Atalaiavigia fundamentalista · B3
Curso · A Lente

Análise fundamentalista, com a sua carteira

Do "o que é uma ação?" até montar e defender uma carteira. 25 aulas em 5 fases, cada conceito com a Biblioteca em três profundidades — e o Modo Tutor aplicando o método aos números reais das suas posições.

25
aulas
5
fases
~64
min de leitura
11
conceitos
0 de 25 aulas concluídas continuar ›
Sua carteira pediu atenção. Tese(s) fora de "ok": BBAS3 (Inadimplência da carteira agro permanece controlada). As aulas marcadas foco da sua carteira são as que você mais precisa entender agora.
1

Fundamentos

O terreno: o que é uma ação, de onde vem o lucro e a mentalidade que separa investidor de apostador.

5 aulas · ~14 min
01 3 min
Antes de começar: como usar este curso

Este é um curso de análise fundamentalista — a arte de avaliar uma empresa pelo **negócio que ela é**, não pelo gráfico que ela faz. No fim, você vai conseguir abrir o balanço…

02 3 min
Empresa, ação e lucro — do zero

Esqueça os gráficos piscando. No fundo, o jogo é simples: existe um negócio que vende algo, paga seus custos, e o que sobra pertence aos donos — na proporção exata do que cada…

03 3 min
As três demonstrações financeiras

Toda companhia aberta publica, a cada trimestre, três relatórios na CVM. Quase **todo indicador que existe** nasce de um deles. Entender os três é entender de onde vem cada…

04 3 min
A mentalidade (e o motor: juros compostos)

Ferramenta sem base de pensamento é arma apontada para o próprio pé. Quem perde dinheiro na bolsa raramente perde por falta de fórmula — perde por falta de **temperamento**.…

05 2 min
As 4 perguntas do analista

Toda análise — por mais complexa que pareça — cabe em **quatro perguntas, nesta ordem**. Decore a ordem: ela é o roteiro de todos os módulos seguintes e o esqueleto do Modo…

2

Rentabilidade e qualidade

A empresa é uma boa máquina de transformar capital em lucro? E aguenta o tranco sem quebrar?

4 aulas · ~13 min
06 3 min
O fosso: por que o lucro sobrevive

Um bom negócio ganha muito sobre o capital — mas isso, sozinho, não basta. Ele precisa **defender** esse lucro. A defesa se chama **fosso** (do inglês *moat*, o fosso de um…

07 4 min
ROE, ROIC e a fórmula DuPont

Se você só pudesse aprender **um** conceito de análise, seria este. Retorno sobre capital responde à pergunta que define tudo: *esta empresa é uma boa máquina de transformar…

08 3 min foco
Saúde financeira: não quebrar

A empresa mais lucrativa do mundo vale zero se **quebrar antes de a tese dar certo**. Esta é a pergunta nº 3 do analista — e a que mais salva carteiras. Dois inimigos derrubam…

09 3 min
De quem você vira sócio (governança)

Você pode acertar o negócio, a saúde e o preço — e **mesmo assim perder dinheiro** porque quem controla a empresa passou a perna no acionista pequeno. No Brasil, onde a maioria…

3

Preço e valor

Caro ou barato: múltiplos, valor intrínseco (fluxo de caixa descontado) e criação de valor.

3 aulas · ~8 min
10 3 min
Caro ou barato? Os múltiplos

Só **agora** — depois de aprovar negócio, dono e saúde — é que falamos de preço. E atenção ao que valuation **é**: não é achar o preço "certo" da ação (isso ninguém faz), é…

11 3 min
Valor intrínseco e o fluxo de caixa descontado

Aqui mora o avançado de verdade. Os múltiplos do módulo anterior são **atalhos** — fotografias rápidas. O conceito por trás de todos eles é o **valor intrínseco**: quanto a…

12 2 min
Criação de valor: ROIC vs. custo de capital

Este é o conceito que une **qualidade** e **valuation** num único princípio — e separa o crescimento que enriquece do crescimento que empobrece. Se você entender só esta aula,…

4

Estratégia e disciplina

Do conceito à carteira: compounding, análise por setor, vieses, margem de segurança e alocação.

