliações — vale checar do que ele é feito antes de confiar no múltiplo.

Na SAUD3: Você paga R$ 5.70 por cada R$ 1 que a SAUD3 tem de patrimônio líquido no balanço.

Onde ela está na régua: muito premium (5,70)

5,70 → muito premium · faixas: abaixo do patrimônio · moderado · premium · muito premium

O que procurar: NUNCA leia sozinho — sempre contra o ROE. Pagar caro por patrimônio que rende 25% pode ser melhor negócio que pagar barato por um que rende 5%.

Como analisar, passo a passo:
  1. Regra d'A Lente: P/VP e ROE são duas metades da mesma frase.
  2. P/VP < 1 com ROE fraco = desconto MERECIDO (value trap).
  3. Em bancos e seguradoras esta é A leitura central do valuation.

P/VP — universo acompanhado (sem par direto)

WEGE3 10.88 CURY3 7.42 SHUL3 6.64 SAUD3 5.70 CXSE3 4.35 RADL3 3.88 RDOR3 3.83 UNIP3 3.69 DIRR3 3.68 WHRL3 3.25 EGIE3 3.03 TOTS3 2.91

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Dividend Yield (proventos de 12 meses)

O que é:

essênciaQuanto a ação te pagou de proventos nos últimos 12 meses, em % do preço de hoje. DY de 6% = R$ 10.000 investidos pagaram R$ 600 no ano — sem vender nada.
como um analista vêO DY tem duas pernas: o quanto a empresa distribui (payout) e o preço que você paga. Por isso DY altíssimo merece desconfiança: às vezes não é a empresa pagando muito — é o preço desabando (o D fica, o Y "sobe"). Os proventos aqui são os REALMENTE pagos (Yahoo Finance, evento a evento), não promessa de projeção.
a fundoCompare sempre em três direções: (1) com a Selic — renda fixa paga sem risco, o dividendo precisa compensar o risco OU vir acompanhado de crescimento; (2) com o histórico da própria empresa — recorrência vale mais que pico (JCP extraordinário infla um ano e some no outro); (3) com o payout — DY de 8% pagando 120% do lucro é empréstimo do futuro. No Brasil, JCP tem tratamento tributário próprio; o valor que usamos é o caixa efetivamente distribuído.

Na SAUD3: R$ 10.000 em SAUD3 ao preço de hoje pagaram R$ 412 de proventos nos últimos 12 meses — dinheiro na conta, sem vender nenhuma ação.

Onde ela está na régua: moderado (4,1%)

4,1% → moderado · faixas: simbólico · moderado · gordo · desconfie

O que procurar: DY bom é o SUSTENTÁVEL: 4–8% pagos por lucro recorrente. DY de dois dígitos costuma ser evento único ou preço desabando — o yield 'sobe' porque o P caiu.

Como analisar, passo a passo:
  1. Confira o payout: DY alto com payout acima de 100% não se repete.
  2. Veja o histórico de proventos ano a ano — recorrência vale mais que pico.
  3. Compare com a Selic: renda fixa paga sem risco; o dividendo precisa compensar o risco OU vir com crescimento.
  4. Empresa que precisa investir muito e paga DY alto pode estar sacrificando o futuro.

Dividend Yield (12m) — universo acompanhado (sem par direto)

GRND3 39.4% VULC3 32.9% LAVV3 23.9% MDNE3 17.3% POMO3 16.5% DIRR3 16.3% UNIP3 15.5% CEBR3 14.9% AZZA3 14.1% FIQE3 13.3% CURY3 13.1% CYRE3 12.5%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Payout (% do lucro distribuído)

O que é:

essênciaDe cada R$ 100 de lucro, quantos a empresa manda para o bolso dos sócios e quantos ela guarda para crescer. Payout de 40% = R$ 40 distribuídos, R$ 60 reinvestidos.
como um analista vêNão existe payout "certo" — existe payout COERENTE com a fase da empresa. Madura e sem onde investir? Distribua (60–80% é honesto). Crescendo com retorno alto? Retenha — cada real retido a 20% de ROIC vale mais no bolso do FUTURO. O pecado é a incoerência: prometer crescimento E pagar tudo.
a fundoO payout do Atalaia vem do FLUXO DE CAIXA da CVM (dividendos + JCP efetivamente pagos no DFC, grupo 6.03), não do anúncio. Payout acima de 100% recorrente é matematicamente insustentável: ou vem de reserva, ou de dívida, ou de venda de ativo. Cruze com o ROIC: payout baixo só é virtude se o reinvestimento render acima do custo de capital — senão é dinheiro preso rendendo pouco (a "armadilha do império").