7 aulas · ~14 min
13 2 min
O motor do compounding: crescer sem pedir dinheiro

Aqui três ideias do curso — ROE, payout e crescimento — se fundem numa única equação elegante. Ela explica por que algumas empresas viram **bolas de neve** que compõem riqueza…

14 2 min
Cada setor se analisa diferente

Erro clássico de quem acabou de aprender os indicadores: aplicar a **mesma régua em tudo**. Você não analisa um banco como uma fábrica de software. Os indicadores universais…

15 2 min
A matriz Value + Quality

Tudo o que você aprendeu converge aqui. Cruze **Qualidade** (eixo vertical: ROE) com **Preço** (eixo horizontal: P/VP) e cada empresa cai num dos quatro quadrantes. É o mapa…

16 2 min foco
Leitura crítica: a qualidade do lucro

O número certo, lido de forma ingênua, **mente**. O analista profissional desconfia do próprio dado antes de confiar nele — não por paranoia, mas porque sabe onde os números…

17 2 min
Os vieses que destroem o seu retorno

Lembra da mentalidade (módulo 4): a análise é 20% do jogo, o temperamento é 80%. Aqui está o **inimigo interno**. Seu cérebro tem atalhos que foram ótimos na savana e são…

18 2 min foco
Margem de segurança e o pensamento por cenários

Você não controla o futuro, nem o mercado, nem o resultado da empresa. Você controla **uma única coisa**: o preço que paga. É nele que mora toda a sua proteção — e este módulo…

19 2 min
Da análise à carteira: quanto de cada

Saber escolher uma boa empresa é **metade** do trabalho. A outra metade é decidir **quanto** colocar em cada uma, e como o conjunto se comporta junto. ==Uma carteira não é uma…

5

Prática e referência

Caso ao vivo dissecado, checklist replicável, mapa de armadilhas e glossário.

6 aulas · ~15 min
20 3 min
Caso ao vivo: dissecando a Cury

Agora juntamos **tudo**. Vamos rodar o método inteiro numa empresa real — a Cury (CURY3) — na ordem exata das 4 perguntas. Repare em como o **preço só aparece no quinto…

21 2 min
Onde achar os números e como ler um balanço

Toda a teoria não serve de nada se você não sabe **onde os dados moram**. Esta é a aula mais "mão na massa" do curso: de onde vem cada número e como ler um resultado em poucos…

22 2 min
Seu checklist replicável

Este é o roteiro que você roda em **qualquer** ação, sempre na mesma ordem. É o curso inteiro condensado em dez perguntas. Imprima na cabeça — ou volte aqui antes de cada decisão.

23 2 min
Mapa de armadilhas

Saber os erros mais comuns vale tanto quanto saber os indicadores — porque cada um deles tem um disfarce convincente. Este é o seu mapa de minas: as oito armadilhas que mais…

24 3 min
Teste-se

Sem teste não há aprendizado. Leia cada pergunta, **formule a resposta na sua cabeça** (ou escreva), e só então abra a resposta. Errar aqui é de graça — é exatamente para isso…

25 3 min
Glossário

Todos os termos do curso, num lugar só, para revisão rápida. Use como referência sempre que um jargão escapar.

Modo Tutor — pratique nas suas ações

Os números vêm 100% da CVM. Responda mentalmente antes de abrir o conceito; no fim, escreva a sua tese.

PSSA3 Porto Seguro 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 40,9 bi · Lucro líquido: R$ 3,38 bi · Margem líquida: 8,3%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 21,5% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 Os limites das ferramentas

    Setor: financeiro — F-Score e Z'' não se aplicam.

    Por que essas réguas não servem para este setor? O que você olharia no lugar?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de PSSA3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

CURY3 Cury 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 5,4 bi · Lucro líquido: R$ 0,98 bi · Margem líquida: 18,1%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 70,6% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 A empresa está saudável e melhorando?

    Piotroski F-Score: 5/9 · Altman Z'': 7.06

    O que esses termômetros dizem sobre risco de a tese morrer por balanço (e não por preço)?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de CURY3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

EQTL3 Equatorial 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 52,1 bi · Lucro líquido: R$ 1,68 bi · Margem líquida: 3,2%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 6,5% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 A empresa está saudável e melhorando?

    Piotroski F-Score: 5/9 · Altman Z'': 4.70

    O que esses termômetros dizem sobre risco de a tese morrer por balanço (e não por preço)?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de EQTL3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

VALE3 Vale 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 213,6 bi · Lucro líquido: R$ 13,81 bi · Margem líquida: 6,5%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 7,5% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 A empresa está saudável e melhorando?

    Piotroski F-Score: 6/9 · Altman Z'': 5.23

    O que esses termômetros dizem sobre risco de a tese morrer por balanço (e não por preço)?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de VALE3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

TOTS3 Totvs 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 5,8 bi · Lucro líquido: R$ 0,89 bi · Margem líquida: 15,4%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 16,3% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 A empresa está saudável e melhorando?

    Piotroski F-Score: 7/9 · Altman Z'': 7.57

    O que esses termômetros dizem sobre risco de a tese morrer por balanço (e não por preço)?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de TOTS3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

CXSE3 Caixa Seguridade 4 passos ▾
  1. 2 A máquina rende?

    ROE: 31,7% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  2. 3 Os limites das ferramentas

    Setor: financeiro — F-Score e Z'' não se aplicam.

    Por que essas réguas não servem para este setor? O que você olharia no lugar?

  3. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  4. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de CXSE3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

SBSP3 Sabesp 3 passos ▾
  1. 3 A empresa está saudável e melhorando?

    Piotroski F-Score: 3/9 · Altman Z'': 5.57

    O que esses termômetros dizem sobre risco de a tese morrer por balanço (e não por preço)?

  2. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  3. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de SBSP3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

BBDC4 Bradesco 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 270,2 bi · Lucro líquido: R$ 23,67 bi · Margem líquida: 8,8%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 13,3% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 Os limites das ferramentas

    Setor: financeiro — F-Score e Z'' não se aplicam.

    Por que essas réguas não servem para este setor? O que você olharia no lugar?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de BBDC4 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

BBAS3 Banco do Brasil 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 319,5 bi · Lucro líquido: R$ 13,70 bi · Margem líquida: 4,3%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 7,2% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 Os limites das ferramentas

    Setor: financeiro — F-Score e Z'' não se aplicam.

    Por que essas réguas não servem para este setor? O que você olharia no lugar?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de BBAS3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

AZZA3 Azzas 2154 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 11,8 bi · Lucro líquido: R$ 0,91 bi · Margem líquida: 7,7%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 11,4% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 A empresa está saudável e melhorando?

    Piotroski F-Score: 8/9 · Altman Z'': 6.54

    O que esses termômetros dizem sobre risco de a tese morrer por balanço (e não por preço)?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de AZZA3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

ITSA3 Itaúsa 5 passos ▾
  1. 1 O negócio gera lucro?

    Receita: R$ 8,2 bi · Lucro líquido: R$ 16,49 bi · Margem líquida: 199,9%

    Olhando só estes números: a empresa transforma venda em lucro com folga ou no aperto? O que te chama atenção?

  2. 2 A máquina rende?

    ROE: 18,6% · régua d'A Lente: >15% consistente = qualidade; >20% sustentado = elite

    Compare o ROE com a régua (e com a Selic, hoje ~14,5%). Esse retorno justifica o risco de ser sócio?

  3. 3 Os limites das ferramentas

    Setor: financeiro — F-Score e Z'' não se aplicam.

    Por que essas réguas não servem para este setor? O que você olharia no lugar?

  4. 4 E o preço?

    Preço ao vivo ainda não vira múltiplo aqui (P/L, P/VP dependem do BRAPI_TOKEN). Veja o preço do dia no Mercado.

    Negócio bom é metade da análise. O que falta para você decidir se o PREÇO de hoje te dá margem de segurança?

  5. 5 Síntese — a sua tese

    (todos os dados acima)

    Formule em UMA frase por que valeria (ou não) ser sócio de ITSA3 — e qual é o risco nº 1 que derrubaria essa tese.

    Salvo só no seu navegador — nunca vai para a IA.

Biblioteca de conceitos

11 verbetes, cada um em 3 níveis: essência → como um analista vê → a fundo.