Na SAUD3: De cada R$ 100 de lucro, a SAUD3 mandou R$ 114 para o bolso dos acionistas e reteve R$ -14 para reinvestir.

Onde ela está na régua: acima do lucro (113,7%)

113,7% → acima do lucro · faixas: retém quase tudo · equilibrado · distribuidor · acima do lucro

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

114% 85% 57% 28% 0% 69% 2021 38% 2022 72% 2023 101% 2024 114% 2025

O que procurar: Depende da fase: empresa madura distribui mais (50–80%); a que cresce retém — e isso é ÓTIMO se o ROIC for alto. Payout recorrente acima de 100% é insustentável por definição.

Como analisar, passo a passo:
  1. Payout baixo + ROIC alto = o lucro retido vira mais valor (juros compostos internos).
  2. Payout alto + crescimento alto não cabem juntos por muito tempo.
  3. Este payout vem do CAIXA (DFC da CVM): dividendos + JCP efetivamente pagos no ano.

Payout — universo acompanhado (sem par direto)

EQTL3 320.1% UNIP3 270.1% CEBR3 214.2% DIRR3 198.1% WHRL3 171.0% REDE3 155.0% VALE3 144.6% RDOR3 140.0% CURY3 138.6% ABEV3 132.0% POMO3 115.1% ITSA3 114.7%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROE

O que é:

essênciaLucro ÷ patrimônio: de cada R$ 100 que os donos têm na empresa, quanto ela gera de lucro por ano? ROE de 20% = R$ 20. Régua d'A Lente: acima de 15% consistente = qualidade; acima de 20% sustentado = elite.
como um analista vêO ROE responde "esta empresa é uma boa máquina de transformar dinheiro em mais dinheiro?". Mas atenção a duas leituras: (1) um ano isolado não diz nada — qualidade é ROE alto CONSISTENTE; (2) nunca leia o ROE sozinho: compare-o com o P/VP (quanto você paga por esse patrimônio) e com a Selic (o retorno sem risco — se a empresa rende menos que o título público, por que correr o risco?).
a fundoA fórmula DuPont abre o ROE em três alavancas: margem líquida × giro do ativo × alavancagem (Ativo/PL). Três jeitos de ter ROE alto: cobrar caro (margem), girar rápido (giro) ou usar dívida (alavancagem). ROE alto por margem e giro = qualidade saudável; ROE alto só por alavancagem = risco disfarçado — é assim que empresa medíocre finge qualidade. Por isso o ROIC ("o ROE sem maquiagem") é o teste de confirmação: ele inclui a dívida no denominador e não dá para trapacear. Em bancos e seguradoras, compare o ROE com o custo do capital próprio, não com ROIC.

Na SAUD3: Na prática: a cada R$ 100 que os sócios têm na SAUD3, ela gerou R$ 45 de lucro no ano. É o seu dinheiro trabalhando a 45.4% ao ano dentro da empresa.

Onde ela está na régua: elite (45,4%)

45,4% → elite · faixas: fraco · mediano · qualidade · elite

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

45% 34% 23% 11% 0% 34% 2021 38% 2022 37% 2023 44% 2024 45% 2025

O que procurar: ROE acima de 15% SUSTENTADO por vários anos — um ano isolado não diz nada. Acima de 20% mantido = elite.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja a SÉRIE de 5 anos, não a foto: consistência vale mais que pico.
  2. Compare com a Selic: render menos que o título público é destruir valor.
  3. Abra na DuPont: o ROE vem de margem e giro (saudável) ou de dívida (frágil)?
  4. Confirme no ROIC: ROE alto com ROIC baixo = retorno fabricado com alavancagem.
  5. Compare só com pares do MESMO setor.

ROE — universo acompanhado (sem par direto)

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROA (retorno sobre o ativo)

O que é:

essênciaLucro ÷ TUDO que a empresa controla (fábricas, estoques, caixa). Mostra o retorno da operação inteira, sem o efeito turbinador da dívida.
como um analista vêÉ o irmão honesto do ROE: se o ROE é alto mas o ROA é baixo, a diferença é dívida trabalhando — retorno emprestado. ROA alto E ROE alto juntos é o selo das máquinas de verdade.
a fundoROA = margem líquida × giro do ativo (DuPont sem a alavancagem). Setores intensivos em capital (mineração, utilities, locadoras) têm ROA estruturalmente menor — compare dentro do setor. ROA caindo com ativo crescendo = capex ainda sem retorno: pergunte QUANDO ele vira.

Na SAUD3: A cada R$ 100 de TUDO que a SAUD3 controla (fábricas, estoque, caixa...), saíram R$ 29.9 de lucro — sem contar o empurrão da dívida.