A régua de sempre: qualidade sem preço é metade da análise. Este curso te treina a fazer as perguntas certas; a decisão é sua, e nada aqui é recomendação de investimento.

Altman Z'' (risco de insolvência)

essênciaTermômetro de risco de quebrar: combina quatro medidas do balanço numa nota só. Acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta; abaixo de 1,1 = zona de risco.
como um analista vêAs quatro medidas (todas sobre o ativo total ou o passivo): capital de giro (folga de curto prazo), lucros retidos (histórico de lucro acumulado), EBIT (capacidade de gerar resultado) e patrimônio sobre dívida (colchão dos sócios). A versão Z'' usada aqui é a variante para mercados emergentes. O valor não é prever falência com precisão — é ranquear: Z'' caindo trimestre após trimestre é o filme que importa, não a foto.
a fundoZ'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4, onde X1 = capital de giro/ativo, X2 = lucros retidos/ativo, X3 = EBIT/ativo, X4 = patrimônio líquido/passivo exigível. Original de 1968 recalibrado (1995) para emergentes e não-indústrias. Limites: pressupõe estrutura de ativos não-financeira (não se aplica a bancos/seguradoras — alavancagem é o negócio deles), e empresas de software com pouco ativo fixo distorcem o X3 para cima. Use junto com dívida/EBITDA e cronograma de vencimentos.

Piotroski F-Score

essênciaNota de 0 a 9 que mede a SAÚDE da empresa em nove perguntas de sim/não: está lucrando? gerando caixa? melhorando ano contra ano? 7+ = saudável e melhorando; 3 ou menos = acende alerta.
como um analista vêOs 9 critérios em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, caixa operacional positivo, ROA crescendo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida longa caindo, liquidez corrente subindo, sem emitir ações novas) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Cada "sim" vale 1 ponto. O espírito: separar a empresa barata que está MELHORANDO da que está barata porque está apodrecendo.
a fundoNo estudo original (2000), Piotroski aplicou o score ao universo de empresas baratas (alto book-to-market) e mostrou que comprar as de score alto e evitar as de score baixo melhorava o retorno em ~7,5 p.p./ano — o score funciona como filtro de value trap, não como ranking de qualidade absoluta. Limites: critérios de liquidez e margem não fazem sentido para balanço de banco/seguradora (o Atalaia mostra "não aplicável" nesses casos), e o sinal "sem diluição" pune captações que podem ser legítimas em empresas de crescimento.

Lucro por Ação (LPA)

essênciaLucro líquido do ano ÷ número de ações: a sua fatia do lucro, por ação que você possui.
como um analista vêÉ o denominador do P/L e o número que liga o lucro da empresa ao SEU investimento: 100 ações × LPA de R$ 5 = R$ 500 do lucro do ano "são seus" (parte vem como dividendo, parte fica reinvestida na empresa). LPA crescendo ao longo dos anos é o motor de longo prazo do preço.
a fundoAcompanhe o LPA junto com o número de ações: emissões diluem (lucro igual ÷ mais ações = LPA menor) e recompras concentram. Crescimento de LPA via recompra tem teto; via lucro, não. Use o número de ações ex-tesouraria e atenção a eventos societários (desdobramento, bonificação) que mudam o LPA sem mudar nada de real — por isso compara-se o LPA ajustado.

Magic Formula (Greenblatt)

essênciaReceita de Greenblatt para "comprar negócio bom a preço bom" com duas réguas só: empresa que rende muito sobre o capital (ROIC alto) e que está barata em relação ao lucro que gera (earnings yield alto).
como um analista vêRanqueie todas as empresas do universo por earnings yield (EBIT ÷ valor da empresa inteira, ações + dívida) e por ROIC; some as duas posições; menor soma = melhor. A graça é o equilíbrio: a empresa nº 1 raramente é a mais barata OU a mais rentável — é a melhor COMBINAÇÃO das duas. É o Value + Quality d'A Lente em forma de ranking mecânico.
a fundoDefinições de Greenblatt: earnings yield = EBIT/EV (enxerga a dívida, diferente do P/L) e ROIC = EBIT/(capital de giro líquido + imobilizado líquido) — só o capital tangível da operação. O próprio Greenblatt exclui financeiras e utilities: bancos porque EV/EBIT não fazem sentido no balanço deles; utilities porque retorno regulado distorce o ranking. O backtest famoso (livro de 2005) assume disciplina de anos — a fórmula passa vergonha em janelas curtas, e é aí que a maioria desiste.