Onde ela está na régua: excepcional (29,9%)

29,9% → excepcional · faixas: fraco · mediano · bom · excepcional

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

30% 22% 15% 7% 0% 20% 2021 22% 2022 24% 2023 25% 2024 30% 2025

O que procurar: ROA estável e acima dos pares do setor. Ele mostra o retorno sobre TUDO que a empresa controla — sem o efeito da dívida.

Como analisar, passo a passo:
  1. Compare ROA com ROE: distância grande entre os dois = muita alavancagem no meio.
  2. Setores pesados em ativo (mineração, utilities) têm ROA naturalmente menor.
  3. ROA caindo com ativo crescendo = a empresa está investindo sem retorno (ainda?).

ROA — universo acompanhado (sem par direto)

VULC3 30.0% SAUD3 29.9% CXSE3 29.1% CURY3 17.3% WEGE3 15.0% ITSA3 14.8% GRND3 14.3% CEBR3 13.7% VIVA3 13.1% POMO3 12.6% ABEV3 10.7% KEPL3 10.3%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

ROIC (retorno sobre o capital investido)

O que é:

essênciaRetorno sobre TODO o capital (dos donos + dos credores). É "o ROE sem maquiagem": como inclui a dívida no denominador, não dá para inflar com alavancagem.
como um analista vêA régua mais importante d'A Lente: ROIC tem que superar o custo do capital. Com a Selic a ~14,5%, uma empresa com ROIC abaixo de ~14% está, na prática, destruindo valor — emprega capital e gera menos do que ele renderia parado num título público. ROE alto com ROIC baixo (ou negativo) é sinal clássico de retorno fabricado com dívida.
a fundoROIC = lucro operacional após impostos (NOPAT) ÷ capital investido (patrimônio + dívida). A diferença ROIC − custo de capital (WACC) é o "spread" de criação de valor; o valor criado de fato é o spread vezes o capital empregado — empresa pequena com spread enorme pode criar menos valor que gigante com spread modesto. Na Magic Formula de Greenblatt, o ROIC usa só capital de giro líquido + imobilizado líquido no denominador (capital "tangível" da operação). Não se aplica a bancos/seguradoras: o balanço financeiro não separa capital operacional de "estoque".

Na SAUD3: Cada R$ 100 de capital TOTAL investido na operação da SAUD3 (dos sócios + dos credores) rendeu R$ 51.6 depois dos impostos.

Onde ela está na régua: máquina de capital (51,6%)

51,6% → máquina de capital · faixas: abaixo do custo de capital · mediano · criador de valor · máquina de capital

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

53% 40% 27% 13% 0% 43% 2021 40% 2022 42% 2023 53% 2024 52% 2025

O que procurar: ROIC consistentemente acima do custo de capital (no Brasil, pense Selic + prêmio). É O número do reinvestimento: diz quanto rende cada real que a empresa retém.

Como analisar, passo a passo:
  1. Compare ROIC com ROE: ROE alto + ROIC baixo = retorno fabricado com dívida.
  2. ROIC usa NOPAT (EBIT − impostos) sobre PL + dívida líquida — independe da estrutura de capital.
  3. Empresa de ROIC alto que retém lucro (payout baixo) é a combinação que compõe riqueza.

ROIC — universo acompanhado (sem par direto)

CURY3 78.5% WHRL3 55.1% SAUD3 51.6% WEGE3 35.8% PLPL3 33.9% CEBR3 30.8% RDOR3 26.1% DIRR3 25.7% JHSF3 22.3% ABEV3 21.8% RADL3 17.0% POMO3 16.8%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Margem líquida

O que é:

essênciaLucro líquido ÷ receita: de cada R$ 100 vendidos, quanto vira lucro no fim da linha, depois de todos os custos, juros e impostos.
como um analista vêMargem é uma das três alavancas do ROE (DuPont) e o termômetro do poder de preço: empresa com "fosso" defende a margem mesmo quando os custos sobem. Compare sempre dentro do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software vive de margem gorda e giro baixo. Margem caindo ano após ano é sintoma de competição comendo o fosso.
a fundoDecomponha a queda: margem bruta caindo = problema de custo/preço do produto; margem operacional caindo com bruta estável = despesas crescendo; margem líquida caindo sozinha = juros ou impostos. Em setores financeiros a "receita" tem outra natureza (intermediação/prêmios), então a margem líquida tradicional perde o sentido de comparação — use ROE e índices próprios do setor. E margem alta com FCO fraco é alerta de lucro contábil sem caixa.

Na SAUD3: De cada R$ 100 que entram de venda na SAUD3, sobram R$ 24.1 limpos no fim da linha, depois de TODOS os custos, juros e impostos.