Margem líquida

essênciaLucro líquido ÷ receita: de cada R$ 100 vendidos, quanto vira lucro no fim da linha, depois de todos os custos, juros e impostos.
como um analista vêMargem é uma das três alavancas do ROE (DuPont) e o termômetro do poder de preço: empresa com "fosso" defende a margem mesmo quando os custos sobem. Compare sempre dentro do setor — varejo vive de margem fina e giro alto; software vive de margem gorda e giro baixo. Margem caindo ano após ano é sintoma de competição comendo o fosso.
a fundoDecomponha a queda: margem bruta caindo = problema de custo/preço do produto; margem operacional caindo com bruta estável = despesas crescendo; margem líquida caindo sozinha = juros ou impostos. Em setores financeiros a "receita" tem outra natureza (intermediação/prêmios), então a margem líquida tradicional perde o sentido de comparação — use ROE e índices próprios do setor. E margem alta com FCO fraco é alerta de lucro contábil sem caixa.

Preço / Lucro (P/L) e o earnings yield

essênciaPreço ÷ lucro por ação: quantos anos do lucro atual você paga pela ação. P/L 10 = dez anos de lucro pelo preço de hoje.
como um analista vêInvertido, o P/L vira o earnings yield (1 ÷ P/L): o lucro como "juro" sobre o preço, comparável direto com a Selic. P/L 10 = yield de 10%. Se a renda fixa paga 14,5% garantido e a ação "rende" 10% com risco, o preço precisa se justificar por crescimento. Cuidado: yield alto só vale se o lucro for real, recorrente e crescente — earnings yield de 30% quase sempre é o mercado dizendo "não acredito nesse lucro".
a fundoO P/L é cego à dívida (o EV/EBITDA corrige isso somando a dívida líquida ao preço) e cego ao ciclo (lucro de pico encolhe o P/L na pior hora — o "value trap cíclico"). Múltiplo nunca se lê sozinho: sempre contra o próprio histórico da empresa e contra os pares do MESMO setor — comparar P/L de banco com tech é erro de principiante. Lucro contábil também não é caixa: confira a qualidade do lucro (FCO ≥ lucro) antes de confiar no P/L.

Preço / Valor Patrimonial (P/VP)

essênciaPreço ÷ patrimônio por ação: quantas vezes o patrimônio contábil você paga. 1 = paga exatamente o patrimônio; abaixo de 1 = paga menos que o "papel" diz que a empresa vale.
como um analista vêNUNCA leia o P/VP sozinho — leia-o contra o ROE; são duas metades da mesma frase. P/VP baixo grita "barato!" para o iniciante, e esse é um erro fatal: pagar 6x o patrimônio por algo que rende 69% ao ano pode ser mais barato que pagar 0,37x por algo que rende 5% — porque o primeiro patrimônio se multiplica rápido e o segundo fica parado. Preço baixo só é desconto se o que você compra for bom (a alma do Value + Quality).
a fundo"Barata e medíocre" é o clássico value trap: P/VP < 1 com ROE abaixo do custo de capital significa que o mercado espera que o patrimônio renda pouco — e o desconto é merecido. Em bancos e seguradoras o P/VP×ROE é A leitura central (o balanço é o negócio), com um atalho: P/VP justo ≈ (ROE − g) / (custo de capital − g). Patrimônio contábil também pode estar distorcido por intangíveis e reavaliações — vale checar do que ele é feito antes de confiar no múltiplo.