Onde ela está na régua: gorda (24,1%)

24,1% → gorda · faixas: apertada · normal · saudável · gorda

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

24% 18% 12% 6% 0% 21% 2021 24% 2022 24% 2023 24% 2024 24% 2025

O que procurar: Margem ESTÁVEL ou subindo ao longo dos anos. O nível 'certo' depende do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software, de margem gorda.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe a tendência de 5 anos: margem derretendo = competição comendo o fosso.
  2. Compare com os pares do setor (nunca entre setores).
  3. Margem alta com caixa operacional fraco = lucro contábil suspeito.
  4. Em bancos/seguradoras a margem tradicional perde sentido — use ROE.

Margem líquida — universo acompanhado (sem par direto)

ITSA3 199.9% JHSF3 54.4% MULT3 41.7% CEBR3 36.4% TAEE3 34.2% VULC3 32.7% GRND3 25.0% SAUD3 24.1% LAVV3 23.5% PETR3 22.1% CYRE3 21.3% VIVA3 20.5%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Margem bruta

O que é:

essênciaO que sobra de cada venda depois do custo direto do produto. Vendeu por R$ 100 algo que custou R$ 60 = margem bruta de 40%.
como um analista vêÉ a impressão digital do FOSSO: empresa com marca forte ou produto único cobra caro sem perder cliente — margem bruta alta e estável. Quando a margem bruta derrete ano após ano, a competição está vencendo.
a fundoLeia em par com a margem líquida: bruta alta + líquida baixa = o problema está nas despesas (vendas, admin, juros), não no produto. Bruta caindo com receita subindo = comprando crescimento com desconto — clássico de guerra de preço. Não compare entre setores.

Na SAUD3: O produto da SAUD3 custa para ela R$ 64 e é vendido por R$ 100 — sobram R$ 36 brutos para pagar o resto da operação e ainda lucrar.

Onde ela está na régua: forte (36,0%)

36,0% → forte · faixas: apertada · normal · forte · poder de preço

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

61% 46% 31% 15% 0% 60% 2021 61% 2022 31% 2023 34% 2024 36% 2025

O que procurar: Margem bruta ALTA E ESTÁVEL = a empresa cobra caro e ninguém a obriga a baixar o preço. É a impressão digital do fosso.

Como analisar, passo a passo:
  1. Tendência primeiro: margem bruta derretendo = competição vencendo.
  2. Compare apenas dentro do setor — supermercado e software vivem em planetas diferentes.
  3. Margem bruta alta com margem líquida baixa = o problema está nas despesas, não no produto.

Margem bruta — universo acompanhado (sem par direto)

MULT3 82.0% TOTS3 70.3% VIVA3 69.6% JHSF3 63.4% MILS3 62.7% WIZC3 61.3% TAEE3 55.1% AZZA3 55.0% TECN3 54.7% FIQE3 51.7% ABEV3 51.4% BMEB3 48.1%

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Lucro por ação

O que é:

essênciaLucro líquido do ano ÷ número de ações: a sua fatia do lucro, por ação que você possui.
como um analista vêÉ o denominador do P/L e o número que liga o lucro da empresa ao SEU investimento: 100 ações × LPA de R$ 5 = R$ 500 do lucro do ano "são seus" (parte vem como dividendo, parte fica reinvestida na empresa). LPA crescendo ao longo dos anos é o motor de longo prazo do preço.
a fundoAcompanhe o LPA junto com o número de ações: emissões diluem (lucro igual ÷ mais ações = LPA menor) e recompras concentram. Crescimento de LPA via recompra tem teto; via lucro, não. Use o número de ações ex-tesouraria e atenção a eventos societários (desdobramento, bonificação) que mudam o LPA sem mudar nada de real — por isso compara-se o LPA ajustado.

Na SAUD3: Cada ação da SAUD3 'carrega' R$ 1.07 do lucro do ano — 100 ações = R$ 107 do lucro são seus (parte vem como provento).

Patrimônio por ação

O que é:

essênciaPatrimônio líquido ÷ número de ações: quanto do "papel" da empresa (o que ela tem menos o que ela deve) corresponde a cada ação.
como um analista vêÉ a régua contábil contra a qual o preço é comparado (preço ÷ VPA = P/VP). VPA crescendo ano após ano significa que a empresa retém lucro e o patrimônio dos sócios engorda — o efeito juros compostos dentro do balanço. VPA estagnado com lucro alto = empresa distribui quase tudo.
a fundoO VPA é valor CONTÁBIL, não de mercado: imóveis a custo histórico, intangíveis de aquisições e provisões podem distorcê-lo nos dois sentidos. Em bancos/seguradoras ele é mais "verdadeiro" (ativos financeiros marcados a mercado), por isso o P/VP×ROE é a leitura central do setor. Crescimento sustentável do VPA ≈ ROE × (1 − payout) — a taxa a que o patrimônio se multiplica sozinho.

Na SAUD3: Cada ação da SAUD3 corresponde a R$ 2.35 de patrimônio contábil da empresa.

Caixa operacional / lucro

O que é:

essênciaO lucro do papel virou dinheiro no caixa? Caixa operacional ÷ lucro acima de 1 = cada real de lucro contábil entrou de verdade.
como um analista vêLucro é OPINIÃO contábil (estimativas, provisões, regime de competência); caixa é FATO. Lucro bonito com caixa fraco por anos seguidos é o padrão clássico que antecede sustos — receita que não vira recebimento.
a fundoRazão <0,7 por 2-3 anos: investigue contas a receber inchando e estoques girando devagar (capital de giro comendo o caixa). Razão >>1 crônica: depreciação alta (capex pesado no passado) ou lucro deprimido. É o critério 4 do F-Score e o coração do módulo de leitura crítica d'A Lente.

Na SAUD3: Cada R$ 1 de lucro contábil da SAUD3 virou R$ 1.01 de dinheiro de verdade no caixa operacional.

Onde ela está na régua: lucro vira caixa (1,01×)

1,01× → lucro vira caixa · faixas: lucro sem caixa · quase lá · lucro vira caixa

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

2.3× 1.7× 1.1× 0.6× 0.0× 2.3× 2021 1.5× 2022 0.8× 2023 1.1× 2024 1.0× 2025

O que procurar: Acima de 1,0 na maioria dos anos: cada real de lucro contábil entrou de verdade no caixa. Lucro sem caixa é promessa.

Como analisar, passo a passo:
  1. Olhe vários anos: um ano isolado abaixo de 1 pode ser capital de giro; três seguidos é padrão.
  2. Razão muito acima de 1 por anos = depreciação alta ou lucro deprimido — entenda o porquê.
  3. É o critério nº 4 do F-Score (qualidade do lucro) em forma de número contínuo.

Lucro vira caixa? — universo acompanhado (sem par direto)

BBAS3 11.63 ECOR3 5.43 VALE3 3.53 PASS3 3.40 REDE3 2.98 FIQE3 2.65 WIZC3 2.58 EQTL3 2.37 UNIP3 2.27 UGPA3 2.22 RANI3 2.08 JHSF3 1.93

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Liquidez corrente

O que é:

essênciaO que a empresa tem para receber/usar nos próximos 12 meses dividido pelo que ela deve no mesmo prazo. Abaixo de 1 = as contas do ano superam os recursos do ano.
como um analista vêÉ o teste do "sobrevive ao aperto?": empresa boa com liquidez ruim pode quebrar no curto prazo antes de o lucro chegar. Acima de 1,5 há folga; muito acima de 3 pode ser caixa preguiçoso parado.
a fundoLiquidez é foto — combine com o filme: cronograma de vencimento da dívida e geração de caixa. O critério 6 do F-Score premia liquidez SUBINDO ano contra ano. Em bancos não se aplica (captar e emprestar é o negócio).

Na SAUD3: Para cada R$ 1 de conta a pagar nos próximos 12 meses, a SAUD3 tem R$ 0.80 disponíveis ou a receber no mesmo prazo.

Onde ela está na régua: aperto (0,80×)

0,80× → aperto · faixas: aperto · no limite · confortável · folga grande

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

1.0× 0.7× 0.5× 0.2× 0.0× 1.0× 2021 0.7× 2022 0.8× 2023 0.6× 2024 0.8× 2025

O que procurar: Acima de 1,5: a empresa paga as contas dos próximos 12 meses sem depender de rolar dívida na hora errada.

Como analisar, passo a passo:
  1. Abaixo de 1,0 acende alerta: os compromissos de curto prazo superam os recursos.
  2. Folga ENORME também conta história: caixa parado rende pouco — por que não investem?
  3. Combine com o cronograma da dívida: liquidez ok + parede de vencimento = risco escondido.