Retorno sobre o Patrimônio (ROE)

essênciaLucro ÷ patrimônio: de cada R$ 100 que os donos têm na empresa, quanto ela gera de lucro por ano? ROE de 20% = R$ 20. Régua d'A Lente: acima de 15% consistente = qualidade; acima de 20% sustentado = elite.
como um analista vêO ROE responde "esta empresa é uma boa máquina de transformar dinheiro em mais dinheiro?". Mas atenção a duas leituras: (1) um ano isolado não diz nada — qualidade é ROE alto CONSISTENTE; (2) nunca leia o ROE sozinho: compare-o com o P/VP (quanto você paga por esse patrimônio) e com a Selic (o retorno sem risco — se a empresa rende menos que o título público, por que correr o risco?).
a fundoA fórmula DuPont abre o ROE em três alavancas: margem líquida × giro do ativo × alavancagem (Ativo/PL). Três jeitos de ter ROE alto: cobrar caro (margem), girar rápido (giro) ou usar dívida (alavancagem). ROE alto por margem e giro = qualidade saudável; ROE alto só por alavancagem = risco disfarçado — é assim que empresa medíocre finge qualidade. Por isso o ROIC ("o ROE sem maquiagem") é o teste de confirmação: ele inclui a dívida no denominador e não dá para trapacear. Em bancos e seguradoras, compare o ROE com o custo do capital próprio, não com ROIC.

Retorno sobre o Capital Investido (ROIC)

essênciaRetorno sobre TODO o capital (dos donos + dos credores). É "o ROE sem maquiagem": como inclui a dívida no denominador, não dá para inflar com alavancagem.
como um analista vêA régua mais importante d'A Lente: ROIC tem que superar o custo do capital. Com a Selic a ~14,5%, uma empresa com ROIC abaixo de ~14% está, na prática, destruindo valor — emprega capital e gera menos do que ele renderia parado num título público. ROE alto com ROIC baixo (ou negativo) é sinal clássico de retorno fabricado com dívida.
a fundoROIC = lucro operacional após impostos (NOPAT) ÷ capital investido (patrimônio + dívida). A diferença ROIC − custo de capital (WACC) é o "spread" de criação de valor; o valor criado de fato é o spread vezes o capital empregado — empresa pequena com spread enorme pode criar menos valor que gigante com spread modesto. Na Magic Formula de Greenblatt, o ROIC usa só capital de giro líquido + imobilizado líquido no denominador (capital "tangível" da operação). Não se aplica a bancos/seguradoras: o balanço financeiro não separa capital operacional de "estoque".

Selic — a taxa que precifica tudo

essênciaA taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Banco Central a cada 45 dias. É o retorno "sem risco" — o que seu dinheiro rende parado em título público. Hoje: consulte o valor ao vivo no dashboard (o Atalaia puxa direto do BCB).
como um analista vêA Selic é a régua de TODO investimento: se a empresa não rende mais que ela sobre o capital (ROIC < Selic), melhor estar na renda fixa; se o earnings yield da ação (1÷P/L) perde para a Selic, o preço só se justifica com crescimento. Selic alta = bolsa concorrendo com juro gordo e crédito caro; Selic caindo = alívio para empresas endividadas e setores de ciclo longo (construção, varejo).
a fundoO canal de transmissão para a carteira: (1) custo de dívida — empresas alavancadas sofrem com Selic alta; (2) taxa de desconto — no DCF, juros maiores encolhem o valor presente dos fluxos longos (por isso growth sofre mais); (3) ciclo de crédito — bancos ganham spread mas perdem em inadimplência; construtoras vivem do financiamento do cliente. Acompanhe também o Focus (expectativa do mercado para a Selic futura): o preço dos ativos reage à EXPECTATIVA, não só ao valor de hoje.

Valor Patrimonial por Ação (VPA)

essênciaPatrimônio líquido ÷ número de ações: quanto do "papel" da empresa (o que ela tem menos o que ela deve) corresponde a cada ação.
como um analista vêÉ a régua contábil contra a qual o preço é comparado (preço ÷ VPA = P/VP). VPA crescendo ano após ano significa que a empresa retém lucro e o patrimônio dos sócios engorda — o efeito juros compostos dentro do balanço. VPA estagnado com lucro alto = empresa distribui quase tudo.
a fundoO VPA é valor CONTÁBIL, não de mercado: imóveis a custo histórico, intangíveis de aquisições e provisões podem distorcê-lo nos dois sentidos. Em bancos/seguradoras ele é mais "verdadeiro" (ativos financeiros marcados a mercado), por isso o P/VP×ROE é a leitura central do setor. Crescimento sustentável do VPA ≈ ROE × (1 − payout) — a taxa a que o patrimônio se multiplica sozinho.