Liquidez corrente — universo acompanhado (sem par direto)

CEBR3 6.68 LAVV3 4.46 CYRE3 3.84 DIRR3 3.78 TECN3 3.69 VIVA3 3.63 VULC3 3.27 GGPS3 2.98 RDOR3 2.79 RANI3 2.77 SHUL3 2.60 VLID3 2.42

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Alavancagem (ativo / patrimônio)

O que é:

essênciaQuantos reais de ativos a empresa opera para cada real dos sócios. 3× significa: R$ 1 é dos donos, R$ 2 vêm de terceiros (dívida, fornecedores).
como um analista vêÉ a terceira alavanca da DuPont — e a perigosa: ela multiplica o ROE na subida E a perda na descida. ROE alto com alavancagem alta é retorno alugado; ROE alto com alavancagem baixa é qualidade.
a fundoCompare com a história da própria empresa: alavancagem subindo rápido = mudança de apetite de risco (e em juro alto, custo subindo junto). Capital intensivo (locadoras, utilities) vive alavancado por desenho — o que importa é o spread ROIC − custo da dívida. Bancos ficam fora.

Na SAUD3: A SAUD3 opera R$ 1.52 de ativos para cada R$ 1 de capital próprio — o resto é financiado por terceiros.

Onde ela está na régua: conservadora (1,52×)

1,52× → conservadora · faixas: conservadora · moderada · alta · agressiva

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

1.7× 1.3× 0.9× 0.4× 0.0× 1.7× 2021 1.7× 2022 1.6× 2023 1.7× 2024 1.5× 2025

O que procurar: Quanto menor, mais o negócio se sustenta com capital próprio. Alavancagem alta multiplica o ROE — e também o tombo.

Como analisar, passo a passo:
  1. É a 3ª alavanca da DuPont: ROE alto com alavancagem alta = retorno emprestado.
  2. Compare com a história da própria empresa: subir rápido = apetite de risco mudou.
  3. Bancos não entram nessa régua (alavancagem É o modelo de negócio).

Alavancagem — universo acompanhado (sem par direto)

PINE3 22.08 BMEB3 15.51 ITUB3 14.99 BBDC4 13.06 BBAS3 12.98 ECOR3 8.51 DIRR3 6.90 WHRL3 5.69 RDOR3 5.51 REDE3 5.32 PASS3 4.48 EGIE3 4.34

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Dívida líquida

O que é:

essênciaDívida total menos o caixa. Se o caixa é maior que a dívida, a empresa é "caixa líquido" — poderia quitar tudo amanhã e ainda sobrar dinheiro.
como um analista vêO número absoluto assusta à toa: R$ 10 bi de dívida podem ser leves ou fatais — depende do lucro que paga. Por isso lê-se dívida líquida ÷ geração operacional (EBIT/EBITDA): até ~1,5× é leve; acima de 3× é peso.
a fundoOlhe também o PERFIL: prazo (parede de vencimento?), moeda (dólar sem hedge?) e custo (CDI+quanto?). Em juro de 14%, dívida cara transfere o lucro do acionista para o credor. Caixa líquido em cíclicas (Cury) é colete salva-vidas para o inverno do setor.

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

0.0 -0.1 -0.2 -0.3 -0.4 -0.3 2021 -0.2 2022 -0.4 2023 -0.4 2024 -0.3 2025

Dívida líquida / EBITDA

O que é:

essênciaQuantos anos de geração de caixa operacional a empresa levaria para quitar a dívida (descontado o caixa que já tem). 2× = dois anos. Abaixo de zero = tem MAIS caixa que dívida.
como um analista vêÉ a régua que os PRÓPRIOS credores usam: contratos de dívida (covenants) costumam exigir "máximo 3×". Até 2× dorme-se em paz; entre 2× e 3× exige plano; acima de 3× a empresa trabalha primeiro para o banco e depois para o acionista — especialmente com Selic alta.
a fundoLeia junto com TRÊS vizinhos: o custo da dívida (2× a CDI+2% ≠ 2× a CDI+8%), o cronograma de vencimentos (2× vencendo em 10 anos ≠ 2× vencendo no ano que vem) e a estabilidade do EBITDA (utility aguenta 3×; cíclica a 3× no PICO do ciclo está a um inverno da crise). Trajetória importa: desalavancagem em curso costuma reavaliar a ação antes do lucro aparecer.

Na SAUD3: A SAUD3 tem MAIS caixa que dívida — compraria toda a própria dívida hoje e ainda sobraria troco.

Onde ela está na régua: leve (-0,35×)

-0,35× → leve · faixas: leve · confortável · limite saudável · pesada

Como evoluiu na SAUD3:

últimos anos

0.0× -0.1× -0.3× -0.4× -0.6× -0.6× 2021 -0.4× 2022 -0.5× 2023 -0.5× 2024 -0.4× 2025

O que procurar: Abaixo de 2× dorme-se em paz; acima de 3× a empresa trabalha para o banco — especialmente com Selic alta. Negativa = caixa líquido (mais caixa que dívida).

Como analisar, passo a passo:
  1. É a métrica que os PRÓPRIOS credores usam em covenants de dívida.
  2. Combine com o custo da dívida: 2× a CDI+2% é diferente de 2× a CDI+8%.
  3. Veja a trajetória: desalavancagem em curso muda a tese.

Dívida líq. / EBITDA — universo acompanhado (sem par direto)

EQTL3 4.04 ECOR3 3.83 TAEE3 3.66 REDE3 3.43 EGIE3 3.30 TTEN3 2.93 CLSC3 2.55 PASS3 2.48 UGPA3 2.39 MULT3 2.33 CSMG3 2.29 UNIP3 2.21

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

EV/EBITDA

O que é:

essênciaQuanto custaria comprar a empresa INTEIRA (ações + dívidas), medido em anos de geração operacional de caixa. EV/EBITDA de 6 = seis anos de operação pagam a compra.
como um analista vêÉ o múltiplo favorito de quem compra empresas de verdade (fundos, aquisições), porque corrige a miopia do P/L: duas empresas com o mesmo P/L podem ter dívidas completamente diferentes — e dívida vai junto na compra. EV = valor de mercado + dívida líquida; EBITDA = lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
a fundoO EBITDA do Atalaia é reconstruído de fonte primária: EBIT da DRE + D&A do DFC (CVM). Cuidado clássico: EBITDA ignora a depreciação, mas em negócio pesado em capital (mineração, telecom, ferrovia) a depreciação é custo REAL futuro (o trilho gasta). Nesses setores, EV/EBITDA baixo pode ser ilusão de ótica — confirme com fluxo de caixa livre. Não se aplica a bancos: captação é matéria-prima, não dívida.

Na SAUD3: Comprar a SAUD3 inteira (mercado + dívidas) custa 8.4 anos da geração operacional de caixa atual.

Onde ela está na régua: exigente (8,38×)

8,38× → exigente · faixas: barato (ou problema) · razoável · exigente · muito caro

O que procurar: Entre 4 e 8 para negócios maduros. O EV soma a dívida ao preço — é quanto custaria comprar a empresa INTEIRA, dívidas incluídas.

Como analisar, passo a passo:
  1. Melhor que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
  2. EBITDA ignora depreciação: em negócio pesado em capital (ferrovias, telecom), desconfie do 'lucro' do EBITDA.
  3. Compare com pares do setor e com o histórico da própria empresa.

EV/EBITDA — universo acompanhado (sem par direto)

SHUL3 30.11 WEGE3 20.75 TTEN3 13.51 TOTS3 10.91 CSMG3 9.57 MULT3 9.17 TAEE3 8.42 SAUD3 8.38 EGIE3 8.35 EQTL3 8.32 VALE3 8.25 UNIP3 8.22

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Piotroski F-Score

O que é:

essênciaNota de 0 a 9 que mede a SAÚDE da empresa em nove perguntas de sim/não: está lucrando? gerando caixa? melhorando ano contra ano? 7+ = saudável e melhorando; 3 ou menos = acende alerta.
como um analista vêOs 9 critérios em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, caixa operacional positivo, ROA crescendo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida longa caindo, liquidez corrente subindo, sem emitir ações novas) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Cada "sim" vale 1 ponto. O espírito: separar a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
a fundoNo estudo original (2000), Piotroski aplicou o score ao universo de empresas baratas (alto book-to-market) e mostrou que comprar as de score alto e evitar as de score baixo melhorava o retorno em ~7,5 p.p./ano — o score funciona como filtro de value trap, não como ranking de qualidade absoluta. Limites: critérios de liquidez e margem não fazem sentido para balanço de banco/seguradora (o Atalaia mostra "não aplicável" nesses casos), e o sinal "sem diluição" pune captações que podem ser legítimas em empresas de crescimento.

Na SAUD3: A SAUD3 passou em 8 das 9 perguntas de saúde do checklist de Piotroski.

Onde ela está na régua: saudável e melhorando (8/9)

8/9 → saudável e melhorando · faixas: alerta · mediano · saudável e melhorando

O que procurar: 7 ou mais. O score separa a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.

Como analisar, passo a passo:
  1. Veja QUAIS critérios falharam — o detalhe importa mais que a nota.
  2. Critérios de caixa (FCO > lucro) valem ouro: lucro sem caixa é promessa.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras (balanço financeiro é outro bicho).

Piotroski F-Score — universo acompanhado (sem par direto)

AZZA3 8.00 SAUD3 8.00 TECN3 8.00 TOTS3 7.00 PETR3 7.00 JHSF3 7.00 MILS3 7.00 FIQE3 7.00 GMAT3 7.00 VALE3 6.00 VIVA3 6.00 POMO3 6.00

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Altman Z''

O que é:

essênciaTermômetro de risco de quebrar: combina quatro medidas do balanço numa nota só. Acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta; abaixo de 1,1 = zona de risco.
como um analista vêAs quatro medidas (todas sobre o ativo total ou o passivo): capital de giro (folga de curto prazo), lucros retidos (histórico de lucro acumulado), EBIT (capacidade de gerar resultado) e patrimônio sobre dívida (colchão dos sócios). A versão Z'' usada aqui é a variante para mercados emergentes. O valor não é prever falência com precisão — é ranquear: Z'' caindo trimestre após trimestre é o filme que importa, não a foto.
a fundoZ'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4, onde X1 = capital de giro/ativo, X2 = lucros retidos/ativo, X3 = EBIT/ativo, X4 = patrimônio líquido/passivo exigível. Original de 1968 recalibrado (1995) para emergentes e não-indústrias. Limites: pressupõe estrutura de ativos não-financeira (não se aplica a bancos/seguradoras — alavancagem é o negócio deles), e empresas de software com pouco ativo fixo distorcem o X3 para cima. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.

Na SAUD3: O termômetro de insolvência marca 8.34 — zona segura (acima de 2,6).

Onde ela está na régua: zona segura (8,34)

8,34 → zona segura · faixas: zona de risco · zona cinzenta · zona segura

O que procurar: Acima de 2,6 — e ESTÁVEL. O filme (Z'' caindo trimestre após trimestre) importa mais que a foto.

Como analisar, passo a passo:
  1. Z'' abaixo de 1,1 = risco real de insolvência; investigue o vencimento da dívida.
  2. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.
  3. Não se aplica a bancos/seguradoras.

Altman Z'' — universo acompanhado (sem par direto)

TECN3 9.98 VIVA3 9.43 VULC3 9.25 LAVV3 8.99 INTB3 8.57 PLPL3 8.43 GRND3 8.39 SAUD3 8.34 KEPL3 8.29 PTCA3 7.89 CYRE3 7.84 VLID3 7.64

SAUD3 não tem par de outros no universo — leia a comparação com sal: setores diferentes, réguas diferentes.

Piotroski F-Score: 8/9 — critério a critério

lucro positivo fco positivo roa crescente lucro com caixa alavancagem caindo liquidez subindo sem diluicao margem bruta subindo giro ativo subindo

O preço (Yahoo Finance)

Cotação SAUD3 12 meses · fechamentos diários

15.96 14.20 12.45 10.69 13.40 início 11.61 agora 13.40

Cinco anos 2021–2026 · +13% no período

15.25 12.93 10.60 8.28 13.40 início 11.82 agora 13.40

Contra o Ibovespa 12 meses, base 100 SAUD3 IBOV

145 127 110 92 123 115 base 100 = 12 meses atrás

Proventos pagos por ação, ano a ano

R$ 1.45 R$ 1.08 R$ 0.72 R$ 0.36 R$ 0.00 R$ 0.04 2021 R$ 0.30 2022 R$ 0.37 2023 R$ 1.45 2024 R$ 0.81 2025

A história em gráficos (2021–2025, CVM)

Faturamento vs Lucro — vende E ganha? receita lucro · R$ bi

2.4 1.8 1.2 0.6 0.0 1.8 0.4 2021 1.9 0.5 2022 2.1 0.5 2023 2.3 0.5 2024 2.4 0.6 2025

ROE ano a ano — consistência é qualidade

45% 34% 23% 11% 0% 34% 2021 38% 2022 37% 2023 44% 2024 45% 2025

Margem bruta vs líquida — onde o lucro escapa? bruta líquida · %

61% 46% 31% 15% 0% 60% 21% 2021 61% 24% 2022 31% 24% 2023 34% 24% 2024 36% 24% 2025

Caixa operacional vs Lucro — o lucro é de verdade? FCO lucro · R$ bi

0.9 0.6 0.4 0.2 0.0 0.9 0.4 2021 0.7 0.5 2022 0.4 0.5 2023 0.6 0.5 2024 0.6 0.6 2025

Dívida bruta vs Caixa — quem ganha o cabo de guerra? dívida caixa · R$ bi

0.4 0.3 0.2 0.1 0.0 0.0 0.3 2021 0.0 0.2 2022 0.0 0.4 2023 0.0 0.4 2024 0.0 0.3 2025

Contra os pares

ROE 2025 — universo acompanhado

CURY3 70.6% VULC3 48.0% SAUD3 45.4% DIRR3 41.2% WEGE3 36.6% PLPL3 35.4% POMO3 31.9% CXSE3 31.7% PINE3 30.7% WIZC3 28.8% JHSF3 28.1% MDNE3 27.7%